Como era conhecido o autismo antigamente?

Perguntado por: osalgueiro . Última atualização: 19 de maio de 2023
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1981. A psiquiatra Lorna Wing desenvolve o conceito de autismo como um espectro e cunha o termo Síndrome de Asperger, em referência à Hans Asperger. Seu trabalho revolucionou a forma como o autismo era considerado, e sua influência foi sentida em todo o mundo.

O autismo infantil foi descrito pela primeira vez em 1943, pelo médico austríaco Leo Kanner.

2. Por que atualmente o autismo é chamado de TEA? A partir da 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), versão atual da referência mundial para diagnósticos de transtornos mentais, o autismo foi englobado no chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A história do autismo
Como exemplo, alguns pesquisadores chegaram a constatar que o comportamento autista seria originado por relações pobres entre pais e filhos, na medida em que pais e mães ao tratar seus descendentes de maneira pouco emocionalmente afetiva, seriam responsáveis por sua causa.

Evidências indicam influência de alterações genéticas com forte herdabilidade, mas trata-se de um distúrbio geneticamente heterogêneo que produz heterogeneidade fenotípica (características físicas e comportamentais diferentes, tanto em manifestação como em gravidade).

Devido ao TEA ser considerado uma deficiência majoritariamente masculina, a cor escolhida para representar o autismo foi o azul, que está simbolicamente e tradicionalmente ligada ao universo masculino.

O autismo, enquanto movimento, começa a se consolidar no Brasil a partir da década de 1980.

Segundo a pesquisa, publicada periódico cientifico Molecular Psychiatry, a idade avançada do pai, da mãe ou de ambos aumenta o risco de autismo. Os resultados mostraram que quando os pais têm mais de 50 anos, o risco de autismo da criança é 66% maior em relação aos filhos de pais com 20 anos.

No entanto, existem alguns indícios clássicos que podem aparecer em diversos indivíduos. Entre eles, dificuldade de interagir socialmente, comprometimento da linguagem verbal, movimentos repetitivos diante de situações consideradas tensas, nervosismo acentuado após quebras de rotina etc.

Fatores ambientais, como idade avançada dos pais, também podem contribuir para uma variação no número de pessoas com TEA. Em 2000, os Estados Unidos registraram um caso de autismo a cada 150 crianças observadas. Em 2020, houve um salto gigantesco: um caso do transtorno a cada 36 crianças.

É pertinente salientar que a Esquizofrenia também pode desenvolver-se em indivíduos com autismo, ou seja, um diagnóstico de Esquizofrenia em indivíduos com autismo é indicado apenas se alucinações ou delírios estiveram presentes por pelo menos 1 mês.

DSM-4 e os tipos de autismo

  • Autismo infantil;
  • Síndrome de Asperger;
  • Transtorno Desintegrativo da Infância;
  • Transtorno Invasivo de Desenvolvimento Sem Definição Específica.

Para crianças, além das observações de comportamentos e do desenvolvimento natural, são feitas entrevistas com pais, cuidadores e professores.

  1. Exames de sangue;
  2. Exames de audição;
  3. Eletroencefalograma (EEG);
  4. Cariótipo com pesquisa de X frágil;
  5. Ressonância magnética nuclear;
  6. Teste do pezinho.

Portadores de TDAH apresentam dificuldade de manter a atenção, inclusive em aulas e conversas, por causa da falta de foco, enquanto para os autistas o obstáculo está em não saber como interagir. Enquanto algumas diferenças são facilmente perceptíveis, a hiperatividade do TDAH é similar à inquietação dos autistas.

Quanto a sua frequência, possui uma predileção a meninos, com frequência de quatro meninos para uma menina. O desenvolvimento de uma criança está intimamente ligado ao cromossomo X. Lembrando sobre o cariótipo, o menino possui um cromossomo X e um Y enquanto a menina apresenta-se com dois cromossomos X.