O que a radiação faz com as plantas?

Perguntado por: nribeiro . Última atualização: 31 de maio de 2023
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A exposição crônica à radiação altera o desenvolvimento e a estrutura genética das plantas, embora não afete sua capacidade reprodutiva. Esta foi a conclusão alcançada pela equipe de pesquisa do Instituto de Energia Nuclear de Obninsk, na Rússia, e do Instituto Russo de Radiologia e Agroecologia (IRRA).

As plantas de Chernobyl
Uma das consequências do acidente de Chernobyl foi a contaminação do solo nas proximidades do reator, incluindo as terras agrícolas. Os terrenos contaminados são radioativos, arenosos e pobres em nutrientes. Porém, a radioatividade dessas áreas não impediu o crescimento de plantas na região!

A grande produção de lixo radioativo tem sido um problema ambiental para todo o mundo, devido às escassas e inadequadas condições de descarte e armazenamento. Esses rejeitos estão associados à contaminação do solo, dos cursos de água e do ar, resultando na destruição do meio ambiente de forma gradual.

O iodeto de potássio é um sal que é usado clinicamente para auxiliar no tratamento de radiação e também tem uso no campo da fotografia.

Entre os efeitos até agora observados, constatouse a diminuição na taxa de crescimento, redução da área foliar (Hao et al. 2000) e redução na absorção de luz visível, sugerindo mudanças nas características foliares (Tosserams & Rozema 1995).

A radiação solar é imprescindível para a vida na Terra, inclusive atualmente nos permite produzir energia fotovoltaica, fundamental na luta contra as mudanças climáticas.

Em resumo, uma planta de sol que receba pouca luz torna-se murcha e sem vida, não produz flores nem frutos e não se desenvolve pois não consegue produzir a quantidade de energia necessária para que isso aconteça.

Para o reino vegetal, atua no processo de fotossíntese, e sem ele nossa alimentação estaria comprometida, já que é através da luz solar que as plantas desenvolvem seus frutos. Se este astro sumisse de repente, a luz natural incidente desapareceria, e dentro de poucos dias a Terra ficaria gelada.

cidade de Fukushima

Hoje, os maiores níveis de radiação nocivos ao corpo humano e ao meio ambiente são encontrados na cidade de Fukushima, no nordeste do Japão.

Os animais que se alimentarem desta vegetação também sofrerão as consequências da radioatividade, muitas vezes desenvolvendo doenças e anomalias diversas. Trata-se, portanto, de uma forma de contaminação perversa e invisível. O solo não fica infértil, mas tudo o que nasce dele carrega consigo a radioatividade.

Como se todos esses mecanismos não fossem suficientes, as plantas presentes na zona de exclusão de Chernobyl criaram formas de proteger o próprio DNA da radiação. Elas alteram o próprio funcionamento químico para se tornarem mais resistentes e consertarem o dano causado.

A radiação não deixa o solo infértil, mas tudo que cresce ali acaba contaminado”, explica o engenheiro agrônomo Virgílio Franco, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP. Um dos grandes problemas da contaminação nuclear, segundo Franco, é que os níveis de radioatividade podem permanecer altos por décadas.

Conforme sabemos, as radiações causam danos aos organismos vivos, assim alguns alimentos são irradiados, matando fungos e bactérias, que são os principais causadores do apodrecimento. Dessa forma, os alimentos, como frutas e verduras, permanecem bons para o consumo por muito mais tempo.

Grandes doses de radiação ionizante podem causar doença aguda reduzindo a produção de células sanguíneas e danificando o trato digestivo. Uma dose muito grande de radiação ionizante também pode danificar o coração e os vasos sanguíneos (sistema cardiovascular), o cérebro e a pele.

Atualmente, há diversas técnicas de descontaminação que removem isótopos da superfície ou do interior do organismo, o que reduz a incorporação e os efeitos em alguns casos, mas não há como remover o processo físico da radiação e nem o seu dano.

Especialistas disseram que levará pelo menos 3 mil anos para que a área se torne segura, enquanto outros acreditam que isso é muito otimista. Pensa-se que o local do reator não se tornará habitável novamente por pelo menos 20 mil anos, de acordo com relatório de 2016.

Dentre as defesas utilizadas pelas plantas estão a resposta hipersensitiva (HR), resistência sistêmica adquirida (SAR), indução de proteínas relacionadas à patogênese (PR-Proteínas) e compostos sinalizadores, como por exemplo, ácido salicílico e peróxido de hidrogênio.

Quando os níveis de luz ultravioleta (UV) e infravermelha (IR) aumentam, e as temperaturas sobem além do nível ideal para as plantas, as plantas sujeitas a stress térmico murcham, os seus estomas fecham e os processos fotossintéticos param.

A exposição desprotegida aos raios UVA e UVB danifica o DNA nas células da pele, produzindo defeitos genéticos, ou mutações, que podem levar a câncer de pele e envelhecimento precoce. Os raios ultravioleta também podem causar danos oculares, incluindo catarata e câncer de pálpebra.