Quem tem TDAH tem dificuldade em socializar?

Perguntado por: lescobar . Última atualização: 29 de maio de 2023
4.6 / 5 17 votos

Quando uma criança com TDAH entra em fase escolar, podem surgir problemas como o mau desempenho nas matérias e suspensões, que acabam resultando em outros obstáculos como a baixa autoestima, dificuldade de socialização, relacionamentos problemáticos, agitação intensa, falta de atenção, organização e foco.

A identificação desses sintomas é mais fácil quando a criança é hiperativa, porque ela incomoda, é inquieta, desatenta, resiste às regras, é agressiva e sem limites. Mas uma criança retraída e tímida também pode ter TDA.

Pessoas com TDAH geralmente apresentam dificuldades em suas atividades acadêmicas e no trabalho, principalmente devido à dificuldade de concentração. Além disso, as crianças, por terem sintomas mais acentuados da hiperatividade e impulsividade, apresentam ainda dificuldade de relacionamento com outros colegas.

A incapacidade básica de prestar atenção, típica do TDAH, costuma gerar uma gama de comportamentos “mal vistos” dentro de um relacionamento como parecer não ouvir o outro, não perceber os sentimentos do outro, não lembrar datas ou acontecimentos importantes do casal, não dividir as tarefas da casa e não se lembrar de ...

É importante estar atento às diferenças entre elas para chegar a um diagnóstico e tratamento adequado. Oscilação de humor – pessoas com TDAH podem ir do bom humor a um estado de irritabilidade e desânimo sem um motivo plausível para isso.

Pessoas com TDAH são mais agressivas? Não é possível afirmar que pessoas com TDAH são agressivas. Acontece é que elas podem ter dificuldade no gerenciamento das emoções, especialmente da frustração. Assim, em situações frustrantes ou irritantes, podem responder de maneira agressiva.

Embora o TDAH possa influenciar alguns comportamentos, evite atribuir todos os problemas do relacionamento a essa condição, até porque isso pode até fazer a pessoa enjoar de você. Reconheça que, assim como qualquer pessoa, seu parceiro tem responsabilidade sobre suas ações e escolhas.

Portanto, pessoas com esse transtorno podem ser tão criativas, obstinadas e empáticas quanto qualquer outra, desde que realizem o tratamento adequado ou em alguns casos, treinamentos que levem ao desenvolvimento de habilidades.

Um amigo de verdade tem um papel muito mais destacado para os portadores de TDAH do que para qualquer outra pessoa. Primeiro porque ele inevitavelmente terá poucos amigos. E depois porque sabe que pode mesmo contar com eles, já que aceitam conviver com suas dificuldades e apoiam cada etapa de superação.

Caracteriza-se pela presença de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. No entanto, uma pessoa com TDAH pode ser descrita como alguém que vive no “mundo da lua”. Não presta atenção ao seu redor e não consegue se concentrar com facilidade. Além disso, não para um segundo e vive sempre agitada.

Os três tipos de TDAH — Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade — são: hiperativo/impulsivo, desatento e misto/combinado. Cada um deles se caracteriza por um conjunto de sintomas comportamentais descritos no DSM-V — Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais.

Na Síndrome do Pensamento Acelerado, as origens podem ser quadros de transtornos como ansiedade, bipolaridade e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e até ser efeito do uso de drogas, como cocaína.

Alimentos ricos em açúcares refinados, como doces, refrigerantes e alimentos processados, podem levar a flutuações nos níveis de açúcar no sangue, o que pode influenciar negativamente a atenção e a hiperatividade.

Mudam de planos constantemente, na maioria das vezes sem prévia consulta aos outros, o que gera muitos conflitos nas relações. Por terem dificuldade de monitorar seu próprio comportamento, avaliam as consequências de seus atos somente depois que já praticaram a ação.

Será que elas também se apaixonam? Segundo a neuropsicóloga Nathalie Gudayol, especialista no assunto, o TDAH não impede as pessoas de experimentarem o amor, mas pode trazer desafios únicos e até mesmo intensificar os sentimentos.

O TDAH não é o fim do mundo, embora às vezes você possa sentir como se fosse. Certos indivíduos com esse distúrbio o enxergam da mesma forma que quem não é acometido pelos sintomas o vê: inconveniente, frustrante e incapacitante.

Elas não são poucas, mas todas superáveis com muita conversa e o entendimento de que nem tudo é descaso e falta de atenção com o outro. Muito pior, a desatenção é generalizada. Aos poucos, com paciência e algumas dicas importantes, o TDAH deixou de ser um problema no relacionamento amoroso.

Quem tem TDAH deve procurar se conhecer bem, a fim de potencializar seus pontos fortes e compensar seus pontos fracos. É importante, por exemplo, identificar o horário em que consegue focar mais. Justamente nesse momento, o ideal é se dedicar às tarefas mais trabalhosas, demoradas e/ou difíceis.

Os estudos apontam mais questões do que conclusões. Mas é perceptível na clínica que crianças e adolescentes com TDAH tem forte atração por jogos, levando a problemas escolares e familiares.

Um estudo longitudinal recente relatou um atraso de cerca de três anos na maturação do cérebro em caso de TDAH.