Porque a Igreja Católica cobre as imagens?

Perguntado por: hnogueira4 . Última atualização: 22 de maio de 2023
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Ao velar o crucifixo, até a Sexta-feira Santa, e as imagens dos santos, até a Vigília Pascal, a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fiéis uma mortificação à sua visão.

A prerrogativa papal para declarar oficialmente "novos" santos só veio no ano 1170, em documento do papa Alexandre 3º – a doutrina católica afirma que os santos são apenas reconhecidos pela Igreja, e não criados por ela.

Gregório Magno (? 604), porém, escrevia a Severo, bispo de Marselha, que mandara destruir imagens por causa do perigo de falso culto: “Era preciso não as quebrar, pois as imagens não foram colocadas na igreja para ser adoradas, mas apenas para instruir as mentes dos ignorantes” (ep. 9,105).

Segundo o Padre Henrique Maciel, missionário redentorista, a prática de cobrir as imagens dos santos, sobretudo os crucifixos, tem o sentido de antecipar o luto da Igreja pela morte do Senhor.

São símbolos da proteção que o Direito Internacional confere aos doentes e feridos, assim como aos que prestam assistência, durante um conflito armado. Mostram aos combatentes que não devem atacar qualquer pessoa ou objeto identificado com esses emblemas.

Levítico 19–20 relata a ênfase do Senhor na santidade. A palavra santo em hebraico é “qadash” que significa ser santificado, consagrado e dedicado ou separado do mundo e da iniqüidade.

Apropriando-se da maneira de cultuar adotada pelos nativos, estes foram, aos poucos doutrinando-os através das concepções religiosas características do Catolicismo. A idolatria esteve quase que exclusivamente atrelada, no período medieval e das chamadas Grandes Navegações, a um contexto religioso.

A Bíblia diz que imagens são coisas mortas que não devemos adorar. Imagens estão muitas vezes associadas a idolatria (adoração de coisas que não são Deus). O 2º Mandamento deixa claro que é errado fazer imagens para adorar, ou prostrar-se diante de imagens (Êxodo 20:4-5). Isso é idolatria.

São Dimas

Mas ser declarado pelo próprio Jesus é uma coisa única. E São Dimas recebeu isso." Lira concorda que "a pessoa representada no nome de Dimas" deve ser considerada o primeiro santo da história.

Isso teria feito com que, ao longo do tempo, as imagens e esculturas de santos fossem concebidas como pessoas vivas, que falam aos homens, se movem, sangram, choram, curam milagrosamente as doenças que os devotos lhes imploraram.

Igreja do Latrão

Pelo ano 320, aí foi construída uma igreja, a Igreja do Latrão, a primeira de todas as igrejas do Ocidente, por data e por dignidade.

A Igreja Católica era um obstáculo às práticas comerciais burguesas, pois era contra a cobrança da usura, ou seja, dos juros. As igrejas cristãs que surgiram após a Reforma Protestante mudaram a visão sobre o comércio. Valorizavam o trabalho e não condenavam o lucro.

A Igreja católica se baseia no cristianismo, a crença em Jesus Cristo, um homem que afirmava ser enviado pelo criador do mundo, Deus, para falar à humanidade. Ela surgiu no século 1 da nossa era, sendo o calendário cristão definido pelo ano que se supõe ser o nascimento de Jesus.

A Igreja Matriz de São Mateus do Sul, na região Sul do Paraná, foi vandalizada nesta segunda-feira (10) com 28 imagens de santos sendo destruídas. Entre elas, a de Nossa Senhora do Sagrado Coração de Jesus.

As Cruzes permanecem cobertas até ao fim da adoração da Cruz, na Sexta-Feira Santa, e as Imagens até ao Hino dos Anjos (Glória a Deus nas Alturas) no Sábado Santo”.

O Branco significa o desejo de paz e de pureza d`alma exigida pela rígida moral religiosa e de costumes vigentes nos redutos, onde as 'virgens' representavam papel primordial na organização cabocla.

As imagens são cobertas com um tecido roxo. É uma prática facultativa. O crucifixo é descoberto na sexta-feira da paixão na adoração da Santa Cruz, e os santos na Vigília Pascal.

São Sebastião

As flechas de São Sebastião nos revelam a primeira fase das torturas que o santo enfrentou. Tendo como carrasco seus companheiros de exército, São Sebastião suportou várias flechadas em seu corpo sem renegar a fé", diz ainda o padre Mengali.