Onde ocorre a nidação é a fecundação?

Perguntado por: acorte3 . Última atualização: 28 de maio de 2023
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A nidação é a implantação do óvulo fecundado na parede uterina. Após a fecundação, que ocorre nas tubas uterinas, inicia-se a divisão celular e o embrião, chamado de zigoto nesse estágio, se move até o útero.

A estimativa é que a nidação ocorra a partir do sétimo dia após a fecundação. Nidação consiste em um leve sangramento, de tom rosa-claro ou marrom, que ocorre antes do período menstrual. Isso confirma que o blastocisto se firmou na parede do útero, ou seja, houve o processo de implantação do óvulo fecundado no útero.

No processo de nidação, o óvulo permanece nas trompas em um período que pode durar de 24 a 36 horas, podendo ser fecundado ou não. Em caso positivo, o óvulo se torna um embrião e, após a nidação e a formação da placenta, passa a produzir o hormônio hCG (gonadotrofina coriônica).

A nidação ou implantação é o momento em que o óvulo fecundado (agora chamado de zigoto) penetra completamente no revestimento interno do útero. Isto costuma ocorrer a partir do 7º dia após a fertilização. Nesse processo de fixação pode ocorrer um leve sangramento, com duração média de três dias.

A fecundação ocorre quando o espermatozoide, que neste momento já perdeu sua cauda, se encontra com o núcleo do óvulo misturando assim o material genético feminino com o masculino.

Dependendo do exame realizado, podemos ter um teste de sangue positivo em aproximadamente 10 dias após a nidação e um teste de urina (encontrado em farmácias) positivo em 20 dias. Saiba mais sobre o exame Beta hCG.

A fecundação, encontro do espermatozoide com o ovócito, ocorre na tuba uterina. O desenvolvimento do embrião ocorre no útero.

O sangramento da nidação não apresenta intensidade, é eliminado em pouca quantidade e dura entre dois a três dias, em média. Por outro lado, o sangramento de origem menstrual é contínuo, possuindo geralmente um volume e quantidade maior, podendo durar mais, entre três a sete dias.

Pode ocorrer fecundação no mesmo dia da relação? Sim! Sabe-se que o espermatozoide pode chegar às trompas cerca de 90 segundos após a ejaculação. Nesse sentido, se a mulher tiver ovulado naquele dia, a fecundação, ou seja, o encontro dos gametas ocorre imediatamente.

Demora cerca de 6-12 dias para o óvulo fecundado viajar até o útero e se prender na parede do útero no processo conhecido como implantação (1,8). O óvulo é empurrado em direção ao útero pelos cílios (1). O óvulo precisa se prender ao útero para designar uma gravidez de fato.

Muitas vezes, os problemas de fertilidade ocorrem justamente no processo de nidação. Assim, qualquer tipo de alteração no endométrio pode provocar falhas, resultando em abortamento.

Alterações na anatômica do útero também podem prejudicar o processo de nidação. Entre as principais alterações anatômicas congênitas estão o útero bicorno e o útero septado, mas elas também podem surgir como consequência de doenças, entre elas a endometriose e os miomas uterinos, por exemplo.

O período entre a fecundação, até o início da nidação, dura em média 5 a 12 dias, variando de acordo com cada organismo.

Sintomas da Nidação
A mulher pode sentir pequenas pontadas e leves dores abdominais, muito semelhantes às cólicas menstruais. Outro sintoma comum é o sangramento, que não chega à intensidade do fluxo de uma menstruação e geralmente é amarronzado ou rosado. Além disso, ele não dura mais do que três dias.

Caso seja fecundado, o óvulo se torna um embrião e, após a nidação e formação da placenta, passa a produzir o hormônio hCG (gonadotropina coriônica). Se o óvulo não for fecundado, a produção do LH reduz em virtude da regressão do corpo-lúteo e ocorre a menstruação.

O beta-hCG, portanto, é produzido pelo embrião após a implantação e pela placenta e, por isso, só está presente no corpo feminino durante a gravidez, o que o torna fundamental para a sua confirmação. O hCG está presente no sangue a partir do 10º dia de gravidez, quando já pode ser detectado pelo teste beta-hCG.

Algumas mulheres também podem sentir cólicas abdominais. Logo na primeira semana, podem surgir as náuseas e os vômitos.