Como os índios vêem a morte?

Perguntado por: hrodrigues . Última atualização: 5 de janeiro de 2023
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Os indígenas sul-americanos, segundo a antropóloga Branislava Susnik (1983, p. 54), não manifestavam medo da morte, mas um profundo medo dos mortos, das almas dos mortos que colocavam em perigo as almas dos parentes vivos. Este aspecto pôde ser constatado por Viveiros de Castro (1986, p.

Ritual - A cerimônia funeral Bororo dura três dias e é realizada cerca de três meses depois da morte da pessoa. Os ossos são desenterrados e levados para o Baíto, a casa ritual, onde são pintados e adornados enquanto família e amigos prestam homenagens ao morto e choram sua partida.

Cada morto celebrado no ritual é representado por um tronco de madeira kuarup, que é ornamentado e jogado no rio Kuluene ao final da cerimônia.

Sepultamento em pirâmide de terra
Depois de fazerem a sepultura, os índios se reúnem em torno do fogo para beber o Kiki e cantar e dançar as ações do morto. A duração do rito depende da importância do falecido dentro da tribo.

Há comunidades indígenas que enterravam seus mortos dentro das casas, pelo fato desta sociedade não ter uma separação vincada entre o doméstico e o funerário. Porém, algumas pessoas com um determinado status podiam ser enterradas no centro da aldeia em um cemitério mais próximo ao que temos hoje.

Por exemplo, a alfavaca que tem função antigripal, diurética e hipotensora, ou o boldo que é digestivo, antitóxico, combate a prisão de ventre e pode ser usado também nas febres intermitentes (que cessam e voltam logo) são descobertas dos índios utilizadas no nosso dia a dia.

Tradições e rituais indígenas

  • Wysoccan. Um dos rituais indígenas mais chocantes é o de passagem dos homens para a vida adulta. ...
  • Comer seu próprio órgão genital. Este é um dos rituais indígenas dos aborígenes australianos. ...
  • A menarca e o demônio. ...
  • Iniciação da caça. ...
  • Para afastar espíritos do mar. ...
  • Saltos mortais.

Os efeitos da yãkoana, uma substância psicoativa ingerida pelos xamãs, se prolongam nos sonhos e permitem que eles vivenciem os mitos. Os mitos não morrem porque ainda são sonhados. A morte é tabu para os yanomami. Tudo o que se refere ao morto é obliterado.

Não se sabe ao certo onde e como surgiu a cultura do enterro, mas há indícios de que esse é um ritual muito antigo. Já foram descobertos cemitérios que os pesquisadores estimam existir desde 60000 A.C, o que nos leva a crer que enterrar pessoas e animais mortos é mesmo um costume muito antigo.

Os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas a partir de elementos naturais, como urucum e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias.

Cada etnia tem uma crença que leva a mãe a matar o bebê recém-nascido. Criança com deficiência física, gêmeos, filho de mãe solteira ou fruto de adultério podem ser vistos como amaldiçoados dependendo da tribo e acabam sendo envenenados, enterrados ou abandonados na selva.

Os corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, que estavam desaparecidos no Amazonas, foram encontrados. A informação foi divulgada pela esposa do inglês nesta segunda-feira (13)..

O estado do Mato Grosso do Sul, mais uma vez, aparece como líder das mortes no relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil”. No período de treze anos foram 426 assassinatos, o que representa 47% do total, com uma média de 32 índios mortos por ano.

Milhares morreram no contato direto ou indireto com os europeus e as doenças trazidas por eles, pois não possuíam imunidade natural. Gripe, sarampo, coqueluche, tuberculose, varíola e sífilis são alguns dos males que vitimaram sociedades indígenas inteiras.

Nos 30 primeiros anos da conquista (1519-1548) foram mortos 20 milhões de habitantes. De 25 milhões de pessoas em 1519, foram reduzidos a 1,7 mil em 1605. Hoje o México ainda tem uma população indígena majoritária que continua na luta por sua libertação.

Os índios idosos são considerados parte produtiva da comunidade, mantendo suas tarefas e participação nas atividades em prol da tribo. Não são, portanto, tratados como incapazes pelo grupo onde estão inseridos e seguem mantendo os idosos inserindo nas rotinas de serviços, considerando suas possibilidades de saúde.

Os números do genocídio
A Comissão Nacional da Verdade estima que ao menos 8.350 índios foram assassinados entre 1946 e 1988. As investigações apontam dois períodos distintos em se tratando de violações aos povos indígenas.

Modos de Vida. A maioria dos povos indígenas vive completamente das florestas, através de uma mistura de caça, coleta e pesca. Eles cultivam plantas que utilizam como alimentos e medicamentos, e também usam a vegetação para construir casas e fazer objetos do cotidiano.

Tupã
Outro(s) nome(s)Deus do Trovão
Filho(s)Jaci Guaraci Lara