Quando a esofagite é grave?

Perguntado por: aveloso . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Geralmente, a esofagite é uma condição temporária e que possui tratamento, mas se não for abordada de forma precoce e adequada, pode levar a complicações graves, como estreitamento do esôfago, úlceras e esôfago de Barrett (precursor do câncer da porção final do esôfago).

E dessa displasia, em um outro momento, quando o problema se agrava por cinco, seis, oito ou mais anos, o paciente pode sim a vir a desenvolver o câncer de esôfago”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Eduardo Grecco.

Se não for tratada, a esofagite pode danificar o revestimento do esôfago e interferir em sua função normal, que é transportar alimentos e líquidos da boca para o estômago. Além disso, também pode provocar úlceras, cicatrizes e estreitamento grave do esôfago.

Esofagite erosiva grau B: 1 ou mais erosões maiores do que 5 mm, mas que não se juntam a outras; Esofagite erosiva grau C: Erosões que se unem, envolvendo menos do que 75% do órgão; Esofagite erosiva grau D: Erosões que estão em pelo menos 75% da circunferência do esôfago.

O tratamento da esofagite está diretamente relacionado com a sua causa específica. O tratamento pode incluir a ingestão de medicamentos, como os bloqueadores da secreção ácida no estômago e os antibióticos, além de mudanças no estilo de vida do paciente. Alguns casos podem requerer intervenção cirúrgica.

Porém, a cicatrização total da mucosa pode demorar até oito semanas (cerca de dois meses). Por isso, mesmo depois dos sintomas sumirem é importante manter uma alimentação leve e beber bastante água. E, claro, não deixe de fazer um acompanhamento regular com o seu time de saúde. 1 O que é esofagite (esofagite erosiva)?

Não deite após comer
Outro ponto que os pacientes com esofagite devem evitar é não deitar nas próximas duas ou três horas depois da refeição. Isso porque o estômago está com mais ácido do que o necessário para digerir o alimento, o que pode fazer com que o ácido volte para o esôfago caso o paciente deite.

Quando o ácido gástrico acumula-se no estômago e volta para a porção inferior do esófago, pode causar desconforto e dor torácica. A dor localiza-se normalmente no estômago, tórax e abdómen. Mas também pode irradiar para outros lugares, tal como a parte superior das costas.

O diagnóstico é feito por meio de um exame de endoscopia digestiva, que se trata de um procedimento que examina o interior do esôfago e também do estômago. Durante o procedimento, caso haja alguma lesão, é realizada uma biópsia para confirmar o diagnóstico.

O câncer de esôfago surge quando as células do revestimento do esôfago (tubo que liga a garganta ao estômago) começam a crescer descontroladamente. O início se dá em qualquer lugar ao longo da camada interna da parede do órgão e cresce para fora através das outras camadas.

O diagnóstico do câncer de esôfago só é possível por meio de uma biópsia. Geralmente, ela é feita durante uma endoscopia, procedimento em que o médico introduz pela boca do paciente um tubo fino com uma câmera na ponta, descendo pelo esôfago.

Os principais sintomas são: engasgos, dificuldade de engolir (disfagia) ou a deglutição dolorosa (odinofagia). Em alguns casos, a estenose causa acúmulo de líquidos e alimentos, que podem causar mau hálito e regurgitação.

Chá de Camomila
A camomila é uma planta medicinal com propriedades antiinflamatórias e calmantes, podendo ajudar a aliviar a inflamação da mucosa gástrica e reduzir a dor abdominal, devido a presença de diversos compostos bioativos, como a apigenina, a camazulina e o bisabolol.

Alimentos de fácil digestão: Opte por alimentos leves e de fácil digestão, como carnes magras (frango, peixe), ovos, tofu, grãos integrais leves (arroz, quinoa), legumes cozidos e frutas não cítricas. Vegetais não ácidos: Consuma vegetais não ácidos, como espinafre, cenoura, abóbora, batata, abobrinha e pepino.

Os sintomas da esofagite erosiva dependem do grau das lesões no esôfago, mas normalmente incluem dor abdominal ou torácica, queimação, engasgos, dificuldade para engolir, regurgitação, tosse, rouquidão, entre outros.

Antibióticos, como doxiciclina e tetraciclina.

As causas de esofagite são diversas devido aos seus diferentes tipos. São eles: Esofagite de eosinófilos: é o mais comum em pessoas que possuem alergia alimentar; Esofagite infecciosa: a esofagite também pode ser causada por infecção viral, bacteriana, fúngica ou por algum parasita no tecido que reveste o esôfago.

O exame endoscópico é o método de escolha para o diagnóstico das lesões causadas pelo refluxo gastroesofágico, permitindo avaliar a gravidade da esofagite e realizar biópsias onde e quando necessário. Deve, pois, ser considerado em primeiro lugar.

Já os mais severos de esofagite e refluxo, geralmente são dois comprimidos ao dia pelo tempo de 8 semanas. Além disso, é indicado que ele seja consumido 15 minutos antes da refeição, protegendo o estômago durante o dia todo e reduzindo a liberação de ácido clorídrico.

Frutas. Frutas como melões, bananas, maçãs e peras são importantes em uma dieta para diminuir as chances dos sintomas do refluxo. No entanto, evite frutas cítricas como laranja, limão e abacaxi, pois, por serem mais ácidas, fazem muito mal para quem está com refluxo.

Existem quatro tipos de esofagite: a esofagite de refluxo, esofagite de eosinófilos, esofagite causada por medicamento e a esofagite infecciosa.