Por que minha filha grita tanto?

Perguntado por: ajaques . Última atualização: 20 de maio de 2023
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1A criança que grita, faz porque aprendeu que os gritos altos lhes dão poder. 2Gritar pode parecer um benefício e isso se torna incentivo suficiente para que ela grite o tempo todo. 3Além disso, uma criança não grita porque ainda não desenvolveu a linguagem.

Bebês choram, isso é uma verdade.
Mais de uma vez ao dia, é normal que chorem e que chorem bastante. Mas o fato de ser comum não significa que o choro do bebê deva ser ignorado. Pelo contrário, essa é a principal forma de comunicação dele, então não é legal deixá-lo “falando” sozinho.

Gritos podem elevar produção do hormônio do estresse, ativando um estado de alerta constante nos pequenos. Muitos de nós, criados entre gritos, nos vemos reproduzindo esse comportamento no dia a dia com nossos filhos, principalmente em meio ao grande estresse causado pelo isolamento do novo coronavírus, não é mesmo?

Existem diversos tipos de gritos, diferentes sons, diferentes emoções (medo, dor, necessidade). Existem gritos de prazer, de satisfação e outros de raiva. Os gritos podem exprimir ou encobrir emoções que não se conseguem transmitir verbalmente. A questão está em "expressar" os sentimentos e não falar acerca deles.

O crime de maus tratos encontra tipificação no artigo 136 do Código Penal. É importante considera que a legislação pátria considera como legítimo o animus corrigendi, ou seja, quando o agente, no caso os pais, desejam unicamente corrigir seus filhos, tal como se dá na admoestação verbal.

Em algumas situações, o grito pode ser a atenção e o "divertimento" que seu filho estava procurando. É comum que crianças do espectro, por exemplo, entendam a atenção e o grito como uma brincadeira, deem risada e corram.

Os motivos podem ser os mais diversos possíveis, desde frio, fome, dor, medo, raiva, desconforto, sono, etc. Mas podemos nos ater em dois tipos possíveis causas: as causas físicas e as causas emocionais. As causas físicas são mais comuns e as mais facilmente identificadas.

Crise dos 3 anos de idade
Nessa etapa eles entendem o que pode ou não ser feito, além de já saberem qual tipo de comportamento é adequado para cada ocasião. Para evitar possíveis episódios de manhas, especialmente fora de casa, explique para a criança tudo o que irão fazer.

É possível perceber quando a birra não é normal se a criança está em um ambiente muito agitado, com sons altos, multidões, ambientes desconhecidos, luzes muito brilhantes e mudanças rápidas de atividades que vão superestimular a criança.

Sob o efeito do estresse, a amígdala desencadeia a secreção de cortisol e adrenalina, que são muito tóxicas quando presentes em grandes quantidades no cérebro imaturo de crianças pequenas, pois elas não têm capacidade de avaliar a situação.

Beba bastante água – a água vai cair na corrente sanguínea e chegar nas cordas vocais 30 minutos depois. Faça repouso vocal por dois ou três dias – poupar a voz, ficar sem falar, é fundamental para recuperar a voz. Não pigarreie – ficar pigarreando força as pregas vocais e piora o quadro.

Essa fala descontrolada é fruto da mente em desequilíbrio. Pela falta de paciência e sensação de irritação vêm a falta de controle de muitas pessoas que descrevem esse sentimento como se o "emocional ficasse abalado" e explodem em comportamentos agressivos e gritos.

A fase dos gritos ocorre por volta de um ano de idade e indica o desenvolvimento da linguagem.

6 conselhos práticos para evitar os gritos em casa

  1. - Reconhecer o problema.
  2. - Estabelecer um compromisso.
  3. - Tomar um tempo para se tranquilizar.
  4. - Antes de falar, pense no que dizer e como dizer.
  5. - Pedir desculpas na hora.
  6. - Evitar jogar lenha na fogueira.

Gritar gera um ciclo de ofensas e desrespeito. E isso em qualquer tipo de relacionamento. Quanto mais os pais gritam, pior se comportam as crianças – o que gera mais gritos. Por isso, para romper essa cadeia, é importante se comprometer com o uso de práticas disciplinares alternativas, que não envolvam erguer a voz.

O promotor de defesa da Infância e da Juventude do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Anderson Pereira de Andrade, ressaltou que a palmada está incluída no crime de maus tratos previsto no Código Penal e em artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“A criança que apanha pode vir a desenvolver problemas de autoestima, criando autorregras e crenças deturpadas sobre si mesma, como por exemplo, 'eu sou uma pessoa horrível', 'meus pais não gostam de mim e por isso me batem', ou, 'eu só faço coisa errada'”, explica.

“Antes, pais tóxicos se impunham, com limites muito agressivos, em vez de acompanhar a autonomia dos filhos”, diz Saraco. Exemplos típicos são os pais que forçaram seus filhos a seguir determinadas carreiras ou seguir certas tradições familiares. “O efeito no filho é que ele não consegue tomar decisões.