O que é institucionalização da educação especial?

Perguntado por: iescobar . Última atualização: 18 de maio de 2023
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São eles: o paradigma de institucionalização, o paradigma de serviços e o paradigma de suporte. O paradigma da institucionalização é fundado na ideia de proteger os deficientes criando ambientes especiais para eles, separando-os de suas famílias e da comunidade.

As formas de atuação com as pessoas com deficiência refletem a estrutura econômica, social e política da sociedade. São 4 paradigmas que pesquisadores destacam: exclusão, segregação, integração e inclusão.

A institucionalização do serviço social no Brasil surgiu nas décadas de 20 e 30 com ênfase nas idéias de Mary Richimond sob influencia da igreja católica, nos anos 40 e 50 é marcado pelo tecnicismo, com base na psicanálise e na sociologia de base positivista, funcionalista sistêmica e a flexibilização do trabalho por ...

O paradigma da institucionalização é fundado na ideia de proteger os deficientes criando ambientes especiais para eles, separando-os de suas famílias e da comunidade. Com esse modelo, os deficientes são colocados e mantidos em ambientes onde se realiza atividades e práticas consagradas como atendimentos especializados.

Existe uma diferença básica entre a integração e a inclusão da pessoa com deficiência. O termo integração, ora em desuso, equivale à simples inserção, na sociedade, das pessoas que conseguem se adaptar a ela. A inclusão, por sua vez, reflexe uma outra concepção da deficiência.

Os alunos com necessidades especiais carecem de apoio complementar ao aprendizado de sala de aula tradicional. E com uma estrutura adequada é muito mais simples impedir que o estudante se sinta desanimado ou frustrado. Com a ajuda e o ambiente ideal, a probabilidade de evasão escolar é reduzida consideravelmente.

De acordo com BRASIL/SEESP-MEC (1994), além de seguir os princípios democráticos de igualdade, liberdade e respeito à dignidade, a educação especial é regida por princípios norteadores, dentre eles os mais citados são: princípios da normalização, integração e individualização.

Entende-se como marco histórico da educação especial no Brasil o período final do século XIX, com a criação do Instituto dos Meninos Cegos, em 1854, sob a direção de Benjamin Constant, e o Instituto dos Surdos-Mudos, em 1857, (JANNUZZI, 1985, 2004; MAZZOTTA, 2005).

O artigo 208, que trata da Educação Básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos, afirma que é dever do Estado garantir “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.

A primeira, especializada, foi criada em 1874 junto ao Hospital Juliano Moreira, em Salvador, sendo chamada, na época, de Hospital Estadual de Salvador. A segunda foi a Escola México, criada em 1887, no Rio de Janeiro, com ensino regular, que atendia também deficientes físicos e visuais.

Assim, os três princípios que norteiam os objetivos da educação especial são a normalização, a integração e a individualização dos alunos com necessidades especiais.

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Período da segregação/institucionalização; 3. Período de integração; 4. Período de Inclusão. intuito não é realizar qualquer tipo de julgamento moral a essas práticas, mas sim, compreender estes processos históricos.

São 3 categorias que desenvolvem o ensino e auxiliam os profissionais da área, são elas: dependentes, treináveis e educáveis.

A institucionalização depende de três processos: o primeiro é a formação de hábitos que atribuem sentido específico que os configuram e justificam; o segundo é a internalização por parte do indivíduo, alinhar sua experiência singular à significação prescrita pela instituição em troca de austeridade; e por fim, o ...

Pessoa que mora em instituições para idosos (casas de repouso, asilos ou abrigos) ou em residência inclusiva (moradia para jovens e adultos com deficiência, oferecida pelo Serviço de Acolhimento Institucional).

1. Dar a qualquer coisa ou adquirir carácter institucional ou de instituição.

Utilizou-se como referência os três Paradigmas Pedagógicos Educacionais, sendo eles o da Instrução, o da Aprendizagem e o da Comunicação (TRINDADE; COSME, 2010).

Deste modo, investigou-se os períodos históricos caracterizados em quatro paradigmas propostos por Sassaki (2012): a) Exclusão (rejeição social), b) Institucionalização (segregação), c) Integração (modelo médico da deficiência) e d) Inclusão.

A educação inclusiva no contexto educacional é uma abordagem que procura responder às necessidades de aprendizagem de todas as crianças, jovens e adultos, com foco específico para aqueles que são vulneráveis à marginalização e à exclusão.