Qual a principal causa do desmatamento da Floresta Amazônica?

Perguntado por: resteves9 . Última atualização: 20 de maio de 2023
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A construção de grandes obras de infraestrutura, a especulação com terras e a instalação de atividades econômicas como a agropecuária e a mineração estão entre as causas do desmatamento. A intensificação das queimadas na Amazônia acontecem junto ao aumento das taxas de desmatamento.

Os impactos do desmatamento incluem a perda de oportunidades para o uso sustentável da floresta, incluindo a produção de mercadorias tradicionais tanto por manejo florestal para madeira como por extração de produtos não-madeireiros.

A principal causa do desmatamento está ligada à ação antrópica, ou seja, à atuação do ser humano no processo de remoção da vegetação. Desse modo, o desmatamento, na maior parte das áreas florestadas, é causado diretamente pelas atividades produtivas desenvolvidas pelo ser humano em sua totalidade.

As principais causas de desmatamento estão relacionadas às atividades humanas. A retirada da vegetação de um local para dar lugar à moradias, plantações ou para a utilização da madeira retirada, por exemplo, para a produção de energia, não é um processo recente, ocorrendo em todo mundo há séculos.

A atividade humana é a principal causa do desmatamento, principalmente para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. O crescimento do setor agropecuário fez com que aumentasse o desflorestamento principalmente para pastagens e plantio de soja, muitas vezes até de forma ilegal.

Mais de 90% do desmatamento que ocorre na Amazônia apresenta sinais de ilegalidade. Atividades ilícitas que destroem a floresta — incluindo extração ilegal de madeira, mineração ilegal e grilagem de terras — estão associadas a diversas práticas criminosas e ao acentuado aumento da violência na região.

A Floresta Amazônica começou a sofrer com o desmatamento a partir da década de 1970, quando foi construída a Rodovia Transamazônica. Depois disso, boa parte de sua área começou a ser destruída para a realização de práticas agrícolas e criação de gado.

O desmatamento, as queimadas, a garimpagem, o agropastoreio e a biopirataria representam os principais problemas ambientais enfrentados pelo bioma amazônico. O conjunto formado por essas ações devastadoras é responsável por graves mudanças climáticas em todo o planeta, como o aquecimento global.

As informações foram apresentadas nesta quinta-feira, 3/8, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante entrevista coletiva em Brasília. Nos primeiros sete meses de 2023, o desmatamento na Amazônia teve queda de 42,5%, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 80 % da perda de florestas no Brasil está relacionada direta ou indiretamente com a pecuária.

O desmatamento causado pelo homem pode ser combatido com o reflorestamento. A plantação de árvores nas áreas desmatadas ajuda a restaurar o habitat de uma biodiversidade única e combate ao aquecimento global.

Em relação ao ordenamento territorial, o relatório indica, para 2022, um crescimento de 9,4% no desmatamento dentro de Unidades de Conservação, em relação a 2021. Do total de áreas desmatadas, 1,4% estão sobrepostas às Terras Indígenas, 17% a Assentamentos Rurais e 0,05% às Comunidades Remanescentes de Quilombolas.

As principais atividades causadoras dos impactos ambientais no planeta são a mineração, a agricultura, a exploração florestal, a produção de energia, os transportes, as construções civis como estradas e cidades, além das indústrias básicas químicas e metalúrgicas.

O desmatamento e a degradação florestal são atividades que emitem gases causadores do efeito estufa (GEE), sobretudo gás carbônico (CO2), que causam a mudança do clima.

As principais causas do desmatamento no Brasil estão ligadas à exploração madeireira ilegal, pecuária, agricultura, extrativismo vegetal, animal e mineral. Desastres naturais também podem alterar o clima e vegetação, porém não se comparam à atividade humana.

A atividade agropecuária é o principal vetor de desmatamento no país, representando 95,7% do total ou 1,96 milhão de hectares. O garimpo responde por 5,9 mil hectares e a mineração por 1,1 mil hectares.

As populações de plantas, animais e microorganismos ficam debilitadas e eventualmente algumas podem se extinguir. Até mesmo o desmatamento localizado pode resultar na perda de espécies, devido ao elevado grau de endemismo – ou seja, a presença de espécies que só existem dentro de uma área geográfica determinada.

Para proteger a floresta amazônica, uma das ações do Governo Federal foi o lançamento, este ano, do Sinaflor +. É um sistema que permite um maior controle no manejo da madeira na região, rastreando desde à origem e fortalecendo o combate ao desmatamento ilegal.

O desmatamento tem sérias consequências para o meio ambiente, incluindo a perda de biodiversidade, degradação do solo, alterações nos padrões climáticos e contribuição para as mudanças climáticas, pois as árvores desempenham um papel fundamental na captura de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.