O que faz a pessoa ter autismo?

Perguntado por: lxavier . Última atualização: 23 de maio de 2023
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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é resultado de alterações físicas e funcionais do cérebro e está relacionado ao desenvolvimento motor, da linguagem e comportamental. O TEA afeta o comportamento da criança. Os primeiros sinais podem ser notados em bebês nos primeiros meses de vida.

O que se sabe atualmente é que, entre as possíveis causas do autismo, a herança genética desempenha papel muito importante. Bebês que, ao mamar são incapazes de fixar o olhar nos olhos da mãe, podem sofrer de um dos distúrbios atualmente classificados como autismo.

Apoiado pela Autism Speaks, essa pesquisa mostrou que o risco de uma mesma família ter um segundo filho autista é de 20%, sendo: 26% se for menino; 11% se for menina; 32% para bebês com mais de um irmão mais velho no espectro.

Estudos recentes descobriram que os pais de autistas têm uma quantidade maior de mudanças epigenéticas em seus espermatozoides em comparação com os pais de filhos típicos. Isso sugere que o epigenoma do espermatozoide pode desempenhar um papel na transmissão do risco genético para o autismo.

Em casos de TEA sindrômico, pode-se utilizar, ainda, o exoma, um exame que detecta variações genéticas nos éxons, as regiões codificadoras do DNA. É um exame de cobertura obrigatória em casos sindrômicos (após a realização dos exames anteriores).

O aconselhamento genético é também recomendado para auxiliar as famílias no entendimento da condição e possibilidades investigativas. Com o laudo de diagnóstico em mãos, cada caso é analisado individualmente para a confecção de uma sonda personalizada para a família.

Autismo leve, vida normal? Obstáculos na jornada escolar

  1. Dificuldade na interação com os professores e colegas;
  2. Desconforto ao ser pressionado a participar de atividades e brincadeiras em grupo;
  3. Incômodo com estímulos sensoriais como: barulho, iluminação, toques, etc.

Os primeiros sinais de autismo podem surgir por volta dos 18 meses do bebê, e o diagnóstico pode ser fechado antes da criança completar dois anos de idade. Mesmo quando bebês, crianças no espectro apresentam características como foco excessivo em determinados objetos e raro contato visual.

Sim, pessoas com TEA podem chegar à vida adulta, vivendo de maneira independente. Mas, tudo depende do grau do transtorno e de quanto a pessoa foi estimulada durante a vida.

Quando se trata de crianças, um dos sinais mais comuns de autismo é a ausência da fala, ao menos nos primeiros anos de vida. Meu filho mesmo começou a falar aos 4 anos de idade. E o momento das primeiras palavras é sempre marcante para os pais.

O que fazer para evitar? INCLUA: Suplementação adequada de ácido fólico (pelo menos 3 meses antes de engravidar), durante TODA gestação. Atividade física pois tem efeito anti-inflamatório.

Em 2010, foi revelado pela primeira vez o peso do fator genético no TEA, com a comprovação de que o distúrbio é altamente herdável, ou seja, passa com facilidade de pai para filho.

Em 2012, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimou que meninos tinham 4,7 mais probabilidade que meninas de ser diagnosticados como autistas. Em 2018, a proporção havia caído para 4,2 por um. E em dados divulgados pelo CDC no mês passado, a taxa era de 3,1 meninos para uma menina.

Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)
O transtorno do autismo já nasce com a pessoa – ou seja, ninguém “vira autista”, mas os sintomas podem ser percebidos em diferentes idades, dependendo do nível de comprometimento da criança.