Quais os tipos de sequelas que a covid pode deixar?

Perguntado por: iresende . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Segundo a Rede de Pesquisa Solidária, fadiga, dor, tontura, sudorese, calafrios, perda de peso, ansiedade, falta de atenção, alteração no sono, dor nas articulações, perda de memória, tosse, falta de ar e enxaqueca são algumas das sequelas mais comuns em sobreviventes de covid.

Com o passar dos dias, o coronavírus se espalha e o corpo reage a essa invasão. Nesse período podem surgir os primeiros sintomas, — febre, nariz escorrendo (coriza), dor de garganta e tosse, muito semelhantes a um resfriado comum.

“Ao infectar os astrócitos, o vírus provoca uma alteração em todo o mecanismo de produção energética da célula, o que pode prejudicar a sobrevivência e a função de suporte que ela desempenha para os neurônios”, destacou Victor Corasolla, pesquisador do LNP da Unicamp e um dos autores principais do estudo.

Perda de olfato e paladar: A perda de olfato (anosmia) e de paladar (ageusia) foram os primeiros sintomas neurológicos relatados e podem ser considerados marcadores diagnósticos úteis para a doença. Um estudo europeu reportou 86% e 82% dos pacientes apresentavam, respectivamente, anosmia e ageusia.

No entanto, de acordo com alguns estudos uma a cada três pessoas infectadas também pode apresentar sintomas neurológicos como perda de olfato, alterações no paladar, dor de cabeça, tontura, sonolência e até mesmo confusão mental. De acordo com a neurologista da NeuroAnchieta, Dra.

Talvez a derradeira surpresa tenha sido a da covid longa, caracterizada por sintomas persistentes por meses consecutivos: perda de olfato e paladar, tosse seca, dor de cabeça, dores musculares, fôlego curto, fadiga, neblina cerebral, perdas cognitivas e transtornos psiquiátricos, entre outros sintomas debilitantes.

Covid-19: reinfecção pode ter efeito cumulativo e causar mais complicações - 17/11/2022 - UOL VivaBem.

Pessoas assintomáticas também desenvolvem sequelas, inclusive sequelas graves”, indica Rafaella. “Temos identificado pacientes assintomáticos que apresentaram trombose, perdas cognitivas, fadiga ou cansaço extremo, dificuldade respiratória ao esforço leve e dores de cabeça frequentes e diárias do tipo enxaqueca”.

Cerca de 2,5% relatam problemas ao menos por três meses. Ainda segundo a instituição, mais de 30% dos pacientes com covid que foram hospitalizados ainda sentem algum mal-estar depois de seis meses, que varia de cansaço e dificuldade para respirar até ansiedade e dor nas articulações.

Ainda que a COVID-19 não acometa apenas o sistema respiratório, um dos principais sinais de que a doença pode se tornar um pouco mais séria é o comprometimento dos pulmões (ou acomentimento pulmonar). Acometimento pulmonar é a perda da capacidade de oxigenar o sangue, com consequente “falta de ar”.

O que ocorre é que a proteína spike (a coroa do vírus, por assim dizer) se liga às células de nosso corpo por meio da enzima ECA2 e assim nos infecta. É essa “conexão” que danifica nossas células, causando efeitos em cascata em diferentes órgãos.

De acordo com recentes estudos desenvolvidos na China, os sintomas gastrointestinais estão presentes em 45% dos pacientes diagnosticados com Covid-19. São sintomas como náusea, vômito, diarreia, dores abdominais e falta de apetite.

O minoxidil, assim como a ivermectina, permaneceram entre as palavras mais buscadas do segmento no primeiro semestre, porém demonstrando tendência de queda, enquanto outros medicamentos começam a ganhar atenção dos brasileiros.

De acordo com uma pesquisa da Fiocruz, 50% das pessoas que foram infectadas pelo vírus têm covid longa. Dentre elas, 78% relataram terem comprometimento cognitivo.

Notícias

  • Mudanças no humor, comportamento e na personalidade;
  • Dificuldades na aprendizagem, para caminhar e movimentar-se;
  • Dificuldades para ler, falar, entender e memorizar;
  • Apatia;
  • Desorientação.

Os sintomas ou sinais incluem: falta de controle muscular e coordenação. dificuldades de locomoção e mobilidade. fala arrastada ou dificuldade em falar.

A névoa mental é um sintoma comum e mal compreendido da covid-19 prolongada, que acomete aproximadamente 46% dos pacientes. No entanto, muitos médicos concordam que o termo é vago e não expressa adequadamente a complexidade da condição.

É crescente o número de manifestações neurológicas da infecção por SARS-CoV-2, que pode afetar tanto o sistema nervoso central (SNC), como encefalopatias e acidentes vasculares, quanto o sistema nervoso periférico, como disfunções do paladar e olfato, a síndrome de Guillain-Barre, e suas variantes.