Quem tem mal de Parkinson treme durante o sono?

Perguntado por: aaragao . Última atualização: 28 de maio de 2023
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Os tremores também podem despertar quem já está dormindo. A segunda causa são as mudanças psicológicas, comuns aos pacientes. Episódios de tristeza, preocupação, ansiedade e quadros de depressão são frequentemente relatados, o que compromete de forma significativa a qualidade do sono.

A doença de Parkinson surge da degeneração na parte do cérebro que auxilia a coordenação de movimentos. Frequentemente, o sintoma mais óbvio é um tremor que ocorre quando os músculos estão relaxados. Os músculos ficam rígidos, os movimentos se tornam lentos e descoordenados e perde-se facilmente o equilíbrio.

Alguns sintomas da doença de Parkinson podem aparecem com anos de antecedência, por isso, fique de olhos no seguintes:

  • Constipação / problemas intestinais.
  • Perda/ alteração do olfato.
  • Depressão / ansiedade.
  • Perda de memória.
  • Distúrbio do sono.
  • Anemia.

Chamada de mioclonia do sono, essa condição envolve pequenos espasmos e tremedeiras repentinas que acontecem enquanto a pessoa dorme. É um sintoma involuntário, que pode ocorrer afetando músculos menores e causando movimentos principalmente dos braços ou das pernas, assemelhando-se a espasmos musculares.

Tremores essenciais costumam ser mais sentidos durante o movimento; no Parkinson, os tremores são mais sentidos quando em repouso. Os sintomas de tremor essencial podem piorar com o tempo, mas não necessariamente abreviam o tempo de vida do paciente.

Nos primeiros estágios da doença, apertar uma bola de tênis ajuda a controlar os tremores. As medicações para o Parkinson, como levodopa e agonistas dopaminérgicos, assim como a cirurgia de estimulação cerebral profunda, têm bons resultados no controle dos tremores.

O tremor de repouso é aquele que ocorre quando o segmento corporal está relaxado ou fora da ação da gravidade e que desaparece com ato motor voluntário. Costuma ser encontrado na doença de Parkinson (que é a causa principal), no parkinsonismo plus, no parkinsonismo heredodegenerativo e no parkinsonismo secundário.

Estágio 5 – Totalmente Dependente
O último estágio de Parkinson apresenta os mais debilitantes sintomas. Andar ou permanecer em pé sozinho já não é mais uma possibilidade.

Estágio 4 – Neste ponto, os sintomas se agravam e se tornam incapacitantes. Muitos pacientes já precisam de ajuda para andar e realizar pequenas tarefas do cotidiano. É do estágio 3 para o 4 que a maioria dos pacientes perde a autonomia. A presença de um cuidador ou parente é essencial.

Estes são os chamados “sintomas motores” da doença, mas podem ocorrer também “sintomas não-motores” como diminuição do olfato, alterações intestinais e do sono. Quando desconfiar que os tremores têm ligação com o Parkinson? O tremor da doença de Parkinson é característico.

Pernas, braços e articulações doem. Muitas vezes, a causa é a rigidez dos músculos e a lentidão dos movimentos. Com a progressão da doença e o passar dos anos, a dor pode se intensificar.

Psicose na Doença de Parkinson.
Mas muitas pessoas com essa condição também apresentam problemas de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e, em alguns casos, delírios e alucinações. Os profissionais de saúde geralmente se referem a esses sintomas como “psicose associada à Doença de Parkinson”.

Além dos remédios, é recomendado que a pessoa com Parkinson pratique atividades físicas regulares e moderadas, para estimular os movimentos. Terapias auxiliares como fisioterapia, fonoaudiologia e suporte psicológico também exercem um papel importante na melhoria da qualidade de vida e independência do paciente.

“Infelizmente, a progressão da doença intensifica alguns sintomas como o tremor e a lentidão, podendo se tornar debilitante. Ao manifestar qualquer característica do Parkinson, procure um médico e investigue a condição. Com planejamento e cuidados, é possível viver com a doença e ter qualidade de vida”, explica Issamu.

Uma sensação de fraqueza e dor podem ocorrer também. Ela surge, na maioria das pessoas, em um braço, passa para a perna e, então, atinge o outro lado do corpo. Os músculos esticam quando estão em movimento e relaxam em repouso. A rigidez impede que isso aconteça e os mantém contraídos por mais tempo.