Qual o tratamento para câncer de peritônio?

Perguntado por: amartins3 . Última atualização: 19 de maio de 2023
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O tratamento do câncer de peritônio geralmente envolve cirurgia para remover o tecido afetado e quimioterapia para destruir as células cancerosas restantes. Em casos avançados, a radioterapia também pode ser usada. O tipo de tratamento depende do estágio da doença, da extensão do tumor e da saúde geral do paciente.

Em alguns casos, pode ser necessário até mesmo retirar o peritônio da região acometida para que o procedimento seja efetivo. Como essa é uma cirurgia altamente invasiva, só é indicada para pacientes em que a citorredução completa é possível.

Quais são as principais causas para a sua ocorrência? As principais causas ligadas ao seu desenvolvimento primário são mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 (também relacionados aos cânceres de ovário, mama e pâncreas). Por isso, o histórico familiar de câncer peritoneal é um fator de risco importante da doença.

A carcinomatose peritoneal é o câncer disseminado no peritônio. Mais de 90% dos casos são tumores secundários (metastáticos), ou seja, se originaram a partir do câncer de outros órgãos que se espalhou e atingiu essa membrana.

A técnica consiste em duas fases: cirúrgica, chamada cirurgia citorredutora, na qual é retirada toda a lesão visível. Procedimento que pode chegar a até 12 horas de duração, dependendo da extensão da lesão. “Esse procedimento normalmente envolve múltiplas ressecções viscerais, ou seja, de retirada de parte de órgãos.

O especialista para esta cirurgia é o Cirurgião Oncológico, sendo que esta é uma área de atuação específica dentro da especialidade.

O câncer no peritônio é um tipo de tumor raro e que pode se desenvolver ao longo de toda a membrana, presente no intestino, fígado, estômago e ovários, entre outros. Esse câncer atinge quase exclusivamente mulheres pós-menopáusicas.

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford mostra que o aumento da gordura na região da barriga está intimamente ligado ao aumento de câncer de próstata .

O peritônio é constituído por duas camadas, parietal – revestindo a parede abdominal e parte do diafragma – e visceral – que forma uma cobertura completa em órgãos como o estômago, baço, pâncreas e fígado, e uma cobertura parcial na bexiga e parte dos intestinos.

O primeiro sinal clínico observado é a dor e sensibilidade abdominal, agravada durante a movimentação. Outros sintomas são: líquido no abdômen (ascite), não evacuação de fezes ou gases, distensão abdominal, febre, baixa produção de urina, náuseas, vômitos e sede.

As células cancerosas soltam-se do tumor original, vão para outras partes do corpo e formam novos tumores. Esse processo, conhecido como metástase, causa problemas sérios e, por isso, é muito importante que seja detectado e tratado o mais cedo possível.

Não existe nenhum exame de sangue para detectar câncer no corpo inteiro. O que existe, além do hemograma completo, são exames de sangue específicos, que ajudam no rastreamento de determinados tipos de neoplasias. É o caso de uma série de marcadores tumorais circulantes.

Peritônio é uma membrana serosa que reveste as paredes da cavidade abdominal e recobre órgãos abdominais e pélvicos. Entre as suas duas camadas - parietal e visceral - está a cavidade peritoneal.

Trata-se de uma terapia que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Estes remédios se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células ruins que estão formando a doença e impedindo, também, que elas se espalhem pelo organismo.