Quando quebra o fêmur tem que fazer cirurgia?

Perguntado por: usampaio . Última atualização: 18 de maio de 2023
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Quando a fratura acontece no colo do fêmur, a indicação geralmente é a remoção completa da estrutura comprometida e o implante de próteses, tanto na região do acetábulo (no osso do quadril) como do próprio fêmur.

Tempo de recuperação da fratura do colo do fémur
Por este motivo, o tempo de recuperação tem uma grande variedade, dependendo de cada pessoa. A recuperação e a capacidade de andar de novo pode demorar até 3 meses e a fisioterapia pode dar uma grande ajuda nesta fase para recuperar a mobilidade.

Estudos baseados em evidências mostram que a cirurgia realizada em até 48 horas reduz, efetivamente, o risco de complicações secundárias em pessoas com 60 anos ou mais. “Por outro lado, cirurgias realizadas após 48 horas aumentam o risco de morte em 30 dias até um ano do procedimento”, completa a enfermeira Elisa.

A fratura de fêmur – especialmente no colo – pode interromper o fornecimento de sangue para o tecido ósseo, que sofre risco de necrose local. Em pacientes idosos, os riscos decorrentes da fratura são ainda maiores.

Numa cirurgia tradicional, a internação média é de 13 dias e, em alguns casos, o paciente precisa utilizar cadeira de rodas. A taxa de mortalidade para esse tipo de lesão consegue ser maior do que o câncer do endométrio e igual ao de mama.

A fratura no fêmur, apesar de ser um problema relativamente comum, pode gerar complicações e sequelas nos pacientes – sobretudo os idosos, como é o caso de FHC. Segundo o ortopedista, Bruno Takasaki Lee, dependendo do caso, existe até mesmo risco de morte.

Tempo de recuperação
A sua incapacidade funcional, a fragilidade e a restrição da mobilidade ocasionada pela fratura podem oferecer complicações, como úlceras por pressão, problemas respiratórios e urinários. Por isso, a cirurgia de fêmur em idosos precisa de atenção especial.

A mais perigosa, de acordo com os médicos, são as do maior osso da perna. "Se pegar uma fratura de fêmur, aquele indivíduo acima de 70 anos tem, nos próximos dois anos, um risco maior de evoluir a óbito. É muito mais grave do que se imagina.

O pós operatório é fundamental para possibilitar ao idoso condições de se levantar e se mover o mais rapidamente possível. Por isso, a prática de exercícios deve ocorrer desde o primeiro dia. O paciente pode sentar-se na cama ou poltrona.

O risco de morte é especialmente alto nos primeiros 3 meses após a cirurgia sendo 5x maior na mulher e 8x maior no homem quando comparado com a população normal. Este risco diminui ao longo do tempo, mas nunca volta ao normal.

inchaço ou hematoma na perna; a perna quebrada pode ficar mais curta que a outra; além disso, o quadro é de muita dor ao tentar manter o pé alinhado – e não virado para fora, tipo “pé de palhaço”.

O custo médio do tratamento hospitalar da fratura aguda do fêmur por paciente foi de R$ 1.949,65 (891,26), mediana de R$ 1.748,57 (Tabela 4).

Evite ficar deitado o dia todo. Procure ficar sentado em poltrona ou sofá, desde que não seja muito baixo ou mole; Procure movimentar o membro operado (joelho e o pé), para evitar atrofia e inchaço, o que prejudica a circulação; Fique atento a sinais como inchaço e coloração roxa.

A cabeça do fêmur lesionada é retirada e substituída por uma haste metálica, que é colocada no centro oco do fêmur. A haste femoral pode ser fixada no osso por cimentação ou pressão. Uma esfera de cerâmica ou de metálica é colocada na parte superior da haste. Ela substitui a cabeça do fêmur lesionada que foi retirada.

A fratura no quadril é considerada uma das mais perigosas para o ser humano. Também conhecida como fratura do fêmur proximal, este tipo de lesão atinge 1,6 milhão de pessoas no mundo por ano; e estima-se que até o ano de 2050 este número deverá ser 6,3 milhões, devido ao envelhecimento natural da população.