Quando o espessamento endometrial é preocupante?

Perguntado por: vcorte . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Na menopausa, o endométrio deve ter espessura menor que 5mm. Já nas mulheres que fazem reposição hormonal, a espessura do endométrio pode atingir até 8mm. Quando são identificados no ultrassom valores acima destes limites, é diagnosticado o espessamento endometrial.

Diferente de outros tipos de câncer, que na fase inicial são assintomáticos, o câncer de endométrio tem como principal sinal de alerta, o sangramento vaginal pós-menopausa, o qual ocorre, geralmente, na fase inicial da doença.

Como sintomas, a paciente pode apresentar: corrimento vaginal, sangramento entre os ciclos menstruais (escapes), dores no abdome e cólicas, dor na região pélvica, secura vaginal, ondas de calor, dores durante as relações intimas e aumento do tamanho do útero.

O tratamento é feito de acordo com a causa do espessamento. Se a causa for um pólipo endometrial ou mioma submucoso com sangramento, recomendamos a histeroscopia cirúrgica. Já nos casos em que há um septo uterino ou sinéquia, é necessário apenas o acompanhamento.

De acordo com a pesquisa Ultrassonografia transvaginal no diagnóstico das patologias endometriais no menacme e menopausa, o espessamento endometrial é caracterizado por um endométrio de 5 mm ou mais na ultrassonografia de mulheres na menopausa, que não realizaram terapia à base de hormônios.

Cerca de 90% das pacientes diagnosticadas com câncer de endométrio têm sangramento vaginal, sangramento entre as menstruações ou após a menopausa. Esse sinal também pode ocorrer em algumas condições não cancerígenas, mas é importante consultar imediatamente um médico sempre que tiver qualquer sangramento irregular.

O câncer de endométrio é o que se inicia neste local e é bastante comum, principalmente em mulheres com mais de 60 anos. A histeroscopia é um dos exames utilizados para o diagnóstico desse tipo de neoplasia.

Sintomas que precisam ser investigados:
Sangramento e secreção vaginal anormal; Dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais; Sangramento menstrual mais prolongado; Sangramento após a relação sexual e dores durante a relação.

Quais são as chances de cura do câncer endometrial? O tratamento para o câncer endometrial costuma ser, na maioria das vezes, curativo. Estima-se que 80% dos respectivos tumores sejam diagnosticados em estágios iniciais, o que possibilita às portadoras uma taxa de sobrevida em cinco anos de 95%.

O corrimento vaginal de coloração branca ou amarelada, seguido de sangramento, após a menopausa, é um indicativo de câncer de endométrio.

O processo de espessamento ocorre normalmente a cada ciclo menstrual para preparar o endométrio para uma possível gravidez. Em casos de endometriose, o hormônio acaba estimulando também o crescimento do tecido fora da cavidade uterina.

O pólipo endometrial de pequenas dimensões (<3 cm) pode ser tratado através da polipectomia por histeroscopia em consultório. Nos casos em que estão presentes múltiplos pólipos ou pólipos de grandes dimensões, pode ser necessária a realização de polipectomia por ressectoscopia, no bloco operatório.

É importante esclarecer que cerca de 4 dias após a ovulação o endométrio atinge sua maior espessura. Todavia, aproximadamente 6 dias depois da fecundação ele se encontra na condição ideal para receber o óvulo fecundado.

Durante o ciclo menstrual da mulher, hormônios causam modificações no endométrio. O estrogênio faz com que o endométrio fique mais espesso para que ele possa nutrir o embrião se ocorrer uma gravidez. Em caso de não existir uma gestação, o estrogênio é fornecido em quantidades menores e mais progesterona é produzida.

A biópsia endometrial é a mais utilizada para o câncer de endométrio, sendo uma técnica precisa para mulheres pós-menopausadas. Nesse procedimento, o médico insere uma sonda pelo colo do útero, em seguida, usando sucção, uma pequena quantidade do tecido do endométrio é removida.

Portanto, é considerado espessamento endometrial pós menopausa quando o endométrio é maior que 5 mm. O endométrio pode estar um pouco mais espesso no primeiro ano após a última menstruação, refletindo atividade hormonal residual, sem necessidade de outro exame complementar ou de alertar a paciente.

São muitas as doenças que podem acometer os órgãos do sistema reprodutor feminino e prejudicar a qualidade de vida da mulher. Entre as condições clínicas mais conhecidas estão a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e a endometriose — causada pela presença de células do endométrio fora da cavidade uterina.

O endométrio fino, basicamente, é a condição ginecológica na qual o endométrio tem uma espessura reduzida, que impossibilita a nidação e o suporte fetal durante a gestação. Ele é diagnosticado quando o ultrassom detecta que a camada endometrial não ultrapassa 7 mm de espessura mesmo na época da ovulação.

O tratamento da endometriose na menopausa é principalmente cirúrgico. O uso de análogos ou agonistas de GnRH não são eficazes na pós-menopausa.

Pressão alta; Diabetes; Câncer prévio: câncer de mama ou de ovário e tratamento com tamoxifeno ou radioterapia na região pélvica; Histórico familiar: mulheres com síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário não polipose) também correm maior risco de desenvolver câncer de endométrio.