Quantas vezes pode usar a mesma seringa?

Perguntado por: rgalvao . Última atualização: 18 de maio de 2023
4.7 / 5 8 votos

Com base nessas considerações, consideramos adequada sua reutilização por até 08 aplicações, sempre pela mesma pessoa.

A agulha reutilizada não é possível de ser higienizada e pode causar infecção no local, dor, sangramento e hematomas. Estudos mostram uma ligação entre a reutilização de agulhas e o aparecimento de saliências do tecido adiposo no local da aplicação (lipodistrofia).

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), alinhada com outras sociedades de diabetes do mundo, entende que as agulhas devem ser utilizadas apenas uma vez e devem ser descartadas. Está recomendação consta publicada em suas Diretrizes 2017 – 2018.

De acordo com a orientação dos fabricantes, as seringas/agulhas descartáveis para a aplicação de insulina não devem ser reutilizadas.

A seringa ou a sonda? Se for a seringa, mantendo-a bem higienizada, sem resíduos, o tempo é indefinido. A sonda pode permanecer em média 4 a 6 meses, se estiver funcionando bem e o material não estiver muito deteriorado.

Para esterilizar coloca se álcool e fogo na tampa do estojo junto com o suporte, sobre ele coloca se o estojo com a agulha e a seringa imersa em água. O fogo faz a água ferver esterilizando o material.

Um dos pontos descritos para evitar a contaminação do líquido aspirado por meio de seringas é não tocar no êmbolo durante o preparo da medicação.

Não existe uma regra padrão. Lavando bem a seringa você pode utilizá-la mais de uma vez, sem nenhum problema.

Nas seringas, a reutilização faz com que a escala de graduação desapareça, aumentando o risco no erro no registro da dose. Visando um tratamento seguro e eficaz, a troca por uma nova agulha irá proporcionar menos dor, menos lesões na pele, melhora da absorção da insulina, aumentando a confiança no tratamento.

O descarte inadequado de agulhas usadas no tratamento do diabetes e outras doenças pode contaminar o meio ambiente e ferir gravemente quem trabalha com o lixo. Há ainda a possibilidade da transmissão de doenças como hepatites e HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).

O Manual de Procedimentos de Vacinação do Ministério da Saúde(1) recomenda que dever ser utilizada na administração da vacina a mesma agulha que foi usada na aspiração da dose(Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação, pág 76).

De acordo com as normas de biossegurança da ANVISA deve ser descartado o conjunto agulha/seringa. As agulhas não devem ser quebradas, entortadas ou dobradas após o uso. Não deve ser reencapada ou proceder sua retirada manualmente. pois ao desconectar existe o risco de perfuração com a agulha.

A exposição acidental a sangue causada por picadas de agulhas, cortes, mordidas, ou respingos traz o risco de infecção por vírus de transmissão parenteral como os das hepatites B (HBV), C (HCV) e da imunodeficiência humana (HIV).

Deve-se realizar uma lavagem exaustiva do local, com água e sabão, sendo o uso de soluções anti-sépticas degermantes uma opção adicional ao sabão. Não há evidência de que a expressão local reduza o risco de transmissão.

Confira! Um ponto bastante importante é conferir a seringa depois da etapa do preparo da dose. A seringa não deve conter nenhum volume de ar, pois isso pode comprometer a dose de medicamento que será administrada.