Qual era a genialidade de Shakespeare?

Perguntado por: dveiga7 . Última atualização: 17 de maio de 2023
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Considerado cânone da literatura ocidental, Shakespeare bebeu em fontes clássicas e modernas para compor suas peças. Sua genialidade, portanto, deve-se à maneira criativa de como ele aproveitou idéias e temas de outros autores.

Amplamente considerado como o maior dramaturgo do idioma inglês, e do mundo pré-eminente dramático, Shakespeare transformou o teatro inglês e provavelmente as visões teatrais pelo planeta, alargando as expectativas e os limites sobre o que poderia ser conseguido através da caracterização, da história, da língua e dos ...

Uma pesquisa recente sugere que William Shakespeare teria sido influenciado por um livro escrito no ano de 1500 para escrever suas obras. Se trata de A Brief Discourse of Rebellion and Rebels (Uma Breve Dissertação Sobre a Rebelião e os Rebeldes, em tradução livre), de George North, um diplomata inglês.

Ser ou não ser

“Ser ou não ser” e “Há mais mistérios entre o céu e a terra (…)” são frases que todo mundo já ouviu pelo menos uma vez na vida. O responsável pelas peças e frases é o famoso dramaturgo inglês William Shakespeare.

William Shakespeare (1564-1616) foi um dramaturgo e poeta inglês. Autor de tragédias famosas como "Hamlet", "Otelo", "Macbeth" e "Romeu e Julieta", foi considerado uma das maiores figuras literárias da língua inglesa. Shakespeare escreveu suas obras para um pequeno teatro no final do século XVI e início do XVII.

Principais características do estilo literário:
- Escreveu tragédias, dramas históricos e comédias que marcam até os dias de hoje o cenário teatral. - Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico.

Ele foi autor de 38 peças (entre históricas, comédias e tragédias), como Hamlet, Romeu e Julieta, Otelo, Macbeth, Sonho de Uma Noite de Verão, Ricardo III, Rei Lear, A Megera Domada, A Tempestade, entre outras. Fora dos palcos, escreveu 154 sonetos e uma variedade de outros poemas.

O cenário histórico em que viveu William Shakespeare foi marcado pela presença da forte e polêmica personalidade da rainha Isabel I (1558-1603), chamada pelo povo de "Good Queen Bess", que governou a Inglaterra por longos 45 anos.

Shakespeare era (segundo seu quase contemporâneo John Aubrey) filho de um açougueiro, e quando era adolescente, gostava de recitar poemas diante dos perturbados matadouros. Foi ator, empresário teatral, cobrador de impostos (como Cervantes) e não sabemos com certeza se alguma vez viajou para outro país.

De almas sinceras a união sincera Nada há que impeça: amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera, Ou se vacila ao mínimo temor.

Shakespeare foi um homem do Renascimento, mas vivenciou as transformações nas diversas áreas do conhecimento humano e nas diversas áreas da sociedade. Durante essa época, Shakespeare mostra com grande maestria os dramas e tragédias de suas personagens complexas.

Assim, obcecado por uma desforra ditada por um espectro, na forma imaginária do pai assassinado, Hamlet fingiu-se de alucinado, dizendo-se “não estou louco de verdade, estou louco por astúcia[8]”; o fingimento da loucura fazia parte do plano para vingar a morte do pai.

Que realmente é forte e que pode ir muito mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que, realmente, a vida tem valor, que você tem valor diante da vida! Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar”.

soneto 18

O soneto 18 é certamente o mais famoso na coleção de sonetos de Shakespeare e talvez seja o mais conhecido poema lírico em língua inglesa. Da obra do bardo inglês, talvez só o monólogo de Hamlet “Ser ou não ser” e o monólogo de Julieta “Ó Romeu, Romeu! Onde estás Romeu?” sejam mais conhecidos.

Vênus e Adônis

Em 1593, o autor publicou sua primeira obra, o poema narrativo Vênus e Adônis, dedicado ao conde de Southampton, Henry Wriothesley, que passou a patrociná-lo. Além desse poema, o escritor também dedicou ao conde o poema narrativo O estupro de Lucrécia.