Quantas vezes Jesus chama Maria de mãe?

Perguntado por: rdias . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Jesus nunca chamou Maria de mãe nem de senhora, mas de mulher, um tratamento inabitual, mas respeitoso. É provável que Jesus, embora existissem outros motivos, não quisesse chamar Maria de mãe para o povo não a considerar a mãe de Deus nem a idolatrar.

“Eis aí tua mãe.” (João 19:27)
João, o amado, cuidaria então de suas necessidades. Essas palavras ensinam uma lição eterna do Primogênito sobre as responsabilidades familiares: Honrar a vontade de Deus de geração a geração, honrar os pais e cuidar das necessidades uns dos outros.

Biblicamente, Maria teria testemunhado a crucificação e morte de seu filho Jesus. E teria participado da primeira comunidade cristã, ou seja, integrado aquele grupo de seguidores que iniciaram a propagação do cristianismo.

Tanto Jesus quanto Maria tinham nomes originalmente em hebraico ou aramaico e com profundo significado espiritual. De acordo com a Enciclopédia Católica, a forma hebraica do nome de Maria é Miriam (ou Myriam) e pode ter sido seu nome verdadeiro.

Origem da intercessão de Maria
Assim como a Boa Mãe fez na passagem bíblica em que Jesus fez seu primeiro milagre, nas Bodas de Caná da Galileia (Jo 2, 1-11).

No todo do relato de infância de Jesus Lucas oferece uma imagem de Maria muito rica. Ela e a Cheia de graça (1,28), a Virgem (1,34), a Esposa do Espírito Santo (1,35), a Mãe do Filho de Deus (1,35), a Serva obediente do Senhor (1,38), a Mãe das dores (2,35).

Salmo 44 - Assunção da Virgem Maria - YouTube.

Assim como os títulos originários das aparições, Nossa Senhora também possui diversos outros títulos devocionais, que expressam a doutrina católica e a devoção mariana através os ícones e imagens milagrosos. O mais importante na devoção à Virgem Maria é saber que precisamos amar Nossa Senhora para amar Nosso Senhor.

Jesus aprendeu com ele a contemplar Maria
Com José o Menino Jesus também aprendeu a considerar as qualidades e perfeições de sua Mãe. O Verbo onisciente de Deus não precisava de nenhuma mediação para contemplar Aquela que O gerara. Não precisava, mas quis fazê-lo através dos olhos de seu pai virginal.

“Elí, Elí, lama sabactani? (Deus, meu Deus, por que me abandonaste?).” (Mateus 27:46 e Marcos 15:34) “Tenho sede.” (João 19:28) “Está consumado.” (João 19:30) “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito.” (Lucas 23:46)

Nos Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e no livro dos Atos dos Apóstolos, Maria é chamada pelo seu nome. No evangelho de São João, se fala da mãe de Jesus, ou sua mãe, sem dizer o nome dela.

Além disso, Maria foi também exemplo de obediência obediente aos anseios de Deus, que incubiu a ela uma missão extraordinária: dar à luz ao Salvador. Disse “sim” ao Senhor, o obedeceu em tudo, respeitando de livre e espontânea vontade a autoridade e os planos divinos.

Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores. Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu.

A Mãe representa o passado, e o discípulo o futuro; a Mãe é o Israel fiel, e o discípulo é o novo povo fiel que Jesus ama. Sim, trata-se de Maria e João, mas se trata, no símbolo, dessas duas grandes realidades da história da salvação. Na hora decisiva, Jesus chama a Mãe de “Mulher” e lhe entrega o “discípulo”.