Como saber se seu filho tem hiperlexia?

Perguntado por: alima . Última atualização: 23 de maio de 2023
4.2 / 5 6 votos

São 3 sinais da hiperlexia:

  1. Capacidade precoce de leitura;
  2. Dificuldade em lidar com a linguagem oral;
  3. Inadaptação social dos comportamentos.

A avaliação precoce é de fundamental importância. Os pais devem levar a criança para realizar uma avaliação com neurologista infantil, com neuropsicólogo especializado em autismo e altas habilidades/superdotação e fonoaudióloga, para realizar o diagnóstico correto e buscar as devidas intervenções terapêuticas.

A hiperlexia, por vezes, surge associada a casos de transtorno do espetro do autismo, síndrome de Asperger, perturbação específica da linguagem, défice de atenção ou então pode surgir apenas como uma aprendizagem precoce.

Embora todas elas demonstrem uma nítida dificuldade de interação. No caso da hiperlexia, por exemplo, o autista pode ter facilidade notável com a habilidade da leitura; por outro lado, a comunicação oral é, na maioria das vezes, bem aquém do esperado. Esse caso é corriqueiramente confundido com a síndrome de Asperger.

Aproveitar dos recursos oferecidos pela tecnologia também é uma ótima dica. Como as crianças com hiperlexia têm um estímulo visual aguçado, costumam se atrair por dispositivos eletrônicos. Existem muitos jogos educativos que trabalham habilidades que ela precisa desenvolver.

Geralmente, se uma criança começa a ler, sem receber lições, antes dos cinco anos, isto é considerado leitura precoce e pode significar hiperlexia. Nem todas as crianças hiperléxicas têm igual capacidade de ler, algumas lêem aos dois anos outras só aos quatro.

Dificuldade em focar-se numa tarefa simples e concretizá-la. Preferência por ficar sozinho do que brincar com outras crianças. Não ter, aparentemente, medo de situações perigosas. Ficar repetindo palavras ou frase em locais inapropriados.

Apesar de o hiperfoco ser algo predominante entre pessoas no espectro ou com déficit de atenção, essa não é uma característica exclusiva para pessoas atípicas.

Hiperlexia e autismo
Muitas crianças com autismo são hiperléxicas, o que não significa que toda criança com hiperlexia tenha autismo. Em geral, as crianças hiperléxicas apresentam um fascínio pelas letras e números, o que demonstra uma atitude repetitiva e restrita, traço comum no autismo.

As alterações no TEA levam a déficits de neuro funcionamento, dificuldade de processar a linguagem não verbal, de funcionamento executivo, sensoriais e perceptivas. Já a dislexia é um subtipo de transtorno de aprendizagem de origem neurobiológica que leva a déficits nos processos de decodificação.

Em testes sobre a percepção das cores em pessoas com autismo onde 85% das crianças viram as cores com maior intensidade do que as neurotípicas, 10% viram da mesma forma que as outras, e 5% não conseguiram distinguir as cores, enxergando tudo em tons de cinza.

Hiperlexia I: Este tipo acontece quando crianças em desenvolvimento sem deficiência aprendem a ler cedo e muito acima do nível esperado. Como outras crianças acabam aprendendo a ler e a recuperar o atraso, essa condição é temporária. Hiperlexia II: Este tipo de hiperlexia ocorre em crianças com autismo.

Lentidão na aprendizagem, dificuldade de concentração, palavras escritas de forma estranha, dificuldade de soletrar e troca de letras com sons ou grafias parecidas são alguns sinais de dislexia. Dislexia mista: é a união de dois ou mais tipos de dislexia.

A criança com Dislexia é normalmente triste, com baixa autoestima e insegura pelo repetido insucesso escolar e pelo fracasso em superar as suas dificuldades, outras vezes pode demonstrar alguns comportamentos disruptivos, resistência às atividades escolares e desmotivação.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são comumente confundidos por apresentarem sintomas semelhantes e que podem comprometer o comportamento, o aprendizado, o desenvolvimento emocional e as habilidades sociais de quem os possui.

Algumas características clássicas do autismo, como interesse em rodar, empilhar ou enfileirar objetos, balanceio de corpo, movimentos de dedos e mãos próximo ao rosto ou dificuldade em fixar o olhar em outra pessoa, podem não estar presentes.

Comportamentos restritos e repetitivos
Pessoas com autismo nível 1, assim como as que têm outros graus de autismo, gostam de determinados assuntos e costumam se aprofundar neles focando muitas vezes só nisso. Esse interesse restrito é chamado de hiperfoco, e pode ocorrer também com certos objetos.

O hiperfoco é considerado apenas uma comorbidade e um dos sinais que estão presentes em pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A única pessoa capaz de definir corretamente se serão necessárias intervenções específicas é um profissional especialista.

Boa parte das crianças começa a reconhecer algumas letras entre os 2 e 3 anos de idade, e consegue identificar a maioria entre os 4 e 5 anos. Isso significa que você pode começar a apresentar o alfabeto ao seu filho quando ele tiver cerca de 2 anos -- mas não espere que ele aprenda tudo em pouco tempo.

6 anos de idade

Além disso, a leitura também propicia uma inclusão social, e as crianças se sentem ainda mais pertencentes à comunidade em que vivem. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o processo de alfabetização infantil deve se iniciar no 1ª ano do Fundamental, por volta dos 6 anos de idade.