O que leva a pessoa a ter autismo?

Perguntado por: epires . Última atualização: 23 de maio de 2023
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Evidências científicas apontam que não há uma causa única, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais. A interação entre esses fatores parecem estar relacionadas ao TEA, porém é importante ressaltar que “risco aumentado” não é o mesmo que causa fatores de risco ambientais.

Movimentos repetitivos, incluindo as estereotipias; Repetição das mesmas palavras; Uso inadequado e repetitivo dos brinquedos; Reações inadequadas a sons, cheiros, sabores ou texturas.

Assim, um dos maiores estudos recentes sobre a quase do autismo, mostra que quase o transtorno é quase totalmente genético, sendo 81% hereditário, ou seja, herdado dos pais ou mais. Estamos falando da pesquisa publicada pelo JAMA Psychiatry em 2019, que teve mais de 2 milhões de indivíduos, de 5 países diferentes.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Mind em 2011, foi constatado que irmãos mais novos de pessoas autistas têm 7 vezes mais probabilidade de também nascerem com o transtorno.

Uma pesquisa da USP cruzou dados de pacientes e mostrou que a exposição da gestante a fatores ambientais e psicossociais (como estresse, exposição a produtos químicos e perda de um ente querido, por exemplo) pode aumentar a possibilidade do desenvolvimento do autismo nos filhos.

O componente genético para o especto autista sempre está presente, no entanto, a prevenção para novos nascidos é possível apenas quando este fator genético é o único responsável pelo disturbio e pode ser detectado por um teste de diagnóstico.

Um estudo publicado no periódico Jama em 2015 analisou crianças cujas mães tiveram diabete gestacional na 26ª semana de gravidez e concluiu um risco 42% maior de desenvolver algum tipo de transtorno do espectro autista.

DSM-4 e os tipos de autismo

  • Autismo infantil;
  • Síndrome de Asperger;
  • Transtorno Desintegrativo da Infância;
  • Transtorno Invasivo de Desenvolvimento Sem Definição Específica.

Um estudo publicado pelo jornal científico Archives of Disease in Childhood, da Inglaterra, constatou que, em média, crianças com autismo dormem 43 minutos a menos do que as demais da mesma faixa etária.

Em casos de TEA sindrômico, pode-se utilizar, ainda, o exoma, um exame que detecta variações genéticas nos éxons, as regiões codificadoras do DNA. É um exame de cobertura obrigatória em casos sindrômicos (após a realização dos exames anteriores).

Estudos recentes descobriram que os pais de autistas têm uma quantidade maior de mudanças epigenéticas em seus espermatozoides em comparação com os pais de filhos típicos. Isso sugere que o epigenoma do espermatozoide pode desempenhar um papel na transmissão do risco genético para o autismo.

Em 2010, foi revelado pela primeira vez o peso do fator genético no TEA, com a comprovação de que o distúrbio é altamente herdável, ou seja, passa com facilidade de pai para filho.

O que fazer para evitar? INCLUA: Suplementação adequada de ácido fólico (pelo menos 3 meses antes de engravidar), durante TODA gestação. Atividade física pois tem efeito anti-inflamatório.

Agora, vamos entender o principal questionamento: autistas podem ser adultos independentes? Sim, pessoas com TEA podem chegar à vida adulta, vivendo de maneira independente.

6 Famosos autistas: conheça algumas personalidades no espectro

  • Angélica Morango.
  • Dan Aykroyd.
  • Vitor Fadul.
  • Amanda Ramalho.
  • Sia.
  • Chris Packham.

Em um dado chocante descoberto por essa pesquisa, temos que a taxa de mortalidade em pessoas com autismo aumentou 700% em 16 anos nos Estados Unidos. Além disso, a média de idade no momento da morte foi de 36 anos, muito mais jovens do que o resto da população em geral, referiu a pesquisa.

Além disso, sugere que 18% a 20% dos casos têm causa genética somática, ou seja, não hereditária. Enquanto cerca de 3% dos casos se apresentam com causas ambientais, como também pela exposição às drogas, infecções, estresse, desequilíbrios metabólicos e traumas durante a gestação.