Qual o principal interesse dos burgueses na Reforma Protestante?

Perguntado por: ogomes . Última atualização: 19 de maio de 2023
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O interesse levou a burguesia a apoiar a reforma protestante foi puramente financeiro e comercial, visto que a Igreja enxergava aqueles com desejo de prosperar economicamente como pecadores. A Igreja pregava a pobreza e a miséria para a população, não deixando a economia e o comércio se desenvolverem livremente.

A Reforma Protestante teve causas relacionadas a aspectos políticos, econômicos e teológicos e resultou da corrupção existente na Igreja Católica. Além disso, teve resultado de interesses políticos oriundos de nobres que viram na reforma uma possibilidade de romper o vínculo de autoridade com o papa.

QUAIS AS CLASSES SOCIAIS QUE APOIARAM LUTERO? feita pela Igreja. para a Igreja o lucro era pecado. Parte dos nobres- queria pegar as terras da Igreja.

Nessa época, a burguesia era uma classe social em ascensão e o comércio se consolidava como a atividade econômica mais importante da Europa. A Igreja Católica era um obstáculo às práticas comerciais burguesas, pois era contra a cobrança da usura, ou seja, dos juros.

Esse estilo era basicamente de cunho religioso e procurava ilustrar cenas bíblicas. Nesse contexto, Jesus era sempre representado de forma mais ampla, com dimensões maiores, sublinhando o seu protagonismo.

Entre suas principais características podemos destacar: Salvação pela fé: ao contrário do que ocorria com a venda de indulgências, o luteranismo acreditava que a salvação era fruto da fé das pessoas; Livre interpretação da Bíblia: antes da Reforma Protestante, a Bíblia era conhecida apenas em latim.

Dinamizou o movimento reformista através de novos princípios, completando e ampliando a doutrina luterana. Determinou que não houvesse nenhuma imagem nas igrejas, nem sacerdotes paramentados. A Bíblia era a base da religião, não sendo necessária sequer a existência de um clero regular.

A Reforma Protestante foi um movimento de reforma religiosa ocorrido na Europa, no século XVI. Esse reformismo religioso foi iniciado por Martinho Lutero, um monge alemão insatisfeito com a cobrança de indulgências pela Igreja Católica.

Esses movimentos religiosos questionavam a falta de moralidade, o abuso do poder, a avareza, a corrupção e todo tipo de desvio comuns na Igreja Católica na Europa. Alguns historiadores entendem, por exemplo, que os valdenses, surgidos na França, no século XII, já eram um movimento reformista.

Os burgueses suíços estavam descontentes com as proibições que a Igreja Católica fazia quanto à usura, ou seja, a cobrança de juros. Com a disseminação das novas doutrinas religiosas, o trabalho e o acúmulo de riquezas deixaram de ser pecado, e os burgueses aderiram a elas rapidamente.

Por que grande parte da burguesia comercial europeia apoiou a Reforma Calvinista? A - Porque os burgueses tinham grande interesse no enfraquecimento da Igreja Católica, na ressurgimento da Ciência e na volta do sistema feudal de produção.

O protestantismo
Lutero teve apoio de Felipe Melanchton, professor da Universidade de Wittenberg, para consolidação da sua doutrina.

Foram defendidos princípios básicos que caracterizaram as convicções e práticas protestantes: os cinco “Solas”: Sola Scriptura (somente as Escrituras), solus Christo (salvação somente em Cristo), sola gratia (salvação somente pela graça divina), sola fides (salvação somente pela fé), soli Deo gloria (glória dada ...

Martinho Lutero

Martinho Lutero. Lutero (1483-1546) era monge agostiniano e doutor em teologia alemã. A partir de suas ideias, surgiu a Igreja Luterana, que até hoje mantêm sua força na Alemanha e em lugares de colônia alemã, até mesmo no Brasil.

O burguês defendia valores que eram estranhos à sociedade medieval como a liberdade pessoal, livre comércio, direitos religiosos e civis. Ao mesmo tempo, a Europa vive o chamado “Renascimento Comercial” através das Cruzadas, e da expansão ultramarina dos séculos XV e XVI.

A burguesia passa a apoiar o rei por meio de doações e empréstimos. Nobreza se aproxima do rei, visando manter privilégios. Os camponeses passam a ver o rei como protetor. O rei protegeu o comércio e concedeu aos burgueses cargos públicos.

A burguesia também apoiava o iluminismo devido às profundas críticas que os economistas iluministas faziam ao mercantilismo e às práticas econômicas do Estado absolutista. Enquanto absolutistas, o controle dos monarcas sobre as economias e o comércio era muito grande.

A burguesia, classe social que se formava e consolidava nesse momento, também encontrou problemas em relação à Igreja, uma vez que práticas como a “usura” (cobrança de juros em empréstimos) e o acúmulo de capital, eram considerados pecado pelos clérigos.

A Igreja Católica, por sua vez, pregava o desapego aos bens materiais. Por conta disso, os interesses dos burgueses iam de encontro com os dogmas eclesiásticos, fazendo com que por diversas vezes a burguesia entrasse em conflito com a Igreja (o que culminou, por exemplo, na Reforma Protestante).

Burguesia é uma classe social que surgiu na Europa no fim da Idade Média com a crise do feudalismo, formando-se nos burgos, cidades construídas fora dos feudos quando estes estavam em decadência. Ela tomou espaço nas cidades por meio do comércio e é composta por aqueles que são os donos dos meios de produção.