Quando um judeu corta o cacho?

Perguntado por: ivilela . Última atualização: 20 de maio de 2023
4.3 / 5 20 votos

“Arredondar os cantos” significaria cortar os cachos. Trata-se de uma mitzvah/mandamento aplicada apenas a homens [Kiddushin 29a]. Não se sabe ao certo as razões por trás desse mandamento. Especula-se que seja para se diferenciar dos idólatras da época que cortavam todo o cabelo.

O nome dos cachinhos é peiot, a palavra vem do plural de peá, que significa borda em hebraico. Muitos homens da comunidade ultraortodoxa usam as peiot por interpretarem uma lei da Torá, que proíbe raspar os pelos laterais do rosto, muito ao pé da letra, e por isso, preferem manter os pelos sem cortar.

O preceito da vestimenta com franjas tem o propósito de associá-lo à consciência: vestimentas de quatro cantos são usadas como lembretes das obrigações, como se lê em Números 15:38-41 “(…) E será para vós por tzitzit e vereis e lembrareis todos os mandamentos de Deus e os cumprireis (…)”.

Muitos ultra-ortodoxos judeus deixam a barba crescer por uma interpretação rabínica do livro Levítico, em 19.27, que estabelece: "Não cortarás categoricamente as extremidades de vossas cabeças, nem danificarás a ponta de tua barba".

RESPOSTA –> De acordo com muitas interpretações, o preto é a cor da Gevurá (severidade), e, portanto, representa a cor mais apropriada para eventos sérios e importantes como as orações, as festas, o dia do Shabat e etc

No Judaísmo bíblico, a lei era que as mulheres casadas cobrissem o cabelo para serem recatadas e não atraentes. Nas épocas mais recentes, porém, as mulheres usam perucas, que às vezes são mais atraentes que seu cabelo natural. Portanto, usar peruca na verdade desvirtua todo o propósito de cobrir o cabelo!

Perucas Judaicas – Peruca Kosher
Entendemos que o hábito da mulher judia de utilizar uma peruca para cobrir os seus cabelos é uma forma de preservar a intimidade do seu cabelo natural para dentro do seu casamento.

As principais responsáveis pelo aumento na taxa de fertilidade foram mulheres judias não ortodoxas – aquelas que pertencem à etnia judaica, mantém algumas tradições, mas não se consideram assim tão praticantes dos antigos preceitos do judaísmo. Essas também são as que, em média, têm nível de instrução mais alto.

Na cultura judaica, o talit é um manto de oração que separa o homem do mundo físico e o liga ao mundo espiritual. Ao olhar para ele, os judeus se recordam das leis de Deus, da responsabilidade em obedecê-las e de que foram chamados para serem santos.

O contrato do noivado
No judaísmo é feito um contrato (tenaim) antes da cerimônia do casamento, que são redigidos em um texto padrão e assinado pelos noivos e duas testemunhas. As testemunhas precisam ser homens adultos, judeus e não deve ser parentes entre si (nem por sangue ou agregados, como cunhados) ou dos noivos.

E o porco era considerado um animal impuro, devido à forma como era mantido antes do abate, há centenas de anos. De acordo com a Associação Brasileira dos Descendentes de Judeus, o povo judeu tem que se abster de comer esse tipo de carne não porque faz mal à saúde, mas sim porque a lei divina é suprema.

A lei judaica proíbe rezar diante de um espelho. Outra razão é que a função básica do espelho relaciona-se diretamente com a vaidade pessoal, e esta contraria o espírito do luto, especialmente durante os primeiros dias, quando o enlutado deve se abster de fazer a barba, cortar o cabelo, enfeitar-se, etc.

Misturar carne com leite no judaísmo é como misturar severidade (guevurá) com bondade (chessed) A carne — vermelha lembra o rigor, a severidade. O leite — branco lembra a bondade. Estas são duas forças opostas que não devem ser misturadas.

É uma das visões mais estranhas da série. Balcões, mesas, fornos e microondas, todos cobertos. A justificação é simples, embora curiosa. O hábito que não é exclusivo dos ulta-ortodoxos tem lugar na Páscoa judaica, ou pessach, e é uma medida preventiva para evitar comidas feitas com levedantes como o fermento.