O que é a doença melanina?

Perguntado por: roliveira . Última atualização: 26 de maio de 2023
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O vitiligo é uma doença não contagiosa caracterizada por manchas claras que se desenvolvem na pele. A condição é causada pela falta de melanina, que é o pigmento da pele. A doença pode afetar qualquer área da pele e há dois tipos: o vitiligo segmentar e o não segmentar.

O vitiligo pode começar em qualquer idade, mas geralmente aparece antes dos 30 anos. A condição pode afetar a pele em qualquer parte do corpo, inclusive o cabelo, criando mechas brancas, e mucosas, como o interior da boca.

O vitiligo é uma condição genética crônica e de origem autoimune caracterizada pela perda da coloração da pele em certas áreas do corpo. Por ser uma doença genética, somente pessoas com predisposição é que podem desenvolvê-la.

Você pode usar dermocosméticos com ácido retinoico, glicólico, kójico, ferúlico, além de outras substâncias que ajudam a clarear manchas, como hidroquinona, artbutin e resveratrol.

O aumento da melanina, no entanto, nem sempre é benéfico. Sua alta produção pode causar que comprometem a autoestima. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o melasma é mais frequente na face e entre o público feminino.

A melanina é produzida no interior da célula melanócito.
Esse tipo de célula dendrítica encontra-se na junção da derme com a epiderme, região dos queratinócitos. Os prolongamentos dos melanócitos entram nas células das regiões basal e espinhosa do tecido epitelial, liberando ali toda a melanina produzida.

melanócitos

A produção de melanina nos melanócitos ocorre mais precisamente no interior de organelas denominadas de melanossomos. É a quantidade dessas organelas que determina se uma pele será mais ou menos pigmentada. Nos melanócitos ocorrem diversas reações estimuladas principalmente pela enzima tirosinase, que oxida a tirosina.

Existem dois tipos principais de melanina: a eumelanina e feomelanina. A primeira apresenta uma coloração que varia do negro ao marrom, além de possuir um alto peso molecular e capacidade de dispersar a luz ultravioleta. Já a feomelanina apresenta coloração que varia do vermelho ao amarelo.

O vitiligo não tem cura, mas tem controle.
Entre as terapias disponíveis para o controle da doença estão o uso de medicamentos que induzem a repigmentação da pele afetada, cremes à base de corticoides e outros anti-inflamatórios, tecnologias como laser e fototerapia, além de cirurgia e transplante de melanócitos.

Em pacientes com diagnóstico de vitiligo, deve-se evitar os fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes. Evitar o uso de roupas apertadas, ou que provoquem atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição ao sol. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

Sabe-se, ela explica, que existem "gatilhos" que contribuem para o aparecimento das manchas, como estresse e traumas. — Traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam o vitiligo — diz ela.

Devem ser evitados os defumados, gorduras animais (de porco, torresmo), frituras e priorizados os vegetais, as fontes de ômega 3 e os probióticos.

De acordo com Nardo et al., 2018, alimentos ricos em compostos fenólicos semelhantes a taninos, como manga, castanha de caju, pistache, carvalho, mandioca, nozes de areca, pimentão vermelho, cerejas, framboesas, cranberries, amoras e chá foram alimentos agravantes para Vitiligo.

- Auto-imunidade: o vitiligo tem sido considerado doença auto-imune devido à associação positiva com algumas doenças como tireoidites, diabetes mellitus e alopecia areata.