São características marcantes de neoplasias malignas?

Perguntado por: ebelem . Última atualização: 26 de maio de 2023
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A neoplasia maligna, também chamada de tumor maligno ou câncer, caracteriza-se por um crescimento mais rápido do que a benigna e suas células são menos diferenciadas, o que faz com que muitas percam a sua função no tecido original.

Neoplasia maligna - resultado da proliferação anormal de células com estrutura diferente do tecido original. Além disso, possui capacidade de invadir tecidos e afetar órgãos que estão distantes, causando as chamadas metástases.

No tumor benigno há uma mutação na estrutura genética dos oncógenes, mas nada capaz de “descontrolá-la”. O mesmo não ocorre com os tumores malignos, que crescem sem controle por conta da alteração genética.

As neoplasias (neo- , novo + Gr. plasis, forma) ou "novas formações," são constituídas por células que proliferam autonomamente nos tecidos, devido às alterações genéticas, constituindo massas, tumores, com comportamento clínico benigno ou maligno.

Quais as causas da neoplasia? Existem múltiplas causas para essas células neoplásicas ou tumorais perderem o controle de crescimento e de morte programada. Estímulos externos, como: sol, tabagismo, álcool, vírus e radiação, que podem causar danos no nosso DNA, que é quem controla esse crescimento e morte.

Quando a neoplasia epitelial for maligna, utiliza-se o sufixo "Carcinoma". Se a neoplasia maligna for de origem mesenquimal utiliza-se o sufixo "Sarcoma". Quando a neoplasia apresenta componentes epiteliais e mesenquimais igualmente neoplásicos, recebe a denominação "Tumor misto".

A neoplasia maligna mais frequente no Brasil é a de pele (não melanoma), com maiores taxas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. No sexo masculino, seguem-se as de próstata, de pulmão (inclusive traqueia e brônquio), e de estômago, as duas últimas com valores bem acima dos observados em mulheres.

No caso de uma neoplasia epitelial benigna, usam-se os termos adenoma e papiloma e no caso de neoplasias epiteliais malignas, utiliza-se o termo carcinoma, como por exemplo adenocarcinoma e carcinoma espinocelular.

A neoplasia ocorre quando um determinado lugar do corpo produz muitas células de forma desordenada. Esse aumento das células provoca tumores nessas regiões. Esse tumor, provocado pela neoplasia, pode ser benigno ou não, dependendo de suas características.

NEOPLASIAS PRIMÁRIAS SINCRÔNICAS: CÂNCER COLORRETAL E CARCINOMA DE CÉLULAS RENAIS | Journal of Coloproctology.

Quando benignos, recebem o nome dos tecidos que os compõem, mais o sufixo "oma": fibroadenoma, angiomiolipoma, etc. O mesmo é feito para os tumores malignos, com os nomes dos tecidos que correspondem à variante maligna: carcinossarcoma, carcinoma adenoescamoso, etc.

Podemos identificar três estágios nesse processo: o estágio de iniciação, o estágio de promoção e o último, que é o estágio de progressão.

Multiplicam-se de maneira desordenada e descontrolada, ou seja elas se dividem mais rapidamente do que as células normais do tecido à sua volta, e o crescimento celular torna-se contínuo. O excesso de células vai invadindo progressivamente todo o organismo, adoecendo todo o corpo.

Como as neoplasias são causadas por mutações podemos afirmar que: Escolha uma: a. A maior parte das neoplasias é causada por fatores ambientais e a probabilidade de ocorrência pode diminuir bastante caso o contato com estes fatores de risco sejam evitados ou minimizados.

As vias pelas quais o tumor dissemina são: transcavitária, linfática e sangüínea. e aí crescem e disseminam-se. Na prática, as cavidades mais afetadas são a peritoneal e a pleural, porém a pericárdica, subaracnóidea e articular podem também ser atingidas.

A carcinogênese pode ser dividida conceitualmente em quatro etapas: iniciação, promoção, conversão e progressão, e é o resultado de mutações em genes específicos relacionados ao controle da multiplicação e diferenciação celular e à sobrevivência celular (Figura 1.2) [2,10, 11].

A diferenciação é uma característica das neoplasias benignas, pois as células assemelham-se morfologicamente e funcionalmente com as células do tecido de origem, ou seja, são células ainda com um certo grau de funcionalidade e especialidade.