O que é Dissimetria de sustentação?

Perguntado por: iibrahim2 . Última atualização: 18 de maio de 2023
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Dissimetria de Sustentação ou Efeito Translacional é a desigualdade de sustentação entre a metade direita do plano de rotação (pá que avança) e a metade esquerda (pá que recua). Essa desigualdade deve-se à velocidade do ar que passa sobre as pás (velocidade aerodinâmica).

A força de sustentação é produzida sobre o objeto na direção transversal ao escoamento. Ela se contrapõe ao peso do objeto em movimento, ou seja, para estabilizar um objeto a força de sustentação deve ser igual ou maior que o seu peso. É a força de sustentação que possibilita a elevação e estabilização do objeto.

Podemos dizer que o helicóptero é um avião com asas móveis: as hélices (que também chamamos de rotor). E, diferentemente do avião, que só se desloca para a frente, ele pode pairar no ar, fazer manobras suaves para qualquer direção e até andar de ré, porque suas pás estão sempre em movimento.

O avião voa por causa do formato das asas e de outras partes, como turbinas e pás, que geram impulsos. Além disso, os caminhos que o ar percorre por todo o comprimento do avião geram diferenças de pressão que permitem o vôo.

As asas construídas no avião que fazem o avião voar, pois quando o vento forte bate de baixo faz com que as asas sejam sugadas para cima, gerando a força necessária para o avião sair da Terra. Assim, o vento conseguiu vencer o próprio peso do avião e fazer com que ele decolasse por seus próprios meios.

Devido à geometria aerodinâmica da asa, há diminuição da pressão atmosférica em cima da asa em relação à pressão embaixo dela. É a maior pressão de baixo para cima, portanto, que supera a força da gravidade e que mantém o avião suspenso no ar”, elucida o docente.

Sustentação (L de “Lift”): é a componente da resultante aerodinâmica perpendicular à direção do vento relativo. Esta é a força útil do aerofólio. Arrasto (D de “Drag”): é a componente da resultante aerodinâmica paralela à direção do vento. É geralmente nociva e deve ser reduzida ao mínimo possível.

Agora vamos aos fatos. Os aviões voam por conta da sustentação gerada pelo ar que passa pelas asas. Isto é, para que eles se mantenham no alto, é necessário que as turbinas estejam ligadas e criando um grande fluxo de ar pela fuselagem da aeronave. Caso não haja esse fluxo, o avião perde sustentação e despenca.

O avião utiliza-se de outras superfícies fixas além das asas para manter o vôo, sendo elas, os estabilizadores horizontais e verticais localizados na cauda do aparelho. O estabilizador horizontal tem a função de evitar que o avião gire em torno do eixo das asas, nem baixando, nem levantando o nariz do avião.

O formato da asa causa uma perturbação na corrente de ar, este é acelerado para baixo e produz uma força de reação, de acordo com as leis de Newton, dando sustentação à asa.

A essa força damos o nome de força de sustentação e ela sempre tem que ser maior que a força peso do avião. Podemos encontrar essa força, só que em sentido contrário, agindo nos aerofólios dos carros de fórmula 1.

Nos helicópteros, também é importante anular o efeito sonoro dos ruídos de baixa frequência (indução ao sono). Apesar dos fones de ouvido fornecerem alguma proteção auditiva, a sua eficácia pode variar e não há proteção alguma à cabeça.

Pelo princípio da ação e reação, o ar aplica na hélice uma força de reação para cima; a diferença de pressão gerada por ela devido a passagem do ar mais velozmente sobre ela do que abaixo gera diferença de pressão e a união deste dois efeito é o que faz o helicóptero subir.

Em termos de velocidade, os aviões têm uma clara vantagem sobre os helicópteros, já que podem viajar a uma velocidade de cerca de 900 km/h, enquanto um helicóptero geralmente tem velocidade máxima de cerca de 400 km/h.