Qual é a cor da mandioca brava?

Perguntado por: aparaiso . Última atualização: 2 de junho de 2023
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Em síntese, no aspecto visual, ambas podem apresentar caules verdes ou rosados, ou pele branca ou rosada, além das folhas e das raízes semelhantes.

Sobre os tipos de mandioca, as mais comuns são a mansa e a brava. Embora elas sejam visualmente muito parecidas, a diferença está no tempo de colheita e na concentração de ácido cianídrico. A seguir, conheça melhor cada uma delas.

Quando a mandioca tem um teor alto de ácido cianídrico, ela tem um sabor muito amargo, mesmo após o cozimento, mais amargas que jiló cru, por exemplo”, explica Feltran. Outra dica para se proteger é descartar a água do cozimento, porque, se tiver ácido, sairá nesse líquido.

Em síntese, no aspecto visual, ambas podem apresentar caules verdes ou rosados, ou pele branca ou rosada, além das folhas e das raízes semelhantes.

É necessário cortar e descascar as raízes em pequenos pedaços e cozinhá-los para que as substâncias tóxicas sejam eliminadas. Com a mandioca-brava é diferente. Ela conserva elevado teor de precursores do ácido cianídrico.

Produzidos a partir da mandioca, a farinha, o tucupi e a maniva possuem compostos de cianeto, como o ácido cianídrico, uma substância tóxica. O modo de preparação desses produtos, no entanto, proporciona a eliminação do veneno e torna esses alimentos adequados para o consumo humano.

A deterioração pós-colheita das raízes de mandioca pode ser enzimática ou microbiana. A enzimática é caracterizada pela descoloração e pelo aparecimento de estrias, ou veias azuladas, no sistema vascular da polpa e é a causa inicial da perda de aceitabilidade de raízes in natura nos mercados.

Verifique se a casca está intacta. Quanto mais fina estiver a casca, com manchas, machucados ou com a polpa aparecendo, menos fresca é a mandioca. Observe a polpa na parte cortada da raiz: ela deve ter cor uniforme, sem manchas escuras ou azuladas, e deve estar úmida. Evite raízes cuja polpa tem aparência ressecada.

Esse problema nada mais é do que uma defesa da planta, da raiz, para evitar perda da água. O azulamento começa a ocorrer nos vasos que levam a água do solo para as raízes da mandioca. Isso acontece com todas as variedades, com maior ou menor intensidade.

Outros nomes da mandioca
Os sinônimos mais comuns para a mandioca, são: aipim, macaxeira, uaipi, castelinha, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre, mandioca-brava e mandioca-amarga.

A diferença de cor entre os dois tipos, explicou, deve-se ao fato de que a variedade amarela é mais rica em carotenoides – substâncias antioxidantes que, no organismo humano, se transformam em vitamina A.

Mandioca-brava (amargosa ou industrial): colhida tardiamente, a mandioca-brava contém elevado grau de ácido cianídrico e, para ser consumida, precisa passar por processos de secagem ou de longo cozimento, a fim de eliminar a substância. Ela é utilizada na indústria para a fabricação de farinha, polvilho e fécula.

A mandioca recebe um nome em cada região brasileira. É por isso que você encontra por aí a macaxeira e o aipim, mas todos se referem ao mesmo alimento. Essa diversidade não está só no nome, mas também na identidade cultural que ela carrega e na sua utilidade culinária.

Segundo a especialista, a maniçoba é feita com as folhas da mandioca-brava, também conhecida como "aipim", que contém uma substância tóxica chamada de "ácido cianídrico", potencialmente prejudicial à saúde. Por isso, é necessário que as folhas passem por fermentação e cozimento, com duração de sete dias.

A mandioca rosada, depois de cozida, adquire uma coloração avermelhada. A mandioca rosada traz como benefício a prevenção de câncer de próstata, de acordo com o pesquisador bioquímico de plantas Luiz Joaquim Carvalho. Já o material de cor amarela mais intensa tem betacaroteno, vitamina A.

Durante o armazenamento, a mandioca escurece rapidamente, deixando a polpa com listas escurecidas. A rapidez de escurecimento pode ser reduzida se as raízes forem mantidas em lugares bastante úmidos. A desidratação limita a vida útil da mandioca fresca em cerca de uma semana.

Apesar de se parecer muito com a mandioca comum, também chamada de aipim ou macaxeira, a mandioca brava não pode ser consumida frita ou cozida, devido à alta quantidade de toxina presente nela.

As mandiocas consideradas bravas têm sabor amargo, e elevado teor de glicosídeos cianogênicos, e podem ser consumidas após o processamento.

Tanto a mandioca de mesa quanto a mandioca brava podem apresentar pele branca ou rosada, caule verde ou rosado ou alguma característica semelhante nas raízes.

O que podemos afirmar é que a folha da mandioca é extremamente tóxica pela presença do ácido cianídrico. Durante o processo de moagem, para que ela vire maniva, é liberado o gás cianeto (HCN), um gás empregado pelas plantas para se defender dos predadores, portanto, venenoso quando ingerido por animais e humanos.

A substância tóxica da mandioca é conhecida como glicosídeo cianogênico. No entanto, ela é encontrada em menor quantidade na mandioca-mansa. A mandioca crua não deve ser consumida, e mesmo quando mal cozida, ela pode apresentar toxicidade.