Qual arroz que não precisa lavar?

Perguntado por: lzaganelli . Última atualização: 24 de maio de 2023
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Apesar de ainda desnecessária, em alguns casos, a lavagem do alimento não prejudica seus nutrientes. É o caso do arroz integral, que ainda conta com a casca de proteção; e do arroz parabolizado, que passa por um procedimento de “selagem”.

Respondendo a pergunta-título pode-se afirmar que, sob o ponto de vista das perdas nutricionais, no arroz polido é desaconselhável a lavagem; e no parboilizado é completamente desnecessária.

O arroz fornece ao organismo ferro, potássio, fósforo, magnésio e vitaminas B1, B2 , B3 e B6. Porém, quando o grão seco é lavado antes de ser cozido, parte dos nutrientes se perdem. Portanto, não recomendamos lavar o arroz.

Porém, quando o grão seco é lavado antes de ser cozido, parte dos nutrientes podem se perder. Portanto, não é recomendado a lavar o arroz, sobretudo o arroz polido. Já o arroz integral, que ainda possui sua casca fina, corre menos risco – uma vez que está “protegido”. De todo modo, não há necessidade de lavar o arroz.

Não é a lavagem que altera a textura
Um estudo de 2019 da Universidade de Tecnologia e Negócios de Pequim mostrou que lavar o arroz não altera em nada a viscosidade do grão.

A resposta é: sim! E não é apenas para demorar menos tempo para cozinhar! Além de reduzir o tempo de cozimento, deixar o feijão de molho faz bem para a saúde. Esse processo livra o alimento dos chamados antinutrientes, que ficam dissolvidos na água.

O arroz parboilizado passa por um processo que cozinha o grão dentro da sua própria casca, utilizando apenas água e calor, sem adição de produtos químicos. Assim, o grão absorve os nutrientes da casca do arroz, deixando-o mais nutritivo.

A nutricionista explica que, quando os grãos são deixados de molho, é possível neutralizar esses fitatos, melhorando a absorção de nutrientes, além de tornar a digestão mais leve por quebrar essas partículas de difícil absorção.

Qual é o mais saudável? O arroz parboilizado é mais recomendado que o branco, uma vez que tem uma maior quantidade de vitaminas mantidas, além de minerais, fibras e gorduras. Apesar disso, o processo pelo qual o grão integral geralmente é submetido é natural e, por isso, acaba sendo ainda mais saudável.

O arroz parboilizado é ainda um alimento mais seguro, praticamente livre de grãos mofados, atacados por insetos, e com um percentual de quebrados bem menor que o arroz polido, e o preço.

Isto porque o arroz parboilizado é “pré-cozido” na pressão quando ainda está com casca, um processo para fazer o grão absorver mais nutrientes presentes na casca. Em contrapartida, o parboilizado não chegará a ficar tão macio quanto o branco, mas é mais fácil deixá-lo soltinho.

Segundo o site especializado, o arroz é conhecido por acumular cerca de 10 vezes mais arsênio do que outros cereais. Nos grãos, a substância tóxica está concentrada na camada externa (farelo) que envolve o endosperma. Ou seja, o arroz integral (não moído ou polido) contém mais arsênio do que o branco.

Aquela poeirinha branca que aparece na lavagem do arroz e que deixa a água branca não é sujeira. Uma das fases do beneficiamento do arroz é o processo de polimento, que é necessário para deixar os grãos lisinhos e branquinhos. Assim, os resíduos dos próprios grãos ficam grudados em forma de poeira.

É deixá-lo embebido em água durante a noite. Em seguida, deve-se lavar e enxaguar até que que a água esteja límpida. A próxima etapa é drenar bem e colocar para cozinhar em uma panela, com uma proporção de cinco partes de água para uma parte de arroz. Assim, a concentração de arsênio cai 80%.

Não refogue o arroz integral
O arroz branco precisa ser refogado para selar os grãos, o que impede que o amido saia e o arroz fique empapado. O integral já tem a camada externa e, se você refogá-lo, ele vai demorar muito tempo para cozinhar.

Você sabe por que isso acontece? Porque o arroz integral não passa pelo processo de polimento como ocorre com o arroz branco, portanto sua casca é mantida junto ao grão tornando-o mais duro.

A diferença entre o arroz branco e o integral está no modo como esse cereal é processado, o que interfere na quantidade de nutrientes encontrados em cada tipo.

É o caso do frango, cujas bactérias podem contaminar outros objetos da cozinha durante o preparo. De acordo com Ana Carolina Valle, nutricionista especializada em segurança de alimentos, lavar o frango com água corrente na pia não é uma prática indicada.

Quando se lava o frango, a água acaba espirrando ao redor. Dessa forma, as bactérias podem acabar entrando em nosso corpo através, por exemplo, de uma faca que esteja perto da pia. Ainda assim, segundo a FSA, 44% das pessoas no Reino Unido lavam o frango antes de cozinhar.

“Nessa hora, eu tiro a espuma branca que fica no feijão e cozinho em outra água, rapidamente. É mais saudável e super prático”, sugere. Essa espuma, de acordo com Cilene, é prova de que a fermentação ocorreu e de que o produto está livre das substâncias que prejudicam a absorção dos nutrientes.