Quem criticava o Modernismo?

Perguntado por: emoreira . Última atualização: 22 de maio de 2023
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Da parte dos conservadores, vinham críticas à estética modernista, sendo a Semana classificada por eles como "um escândalo" e "um fracasso". Além disso, mesmo contradições que parecem estar em pauta apenas atualmente já eram apontadas.

Portanto, é um estilo de época marcado pela oposição à arte acadêmica e crítica à tradição. Possui um caráter libertário e busca a renovação artística. As obras modernistas apresentam caráter nacionalista e crítica sociopolítica.

Como toda inovação, sobretudo quando essa está inserida em um contexto ultraconservador, o modernismo não foi bem recebido pela crítica, que à época respaldava o parnasianismo, escola literária que pregava o retorno aos ideais clássicos e, assim, alcançava prestígio também entre os leitores (sobretudo entre as elites).

Sinais que Lobato já considerou logo como “perigoso”. Ele acreditava que a “arte moderna” era uma farsa enquanto a “arte naturalista” era o verdadeiro futuro do Brasil. Assim, não aceitava a arte moderna como caminho para a arte brasileira, pelo contrário, a abominava.

Semana de 1922: a briga entre Monteiro Lobato e Anita Malfatti.

Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas. Até aí, nenhuma novidade nem renovação.

Apesar de certas semelhanças entre os movimentos, o Noucentisme opunha-se ao modernismo, às visões radicais e individualistas e ao estilo de vida boêmio que a maioria de seus proponentes adotava.

Os modernistas acreditavam que as formas tradicionais das artes plásticas, da literatura, da música e do cinema estavam ultrapassados e sentiam a necessidade de criar uma nova cultura, com o objetivo de transformar as características culturais e sociais já estabelecidas, substituindo-as por novas formas e visões.

Os escritores e as obras mais relevantes da primeira geração modernista, foram: Mario de Andrade (1893-1945) - Obras: Paulicéia Desvairada (1922), Amar, Verbo Intransitivo (1927) e Macunaíma (1928).

Os artistas dessa fase defendiam a reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; o fim do nosso complexo de colonizados; uma crítica ao nosso passado histórico; e o fim do apego aos valores estrangeiros. Logo, tudo está relacionado ao nacionalismo, mas com uma visão crítica da realidade brasileira.

Os modernista foram rebeldes, mas tiveram uma causa! Eles queriam transgredir e romper com as ideias do passado para fazer uma crítica ao período histórico em que viviam, que passava por guerras e conservadorismo.

Anita Malfatti, Antonio Paim Vieira, Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Yan de Almeida Prado, Zina Aita.

Monteiro Lobato foi um dos escritores que atacou com veemência as ações da Semana de 22. Anteriormente, ele já havia publicado um artigo criticando as obras de Anita Malfatti, em uma exposição da pintora realizada em 1917.

Realizada em uma época de turbulências no âmbito político, social, econômico e cultural, a Semana de Arte Moderna teve como uma das figuras mais importantes, o escritor Mário de Andrade que, lado do escritor Oswald de Andrade e do artista plástico Di Cavalcanti, articulou e organizou o evento.