Quem trabalhava no engenho?

Perguntado por: lcapelo . Última atualização: 31 de maio de 2023
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As pessoas escravizadas representavam a principal mão de obra nos engenhos açucareiros (cerca de 80%) e não recebiam salários. Embora a maior parte fosses oriundos da África, muitos escravizados indígenas atuaram nos engenhos coloniais.

O feitor, encarregado de receber as mercadorias vindas do Reino, servia de ligação entre a tripulação das naus e os indígenas da terra (Silva, 1992, p. 335).

O trabalho realizado pelos escravos africanos nos engenhos de açúcar era árduo e insalubre. As jornadas eram longas e tornavam-se mais exaustivas à medida que se aproximava o período da colheita da cana, uma vez que as tarefas a serem cumpridas aumentavam.

O que é? Nos termos do artigo 149 do Código Penal, são elementos que caracterizam a redução a condição análoga à de escravo: a submissão a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, a sujeição a condições degradantes de trabalho e a restrição de locomoção do trabalhador.

Podem-se distinguir dois tipos de trabalho escravo com características próprias: o produtivo, nas lavouras ou nas minas, e o doméstico.

Na casa-grande eram alojados o proprietário das terras, sua família e alguns escravos domésticos. Na senzala ficavam todos os escravos que trabalhavam nas colheitas e instalações produtivas do engenho.

Os senhores de engenho eram o grupo dominante na sociedade açucareira. Eram os donos das terras, das máquinas e até dos homens! Possuíam muita riqueza e prestígio. Eles tinham poder sobre todos os habitantes do engenho: do padre aos escravos, além dos familiares e dos trabalhadores livres.

O engenho, a grande propriedade produtora de açúcar, era constituído, basicamente, por dois grandes setores: o agrícola - formado pelos canaviais -, e o de beneficiamento - a casa-do-engenho, onde a cana-de-açúcar era transformada em açúcar e aguardente.

Resposta: Os capatazes e feitores eram trabalhadores livres que trabalhavam para os senhores de engenho nas fazendas de açúcar na época do Brasil Colonial. O trabalho que eles faziam era recompensado com pagamento de salários.

Peças-chave da dinâmica colonial, os capatazes tinham como função vigiar as pessoas escravizadas para evitar fugas ou a prática de qualquer conduta não autorizada pelos seus senhores de engenho.

Significado de Feitor
substantivo masculino Gestor; quem administra os bens alheios. Capataz; aquele que supervisionava o trabalho escravo. Executor; aquele que faz, executa, fabrica: feitor de prédios.

1. Gestor, administrador de bens alheios. 2. Rendeiro.

Muitos trabalhadores ainda se encontram em situação de escravidão no Brasil. No trabalho doméstico, na atividade agropecuária, na mineração, na construção civil ou na confecção têxtil, ainda existem pessoas que sofrem com atentados contra os seus direitos.

Trazidos da África para trabalhar na lavoura, na mineração e no trabalho doméstico, os escravos eram alojados em galpões úmidos e sem condições de higiene, chamados senzala. Além disso, eles viviam acorrentados para evitar fugas, não tinham direitos, não possuíam bens e constantemente eram castigados fisicamente.

Como começou. A escravidão no Brasil tem como ponto de partida a década de 1530, período em que os portugueses deram início ao processo colonizatório. Até então, a ação desses havia sido baseada na exploração do pau-brasil, e o trabalho dos indígenas era realizado por meio do escambo.

Os trabalhadores daquela sociedade eram prisioneiros de guerras que foram transformados em escravizados. Também poderiam ser cativos aqueles que desejavam saldar dívidas. Ficava estabelecido que durante um período estipulado o indivíduo prestaria serviços sem remuneração para sanar seu débito.