Como foi o fim do Cativeiro da Babilônia?

Perguntado por: ijaques . Última atualização: 1 de junho de 2023
4.6 / 5 3 votos

Os hebreus permaneceram no cativeiro até o ano de 538 a.C., quando Ciro, o Grande, o habilidoso imperador persa, conseguiu controlar toda a região médio-oriental.

O Reino de Israel foi destruído pelos Assírios (722 AC) e o seu povo foi levado ao exílio e ao esquecimento. Mais de cem anos depois, a Babilónia conquistou o Reino de Judá, exilando a maioria dos seus habitantes e destruindo Jerusalém e o Templo (586 AC).

É certo que o período de cativeiro "em Babilónia" terminou no primeiro ano de reinado de Ciro II (538/537 a.C.) após a conquista persa da cidade de Babilónia (538 a.C.).

Cercado durante alguns meses, Nabucodonosor II resolveu apoderar-se de Jerusalém pela terceira vez, dando origem à terceira e última deportação de judeus para a Babilónia (586).

No ano de 539 a.C., os babilônios acabaram conquistados e submetidos, pelo rei Ciro II, ao Império Persa.

A deportação para a Babilónia durou de 586 a 538 a. C. e durante este período muitos dos judeus morreram ou foram reduzidos à escravatura.

Esdras 2 contém uma lista de judeus que estavam no primeiro grupo que voltaria para Jerusalém e indica que cerca de 50 mil pessoas regressaram à terra de Judá após o cativeiro na Babilônia.

A libertação judaica foi interpretada como uma oportunidade de se reconquistar a região Palestina. Dessa forma, os judeus buscaram recompor o antigo Reino de Judá. O retorno do povo hebreu à sua terra natal foi seguido por outros processos de dominação.

Após o exílio de 70 anos em Babilônia, o povo de Deus teve permissão de Ciro "o grande" para retornar a Jerusalém em 537 / 536 a.C. Este PRIMEIRO GRUPO com aproximadamente 50 mil judeus, foi liderado por Zorobabel e Jesua e tinha por objetivo principal aa construção ou reconstrução do templo que estava inteiramente ...

Segundo relata o Cilindro de Ciro, na origem da queda da Babilónia esteve uma ordem dada pelo deus Marduk ao imperador persa no sentido de conquis- tar a cidade. O deus tutelar da Babilónia pretendia punir o rei Nabónido pelo seu desrespeito pelo culto.

Depois de 400 anos de escravidão, os israelitas foram libertados por Moisés, que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido por Deus para tirar seu povo do Egito e levá-los novamente à Terra de Israel, prometida a seus antepassados (cerca dos séculos XIII e XII AEC).

Além disso, Jeremias profetizou que Judá serviria a Babilônia por setenta anos, quando então outro reino conquistaria a Babilônia. O restante do capítulo é sobre a destruição de outras nações iníquas.

Esdras 1 conta que Ciro não apenas encorajou os judeus a retornarem a Jerusalém, mas também prometeu devolver todos os objetos que Nabucodonosor havia tirado do templo e colocado nos templos da Babilônia. Ciro sentiu que Deus o estava inspirando a fazer esse decreto.

A Bíblia também o referencia, denominando-o profeta Isaías, como o "ungido do Senhor". Ciro iniciou as suas ações de conquista unificando vários grupos persas e iranianos e mantendo contactos diplomáticos com a Babilónia. Após a rebelião contra o seu avô, atacou a Lídia, na batalha ocorrida no rio Halys, em 547 a.

O que é Babilônia:
Babilônia foi o nome da capital da Suméria, na antiga Mesopotâmia, que atualmente é o Iraque. Babilônia significa "Porta de Deus", os judeus, no entanto, dizem que é um termo de origem hebraica, que significa "grande confusão", e inclusive aparece na Bíblia.

Quando e Onde Ele Foi Escrito? O livro de Daniel foi provavelmente escrito por volta de 530 a.C., enquanto Daniel morava na Babilônia. Presumindo que era adolescente quando foi levado para a Babilônia, Daniel devia ter cerca de 90 anos quando escreveu seu livro (ver Gleason L.

Em 601, Nabucodonosor querendo atacar diretamente o Egito sofreu uma derrota que fez com que o rei de Judá Joaquim, contrariando o profeta Jeremias, rompesse abertamente como rei da Babilônia. Isso fez com que, em 598, Nabucodonosor assediasse Jerusalém e a cidade caísse em seu poder no dia 16 de março de 597.

Quando estiveram sob o domínio babilônico, os hebreus sofreram uma deportação forçada de sua terra natal para os domínios da cidade da Babilônia e lá se tornaram escravos. Um desses escravos foi o profeta Daniel, cujo livro contém detalhes imprescindíveis para a compreensão desse evento.

Os últimos reis do Império Neobabilônico foram Nabucodonosor II (morreu em 562 a.C.), seguido por seu filho Evil-Merodaque, que reinou por dois anos, seguido de Neriglissar ( r. 560–556 a.C.) e, finalmente, por Nabonido em cujo reinado a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande.

A seguir toma posse Antônio (41-30 AC) que nomeou Herodes governador da Galileia e da Pereia. Por fim, o próprio Herodes (37-4 AC) foi nomeado pelo senado romano rei da Judeia e fica até depois o nascimento de Jesus, que se deu por volta do ano 5 AC. O rei Herodes estendeu seu poder além da Judeia.

C. o templo foi destruído pelos Babilónios, que dele roubaram muitos objetos preciosos. Pouco se sabe da segunda fase do referido templo, que começou a ser erguido após o regresso dos Judeus do exílio, com a condição de serem devolvidos a Jerusalém os despojos de ouro e prata saqueados por Nabucodonosor.