11 e 12 de novembro de 2011

PERC PAN – Panorama Percussivo Mundial

18ª EDIÇÃO DO PERCPAN,
NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA

O Panorama Percussivo Mundial (PercPan) realiza sua 18ª edição no Auditório Ibirapuera, com direção geral de Elisabeth Caires e curadoria de Hemano Vianna e Carlos Galilea. Na abertura, B’Net Marrakech, conjunto de instrumentistas e cantoras marroquinas Berberes (grupo étnico do Norte da África), e o rapper brasileiro Criolo, que se apresenta em formato inédito, ao lado de percussionistas convidados.

A segunda noite do festival, por sua vez, contará com show da banda de Pizzica (música folclórica do sul da Itália) La Notte Della Taranta, cuja orquestra de aproximadamente 20 músicos toca acompanhada do ex-Police Stewart Copeland, um dos maiores bateristas de todos os tempos.

Com a proposta de mostrar ao público brasileiro um mosaico do que há de mais relevante no mundo da percussão, o PercPan é hoje referência no gênero. Nos seus 17 anos de existência, o festival promoveu mais de seis mil horas corridas de música, produzidas por cerca de 150 atrações nacionais e internacionais, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Hermeto Pascoal, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Naná Vasconcellos, Arnaldo Antunes, Beirut, Sly and Robbie, Rita Marley, Savion Glover e Hypnotic Brass Ensemble.

O PercPan segue com a tradição de promover workshops com as atrações do evento. Desta vez, em uma ação inédita, a TIM promoverá oficinas, reunindo os artistas com moradores de Paraísópolis, comunidade de baixa renda localizada na Zona Sul de São Paulo. Os encontros serão realizados no Centro Educacional Unificado (CEU), no dia 10 de novembro, sob o comando de Criolo, dos músicos de La Notte Della Taranta e de Stewart Copeland, seguidas por apresentações da orquestra e do balé locais. A entrada é franca e aberta ao público.

Programação PercPan:

Sexta-feira, dia 11 de novembro
-  B’Net Marrakech (Marrocos)
-  Criolo (São Paulo)

Sábado, dia 12 de novembro
- Notte della Taranta com Stewart Copeland

Sobre as atrações:

La Notte Della Taranta com Stewart Copeland
Concebido em 1998 para celebrar a Pizzica, gênero de música e dança folclóricos da região de Salento, no Sul da Itália, o festival La Notte della Taranta (A Noite da Tarântula) ganhou notoriedade mundial em 2003, quando recebeu como atração o baterista Stewart Copeland, fundador do extinto e lendário grupo de rock The Police. Convidado pelo italiano Vittorio Cosma – ex-integrante da banda de rock progressivo Premiata Forneria Marconi e um famoso compositor em seu país – a participar do evento, o músico aceitou sem pestanejar. Após seis dias de ensaio, Stewart, Vittorio e um grupo de aproximadamente 20 músicos fizeram um concerto histórico para um público de mais de 40 mil pessoas, cujo registro foi transformado em CD e DVD no ano seguinte. Acreditava-se que a Pizzica (ou taranta), cujo instrumento central é o Tamburello, uma espécie de pandeiro com dimensões maiores, tinha o poder de curar vítimas da mordida venenosa da aranha tarântula. O projeto criado por Cosma e Copeland se notabilizou pela mistura dos instrumentos tradicionais com bateria e teclados de última geração, oferecendo ao gênero uma nova atmosfera sonora sem abrir mão de sua essência.

Stewart Copeland
Até se tornar um dos músicos mais conceituados do mundo, o baterista Stewart Copeland, um dos fundadores da extinta banda de rock The Police, teve uma vida bastante movimentada. Americano da Virgínia, foi criado em Beirute, no Líbano, onde começou a se interessar pelo instrumento que o consagrou. Estimulado e auxiliado por seu pai, trompetista de uma orquestra de jazz, o jovem Stewart aprendeu suas primeiras técnicas através da convivência com os músicos profissionais que frequentavam a sua casa. Muito estudioso e dono de um ótimo ouvido, ainda adolescente fez o seu primeiro show de verdade como baterista. A mudança de sua família para Londres abriu as portas de entrada para o mundo do rock ’n’ roll, primeiro como jornalista de uma revista de bateria, depois como roadie de algumas bandas locais, até ser convidado, em 1975, para tocar no grupo de rock progressivo Curved Air, com o qual gravou dois discos. O crescimento veloz do punk no final dos anos 70 catalisou sua vontade de iniciar um projeto que mergulhasse na onda do gênero, porém, com originalidade e sofisticação. Em 1977, junto com o baixista e vocalista Sting e o guitarrista Henry Padovani – logo substituído por Andy Summers – criou o The Police, que veio a se tornar um dos maiores grupos dos anos 80 e da história do rock mundial. De 78 a 83, tempo em que permaneceu ativa, a banda lançou cinco discos, vendeu mais de 50 milhões de cópias e venceu seis Grammy. Com o fim da banda – que em 2007 se reuniu novamente para fazer a turnê mais rentável daquele ano – Stewart buscou novos rumos e começou a compor trilhas sonoras de filmes, como ‘O Selvagem da Motocicleta’ (1983), de Francis Ford Coppola, Wall Street (1987), de Oliver Stone, e Rapa Nui (1994), de Kevin Reynolds, entre outros. Sua vontade de tocar bateria, no entanto, nunca diminuiu. Dos anos 90 em diante, participou dos grupos Animal Logic (com o baixista Stanley Clarke e a cantora e compositora Deborah Holland), Oysterhead (com o baixista Les Claypool, do Primus, e o guitarrista Trey Anastasio, do Phish), Orchestralli (quarteto de percussão com orquestra de câmara) e La Notte Della Taranta (grupo de música folclórica com o músico italiano Vittorio Cosma e outros 20 integrantes, que revisitam o cancioneiro folclórico da região de Salento, no sul da Itália).

B’Net Marrakech
Convidadas para se apresentarem em casamentos, celebrações de nascimento e outros rituais – dentro e fora de sua comunidade –, as cinco integrantes do B’Net Marrakech atingiram um nível de independência social incomum para mulheres islâmicas. O repertório do conjunto de cantoras e instrumentistas marroquinas transita entre as canções chaabi – som urbano calcado em improvisações vocais – e o tradicional som dos berberes, grupo étnico norte-africano do qual fazem parte, cuja população está estimada em 75 mil pessoas. Ao canto delas somam-se as cordas do ud (alaúde árabe), kamanjah (violino árabe) e guimbri (alaúde de braço longo), e os sons percussivos do darbuka (tambor de metal ou de cerâmica em formato de taça), bendir (tambor de aro marroquino) e taarija (pequeno tambor de barro), todos instrumentos típicos da cultura árabe. O espetáculo é pontuado por danças ousadas que incluem um salto mortal repentino e o ato em que uma das cantoras equilibra uma bandeja de velas acesas na cabeça.

Criolo
Compositor compulsivo e criador da Rinha dos MCs – uma das festas mais autênticas de hip hop dedicadas às batalhas de improvisação –, o cantor Kleber Gomes, mais conhecido como Criolo, começou a compor aos 11 anos de idade. Com letras contundentes e bem construídas, através das quais faz críticas bem-humoradas à sociedade, o paulistano lançou em 2011 o CD ‘Nó na orelha’, o segundo de sua carreira. Sem perder as raízes no rap, gênero a que se dedicou por 24 anos, no disco ele abriu espaço para a poesia cantada e para novos estilos musicais, como samba, afrobeat, bolero, reggae e romântico. Como resultado, o trabalho de dez músicas, produzido por Daniel Ganjaman (ex-Planet Hemp, atualmente integrante do coletivo Instituto e produtor de discos de Nação Zumbi e Sabotage, entre outros) e Marcelo Cabral (produtor do disco de estreia da MC Lurdez da Luz e colaborador de artistas como Mariana Aydar, Romulo Fróes e Guizado), foi um dos mais elogiados do ano. Antes de adotar o pseudônimo, Criolo trabalhou nas Lojas Americanas e vendeu calçados no Dic, cocadas na rua e roupas de porta em porta. Após cursar alguns períodos da faculdade de Artes e Pedagogia, deu aula para alunos do ensino médio de escolas da rede pública do Grajaú, seu bairro de criação, em São Paulo. Em 2006, o cantor fez sua estreia fonográfica com o disco primordialmente de rap “Ainda há tempo”, cuja tiragem de mil unidades, mesmo sem um lançamento oficial, esgotou-se em poucos dias.

  • Dia:

    11 e 12 de novembro

  • Horários:

    Sexta e sábado, 21h

  • Duração:

    90 minutos aproximadamente

  • Ingressos:

    R$ 20 e R$ 10 (meia entrada)

  • Classificação Indicativa:

    Livre para todos os públicos

  • bilheteria

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