Quando puncionar artéria?

Perguntado por: rtavares . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Punção arterial, é indicada quando há necessidade de monitorização contínua da pressão arterial invasiva - PAI em pacientes com grave instabilidade hemodinâmica, bem como, coleta de sangue arterial para análise bioquímica.

Este acesso, portanto, permite a administração de medicamentos, volume e hemoderivados de uma maneira fácil, rápida e segura.

Na coleta de sangue
A coleta de sangue para os mais diversos exames de análises clínicas é realizada através das veias nos braços. A coleta de sangue em artéria é geralmente realizada em ambiente hospitalar para exames de gasometria arterial, em que é medido pH e níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue arterial.

O extravasamento do sangue debaixo da pele durante a punção é causa do hematoma. O aparecimento de uma coloração azul ou púrpura no local da punção venosa indica a presença de um hematoma. Esta descoloração no local pode ocorrer imediatamente ou pouco tempo após o procedimento.

Se injetar remédio endovenoso em artéria pode ter problema, como a Iatrogenia, que é uma complicação adversa de um procedimento.”

Os locais mais comuns de punção são as artérias radial, pediosa, femoral e braquial, sendo a femoral pouco utilizada devido a maiores chances de infecção e circulação contralateral insuficiente.

Não puncionar veias esclerosadas ou membros paralisados, edemaciados ou com lesões.

Puncionar a artéria com o cateter em ângulo de 30° a 45°, com direção ao seu contrafluxo, até verificar o retorno de sangue no canhão do cateter.

Desta forma, é de competência exclusiva do Enfermeiro o procedimento de punção arterial, sendo também exclusividade deste profissional a de coleta de material para a realização do exame de gasometria arterial, argumentação esta chancelada pelo Cofen através da Resolução Cofen nº 390/2011. Art.

2) Complicações e Riscos: trombose arterial, embolia, hematoma, hemorragia, infecção, aneurismas e fístulas artério-venosas, complicações neurológicas, dor e inflamação no local da punção, compressão nervosa, isquemia ou perda do membro.

Indicadas: cefálica, basílica, mediana, as do antebraço e as do plexo venoso do dorso da mão; sentido distal para proximal.

Enquanto as veias são mais finas e levam sangue do corpo para o coração, as artérias são mais espessas e saem do coração, levando sangue para o corpo.

De acordo com o Art. 7º da Res. N.º 78 de 29/04/2002, o profissional Biomédico está apto a realizar toda e qualquer coleta de amostras biológicas, como a coleta arterial.

O sangue venoso é mais rico em gás carbônico (CO2) e pobre em oxigênio. Circula pela árvore arterial pulmonar e veias sistêmicas. Ele recebe oxigênio à medida que passa pelos pulmões, se tornando arterial e voltando ao ciclo natural.

A gasometria arterial utiliza o sangue retirado de uma artéria, em que o oxigênio e o dióxido de carbono podem ser medidos antes de entrarem nos tecidos corporais.

Com certeza você já ouviu falar que é possível matar uma pessoa injetando ar em sua corrente sanguínea. Diante dessa afirmação, é comum que as pessoas sintam-se amedrontadas todas as vezes que vão tomar uma injeção ou colocar soro na veia, entretanto, nesses procedimentos, os riscos são praticamente nulos.

veia cefálica

Embora qualquer veia do membro superior que apresente condições para coleta possa ser puncionada, as veias cubital, mediana e cefálica são as mais frequentemente utilizadas. Dentre elas, a veia cefálica é a mais propensa à formação de hematomas e pode ser dolorosa ao ser puncionada.

A rapidez com que o medicamento é absorvido na corrente sanguínea depende, em parte, do suprimento de sangue para o músculo: Quanto menor for o suprimento de sangue, mais tempo o medicamento demora para ser absorvido. Na administração por via intravenosa, insere-se uma agulha diretamente na veia.

Qual a diferença entre via intravenosa e endovenosa? Na verdade, os termos são sinônimos, pois ambos descrevem a aplicação de um composto diretamente na veia do paciente. Ou seja, não há diferença real entre via intravenosa e endovenosa.

Via endovenosa: a administração ocorre diretamente na corrente sanguínea, promovendo rápida absorção.

Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, a punção arterial tanto para fins de gasometria como para monitorização da pressão arterial invasiva é um procedimento privativo do Enfermeiro, observadas as disposições legais da profissão.