O que é um romance folhetinesco?

Perguntado por: mfreitas3 . Última atualização: 16 de maio de 2023
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No período romântico, o termo servia para designar dois tipos de texto, tendo ambos como suporte a imprensa periódica: o folhetim-crónica e o romance folhetinesco.

As principais características dos contos de folhetim ou romances-folhetins, sobreviventes de 1830 até a década de 1960, são, principalmente, a estrutura em capítulos mergulhada na sensação da expectativa, a composição de uma parte em que as tensões são acaloradas, uma perspectiva de resolução e o suspense no senso de ...

Ao longo do século 19, esses conceitos viriam a conhecer a separação, passando o romance a designar a narrativa de maior complexidade na forma e no conteúdo. Quanto ao folhetim, tornou-se o nome das narrativas cuja essência consiste no enredo passional, de muitas peripécias para entreter o leitor.

O folhetim foi um gênero literário que surgiu em Paris, durante a década de 1830. Seu formato utilizava a periodicidade dos jornais como estrutura para escritas literárias feitas em capítulos diários. Alguns dos principais romances do século XIX saíram a público nesse formato.

1. Publicação literária amena. 2. Artigo de ciência ou crítica que ocupa geralmente a parte inferior de uma ou mais páginas de um periódico.

O romance de folhetim é um gênero literário bastante popular no meio burguês brasileiro, em especial dos séculos XIX e princípio do XX. Ele se destacava por trazer histórias simples, que atraiam os mais variados leitores, e que eram seriadas nos folhetins publicados na época.

Em França, o romance folhetim adquire a sua forma definitiva na década de 1840, sendo Eugéne Sue e Alexandre Dumas, os representantes máximos desta nova concepção de ficção. (MEYER, 1996).

Os tipos de romance são:

  • monofônico,
  • polifônico,
  • fechado,
  • aberto,
  • linear ou progressivo,
  • vertical ou analítico,
  • psicológico.

A prosa romântica é dividida em quatro tipos: urbana, regionalista, histórica e indianista.

Ao tratar de amenidades e da vida da classe média, o folhetim se aproximava do realismo literário. Também realizava um registro da vida cotidiana típico do jornalismo, mas não com a pretensão de registrar a Verdade, mas apenas de ser verossímil.

o folhetim, na imprensa brasileira, instalou-se inicialmente como litera- tura de ficção. Em 04 de janeiro de 1839, o Jornal do Commercio, do rio de Janeiro, fez a sua estreia no gênero com a publicação em série da novela folhetinesca “Edmundo e sua prima”, de Paul de Kock.

O Romantismo possui três fases: indianismo, ultrarromantismo e geração social. Cada uma dessas fases tem suas características próprias e autores de destaque. Gonçalves Dias, Manuel de Araújo Porto-Alegre e Gonçalves de Magalhães, renomados escritores do século XIX.

Joaquim Manuel de Macedo é a primeira grande referência. Com a publicação do romance A Moreninha, e a grande popularidade por ele alcançada junto ao público leitor, fica definitivamente marcada com as características do romance-folhetim a história do romance brasileiro em seus primórdios.

Narrativa longa, escrita em prosa, geralmente dividida em capítulos. Ambientação temporal: a narrativa deve acontecer em determinado tempo, que pode ser linear ou não linear, objetivo ou subjetivo. Ambientação espacial: além do tempo, o romance é ambientado em determinado espaço, onde as ações acontecem.

A Moreninha

Cronologicamente, o primeiro romance brasileiro foi "O Filho do Pescador", 1843, de Teixeira e Souza. A obra, contudo, recebeu críticas e convencionou-se o pioneirismo a para A Moreninha, 1844, de Joaquim Manoel de Macedo (1820 - 1882).

Nacionalismo. Os românticos exaltam o nacionalismo de forma exacerbada, incentivando o amor pela própria pátria e a criação de um herói nacional. Para os europeus, esses heróis são cavaleiros medievais e no Brasil são índios valentes e civilizados.

Escrito em princípios do século XI, Genji Monogatari é considerado para muitos como o primeiro romance da história. Embora não haja provas concretas, acredita-se que o autor do mesmo seja uma mulher: Murasaki Shikibu, a qual fazia parte da corte da imperatriz na época e tinha vasto conhecimento.

Chico

A música “Folhetim” foi composta em 1977 por Chico que pensou em ter como interprete Gal Costa. A música fez parte de um rol de 17 músicas compostas para a peça A Ópera do Malandro (1978), comédia musical inspirada na Ópera dos mendigos, de John Gay e na Ópera dos três vinténs de Bertold Bretch e Kurt Weil.

Folhetins | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa.