Faz bem a saúde tem crase?

Perguntado por: obotelho . Última atualização: 20 de maio de 2023
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É obrigatório o emprego da crase em locuções prepositivas como, por exemplo, “à saúde”. É obrigatório o emprego da crase em algumas locuções conjuntivas como, por exemplo, “à saúde”.

Portanto, deve-se escrever “Bem-vindo a Brasília”. Só haverá crase se houver na frase, simultaneamente, preposição e artigo definido feminino (ou um pronome demonstrativo como “aquele”, mas isso não vem ao caso agora).

Como regra geral, só se usa crase antes de palavras femininas. A exceção são os pronomes demonstrativos aquele e aquilo. Em alguns casos, a palavra feminina está subentendida, como ocorre normalmente com moda e maneira: salto à Luiz XV (à moda de Luiz XV) e escrita à Camões (à maneira de Camões).

Afinal, seria o uso do acento grave, nesse caso, correto ou não? Em entrevista concedida à Universia Brasil, a professora de redação Cida, do cursinho Objetivo, de São Paulo, afirma que o uso da crase no título da mais recente novela da Globo é correto. “'Vida' é uma palavra feminina, portanto, pede artigo: 'a vida'.

É obrigatório o emprego da crase em locuções adverbiais como, por exemplo, “à saúde”. É obrigatório o emprego da crase em locuções prepositivas como, por exemplo, “à saúde”.

Como se escreve saúde? Algumas palavras paroxítonas perderam o acento com a nova ortografia. É o caso de alguns vocábulos que levavam o chamado acento diferencial, por exemplo. Mas, a palavra saúde leva acento sim.

Na língua escrita, para indicar a existência dos dois "aa", usamos o acento grave indicativo da crase: "homenagem à música brasileira". Quem faz homenagem sempre faz homenagem "a" alguma coisa ou "a" alguém.

A palavra “faz” se refere à terceira pessoa do singular, no presente do indicativo, do verbo “fazer”. Portanto, dizemos ou escrevemos: “ela fazou “ele faz”. Já o termo “fazem” corresponde à terceira pessoa do plural do verbo “fazer”, no presente do indicativo, isto é, “eles fazemou “elas fazem”.

Melhor é comparativo de bom; mais bem é comparativo de bem. O lógico, portanto, será dizermos "mais bem preparado", comparativo de "bem preparado".

A forma correta de escrita é a você, sem acento indicador de crase. A construção à você, com acento indicador de crase, está errada. Não ocorre crase antes do pronome de tratamento você.

NÃO USAMOS A CRASE:
Antes de pronomes indefinidos que não admitem artigo (seguidos ou não de “s”): alguém, alguma, nenhuma, cada, certa, determinada, pouca, quanta, tal, tamanha, tanta, toda, ninguém, muita, outra, tudo, qual, qualquer, quaisquer.

"Em frases como 'dobre à direita', 'virar à esquerda', 'comprar à vista', você utilizará crase. Já em 'comprou a prazo', a crase é proibida, já que 'prazo' é palavra masculina", ensina. A crase também é utilizada em expressões que indicam hora, nas expressões 'à moda de' e 'à medida que'.

Portanto, nesse caso, o “a” antes de padaria é com acento grave: Estou indo à padaria. Por quê? Porque há o “a” – exigido pelo verbo ir (ir a algum lugar) + outro “a” – que acompanha “padaria” – a padaria. Então a + a = à ( usamos só uma letra” a”, e a outra representamos pelo acento.

A crase deve ser usada antes da indicação de um horário ou de horas marcadas: Não consigo te encontrar às 20h. Que tal começar a festa às 21h? Sairei de casa à meia-noite.

As duas formas podem estar corretas, dependendo da estrutura da frase. Quanto a é uma locução prepositiva que termina com a preposição a. Dependendo do termo seguinte, poderá ocorrer ou não contração com esse termo, ou seja, poderá ocorrer ou não crase: Quanto a isso, nada sei.

Aqui, o acento grave indicativo de crase facultativa acontece quando a preposição “a” também é facultativa. “Chegarei em casa até as 20h” ou “Chegarei em casa até às 20h. “Caminhamos até a praça” ou “Caminhamos até à praça.” “Vou levar até as últimas consequências” ou “Vou levar até às últimas consequências.”