Qual o médico que cuida do linfoma?

Perguntado por: oconceicao . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Onco-Hematologista explica o que é e como é o tratamento do linfoma não Hodgkin.

Como é feito o diagnóstico de um linfoma
Entre os exames indicados, estão a biópsia, que consiste na retirada de uma pequena porção de tecido, em geral dos gânglios linfáticos, para análise em laboratório, além da punção lombar, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Os linfomas agressivos se desenvolvem rapidamente e, se não tratados a tempo, podem levar a óbito em meses. Porém, nesse tipo de linfoma, as células respondem bem à quimioterapia, podendo haver, se identificado precocemente, chances de cura.

O Linfoma não-Hodgkin pode surgir em diferentes partes do corpo, representando 80% dos casos de linfoma. Esse tipo de linfoma pode atingir linfonodos e órgãos fora do sistema linfático, como os do trato gastrointestinal, pele, fígado, ossos, tireoide, pulmão, mamas, sistema nervoso central e medula óssea.

O linfoma de Burkitt e linfoblástico são considerados agressivos, pois apresentam um rápido crescimento. Dessa forma, necessitam de tratamentos bastante intensivos e normalmente são administrados com o paciente internado.

“O mais importante é quando aparece um gânglio do nada, duro e não dói – isso é sinal de que pode ser linfoma”, ressalta o onco-hematologista. “Se é doloroso, provavelmente é um gânglio inflamatório, e se é inflamatório, provavelmente não é linfoma”. O tratamento mais comum é com quimioterapia.

Tomografia por emissão de pósitrons (PET scan)
Para mostrar se um linfonodo aumentado contém a doença. Encontrar pequenos pontos no corpo que podem ser linfoma, mesmo que a área pareça normal na tomografia computadorizada.

Exames para os linfonodos
Nos casos benignos, os gânglios linfáticos também são móveis e doloridos. Os linfonodos malignos tendem a ser globosos, mais escuros e heterogêneos, com o hilo ausente, e podem apresentar microcalcificações.

Esse tipo de câncer pode ter início em qualquer local do corpo, mas é mais comum em gânglios linfáticos, presentes no tórax, pescoço e axilas.

Os linfomas, ainda que possam parecer localizados, por conta dos nódulos, também estão na corrente sanguínea, afinal, eles têm origem no sistema linfático. Por este motivo, não podem ser considerados benignos e exigem atenção!

As formas mais agressivas dos linfomas não Hodgkin podem ter estes e outros sintomas, que incluem: Dor no pescoço, nos braços ou no abdome. Dificuldade para respirar. Fraqueza nos braços e/ou nas pernas.

Um linfoma é um câncer que acontece quando os linfócitos, que são um tipo específico de glóbulos brancos, se tornam malignos. Já na leucemia, pode ocorrer a malignidade dos linfócitos, mas também de outras células sanguíneas.

A taxa de sobrevida relativa geral de 5 anos para pessoas com linfoma não Hodgkin é de 74%. Mas é importante ter em mente que as taxas de sobrevida podem variar para diferentes tipos e estágios de linfoma.

“O linfoma é um câncer altamente curável, no entanto o prognóstico varia de acordo com os subtipos, mas, especialmente, com o diagnóstico precoce, assim como o tratamento”, observa o especialista.