Quem pode participar de um Bori?

Perguntado por: lrodrigues8 . Última atualização: 29 de maio de 2023
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O bori não é um rito público: apenas podem estar presentes, além dos noviços, aqueles que já deram bori e, em geral, só comparecem os membros do terreiro.

Flores, que aguardam a germinação, e frutas, os produtos da flor germinada, simbolizam a fartura e a riqueza. O pombo branco é o maior símbolo do poder criador, portanto não pode faltar. A noz cola, isto é, o obi é sempre o primeiro alimento oferecido a Ori; é a boa semente que se planta e se espera que dê bons frutos.

Para que seja possível determinar a quais orixás um indivíduo pertence, ele precisa recorrer aos saberes oferecidos pelo jogo de búzios. O jogo de búzios consiste basicamente no lançamento de dezesseis conchas, também conhecidas como cauris, em uma peneira.

A preparação do corpo no bori (e depois, de forma mais dramática, na iniciação) posiciona o indivíduo em um espaço de experiência e sociabilidade.

Tomar Borí é também, estabelecer uma equilíbrio de energia entre seu estado físico e o energético, é criar um fluxo magnético entre o Orí Inú e o Orí Òde e, por consequência, sintonizar-se com seu Orixá, que por sua vez, nos levará a nossa ancestralidade, forças sobre naturais, o clímax, o Axé.

Bori é o rito de oferenda à cabeça (ebó ori), que consiste em assentar, sacralizar, reverenciar e ofertar o Orixá Ori, portanto, cultuar e louvar ori e assim estabelecer o elo entre a cabeça material (ori) do neófito e sua cabeça espiritual, ou seja, criar a harmonia e equilíbrio necessários à vida.

Você deve cuidar de seu Orí como cuida de seu corpo: com água limpa e cristalina, com boas palavras e bons pensamentos, com coragem, com autoestima, com boas ideias, com a aprendizagem de algo novo, com o movimento do corpo, com generosidade e bom caráter. Orí se importa igualmente com seu corpo.

Egbó é o nome iorubá dado à famosa canjica branca, comida votiva servida a quase todos os orixás e principalmente a Oxalá. É feita de milho branco cozido ao qual podem ser acrescentados diversos elementos, como água, banha de ori, mel e azeite doce, entre outros.

Orí, que significa cabeça, lugar que abriga os Orisás, estes que são as entidades sagradas cultuadas pelo povo de santo. Povo que fez do candomblé lugar de resistência; lugar de produção identitária; lugar de encontro intercultural, haja vista que a síntese de cultos está no cerne da sua criação.

A assessoria de comunicação da influencer explica à Marie Claire que, dentro do candomblé, raspar a cabeça é uma grande prova do seu amor e devoção ao espírito, é o desprendimento da vaidade, em nome da fé.

O bori é o rito de dar de comer à cabeça ou ori, entidade sagrada no candomblé, cultuada como lócus da individualidade. Fortalece o ori e, assim, firma a cabeça do indivíduo, trazendo o equilíbrio necessário para a sua saúde e, quando for o caso, para que receba seu orixá (antecede assim o processo de iniciação).

Além dessas duas divindades, uma pessoa pode incorporar a proteção de outros deuses, completando o número máximo de sete orixás.

Somente o pai e/ou mãe de santo dão conselhos e consultas através do Ifá, dos búzios. Tem incorporação de entidades encarnadas, ou seja: de espíritos que já viveram na terra. Esses dão consultas e conselhos diretamente ao cliente. Não há incorporação do orixá.

Na Umbanda, um médium pode incorporar um 'santo', ou orixá, que é uma divindade africana, ou uma 'entidade', que é um ente que já viveu em nosso plano”, descreve. A música e a expressão corporal têm muito a ver com o culto umbandista.

A ação consiste em oferecer comidas sacrificais a cabeça de doze performance, sendo estes representações vocativas e iconográficas dos doze principais orixás do candomblé. Dar comida para a cabeça é nutrir a nossa alma. Alimentar a cabeça com comidas para os deuses é evocar proteção.

"Ela tem algumas regalias dentro do terreiro, mas muitas vezes ela tem que 'deitar pro Santo'. Ela fica recolhida no terreiro, sem contato com o mundo externo, fazendo as obrigações do Santo e muitas vezes deitada e dormindo no chão. É um período de uma semana geralmente”. Curte o conteúdo da Vogue?

A quartinha tem fundamentos que muitos desconhecem e pouca gente ensina, a quartinha é um elemento de conexão com as Divindades que pode ser ativada para atuar como uma ferramenta de proteção, geração ou de absorção de energias negativas.