Quem criou a teleologia?

Perguntado por: eapolinario . Última atualização: 1 de junho de 2023
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A origem da teleologia data da Grécia antiga, com Platão (427 a.C.-347 a.C.) e Aristóteles (385 a.C.-323 a.C.). Platão argumentava que se um objeto natural tem uma propriedade devido a um agente inteligente, então ele a tem, porque é a melhor que pode ter.

Teleologia, da palavra grega télos, que significa propósito ou fim, é o estudo dos objetivos, fins, propósitos e destinos. Na teleologia acredita-se que os seres humanos e outros organismos têm finalidades e objetivos que orientam seu comportamento.

Ao constituir-se como uma teoria do sentido, nas Ciências Sociais e Humanas, a teleologia remete para uma finalidade da ação humana, atribuindo-lhe assim um fundamento. Este entendimento do sentido da ação histórica prolonga a tradição filosófica ocidental, que se organiza em torno da procura da verdade.

A importância da influência do pensamento teleológico é salientada por Mayr (2004), que aponta a rejeição da teleologia como um dos passos para a biologia se caracterizar como uma ciência autônoma.

Ética teleológica
É o tipo de ética que analisa e reflete as consequências possíveis de uma ação. O comportamento ético está fundamentado em seu objetivo, em sua finalidade.

Podemos ver aqui que a filosofia aristotélica é teleológica, ou seja, está orientada por uma finalidade (telos, em grego, significa “fim”). Na “Ética a Nicômaco”, a finalidade é identificada como o “bem”, ou seja, dizer que todas as ações tendem a um fim é o mesmo que dizer que todas as coisas tendem a um bem.

É necessário abordar, entre as realidades dimensionais valorativas (axiológicas), aquela que determina fins e escopos para o sistema (teleologia) e as realidades que são traduzidas em complexos normativos de dupla natureza: princípios e regras.

A posição teleológica faz uso da atividade que é própria da natureza; por outro lado, subverte esse seu aspecto puramente natural. É por isso que o trabalho faz brotar algo completamente novo, submetendo a atividade natural a uma atividade posta.

O estudo especulativo da causa e da essência, alcance, ou fim das normas legais.

São duas perspectivas ou teorias sobre a acção ética. A ÉTICA DEONTOLÓGICA, defendida por Kant, valoriza a intenção da acção, de acordo com o dever, independentemente das consequências. Deontologia significa “teoria do dever” ou “estudo do que convém”, em termos de acção.

Esta capacidade teleológica é o que particulariza a transformação efetivada pelos homens para com a natureza.

A ética teológica, também denominada teologia moral, configura-se como um saber crítico sobre a práxis dos cristãos. É a parte da teologia que estuda as ações humanas a fim de ordená-las em função da vontade de Deus.

Os filósofos tendem a dividir teorias éticas em três áreas: metaética, ética normativa e ética aplicada.

Sócrates

Sócrates : o pai da moral e da ética.

A origem do conceito de ética remete aos primeiros grandes pensadores da humanidade: os filósofos gregos. A criação do termo e tudo o que ele engloba surgiu em meados do século 4 a.C, quando teve início a ascensão das Cidades-Estado gregas.

Em Maquiavel, a ética política é utilitária, ou seja, são morais todos os atos úteis à comunidade, ao passo que são imorais os atos que tiverem em vista a satisfação de interesses egoístas, que entrem em conflito com os interesses da coletividade.

O termo foi usado pela primeira vez por Eduard von Hartman, em 1887, e Paul Lapie n, em 1908. Como descreveram Max Scheler e Heinrich Rickert, na Alemanha, e Ruyer e R. Polin, na França, a axiologia tenta estabelecer uma hierarquia de valores.

Miguel Reale diz que é impossível definir valor segundo uma exigência lógico-formal. O que se pode dizer é que os valores são enquanto valem. O ser do Valor é valer. Porque é uma categoria primordial, a exemplo de ser (ou se é ou não-é), assim deve ser considerado.

A axiologia ou ciência dos valores compreende uma disciplina da filosofia configurada a partir da segunda metade do século XIX. Desde então, inúmeras categorizações conceituais surgiram para a definição do próprio termo, bem como de sua fundamentação epistemológica.

No viés dessa explicação, Aristóteles afirma que todas as coisas tendiam naturalmente para um fim, o que trocando em detalhes, significa afirmar que a concepção teleológica da realidade torna possível explicar a natureza (o fim, ou meta) de todos os seres.

A interpretação teleológica busca os fins da norma legal e a interpretação axiológica busca explicitar os valores que serão concretizados pela norma.

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