O que é disfagia e Afagia?

Perguntado por: irezende4 . Última atualização: 18 de maio de 2023
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A afagia é considerada a impossibilidade de deglutir, isto é, engolir alimentos, bebidas ou a própria saliva. Geralmente, a pessoa começa com a disfagia (dificuldade de engolir) e, se medidas não forem tomadas, a condição evolui para a afagia. O problema costuma acontecer com pacientes que têm distúrbios neurológicos.

A disfagia é definida como a dificuldade de levar o bolo alimentar da boca até o estômago, o que causa tosse, engasgos e sensação de que algo está preso em nossa garganta.

Alguns dos principais indícios são o engasgamento ou tosse durante as refeições, dor ao engolir ou a sensação de que o alimento fica parado na garganta. Se não identificada e tratada, a disfagia pode ser causa de desidratação e desnutrição decorrentes da dificuldade na alimentação.

A disfagia – ou dificuldade de deglutição – pode ser de dois tipos:

  • Disfagia orofaríngea: uma condição que afeta a cavidade bucal e a faringe, causando dificuldade para engolir;
  • Disfagia esofágica: condição caracterizada pela dificuldade de passagem do alimento depois do processo de deglutição.

O tratamento da disfagia vai desde exercício para fortalecimento da musculatura orofacial, modificação nas consistências, volume e temperatura dos alimentos até mesmo cirurgia.

O exame de Raio X possibilita diagnosticar a dificuldade que alguns pacientes sentem ao engolir. Dificuldade ou dor para deglutir, sensação de alimento parado na garganta, engasgos frequentes, infecções respiratórias de repetição.

Nível 1: Disfagia Grave
Perda ou retenção severa do bolo alimentar em cavidade oral, com impossibilidade de clareamento. – Aspiração silenciosa de duas ou mais consistências, ausência de tosse voluntária, ou incapacidade de alcançar a deglutição.

Com relação ao tratamento medicamentoso, a domperidona e a metoclopramida, são um procinético, e age como antagonista do receptor da dopamina D2.

A condição costuma acometer crianças e idosos, mas pode se manifestar em qualquer idade. É um problema que requer conscientização e cuidados porque pode afetar a qualidade de vida ou sobrevida do paciente. Ou seja, sem prevenção e tratamento, a disfagia pode ter consequências graves.

Em caso de disfagia para sólidos, ofertar dieta pastosa em todas as preparações. Para facilitar a mastigação e formação do bolo a ser deglutido, ofereça alimentos mais cozidos. Após a alimentação, é importante que a pessoa permaneça, no mínimo, 30 minutos sen- tada para evitar o refluxo.

No entanto, a causa mais comum da disfagia está relacionada com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), principalmente quando a DGRE não é tratada corretamente. Nesses casos, a acidez do suco gástrico que retorna ao esôfago pode provocar lesões na mucosa e dificultar as contrações.

Nesta segunda-feira (20) é celebrado o Dia Nacional de Atenção à Disfagia, condição que pode durar meses ou anos e predispor o paciente a problemas como desnutrição, desidratação, asfixia, pneumonias aspirativas recorrentes e, nos casos mais graves, se não identificados, até levar à morte.

A deglutição é dividida em 3 fases: oral, faríngea e esofágica.

A disfagia é classificada como qualquer dificuldade na efetiva condução do alimento da boca até o estômago. Quando há um problema com o sistema de deglutição, alimentos ou líquidos podem “vazar” até as vias aéreas. Seus principais sintomas são dor, tosse ou engasgo ao engolir, regurgitação, azia frequente e rouquidão.