Quais são as causas da voçoroca?

Perguntado por: agaspar . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Agora, sim: por que as voçorocas ocorrem? Porque determinadas áreas muito inclinadas, como encostas e morros, sofrem com um volume de chuvas maior do que o tipo de solo - normalmente arenoso - é capaz de suportar.

Os termos "voçoroca" e "boçoroca" têm origem no termo tupi antigo ybysoroka, que significa "terra rasgada" (yby, "terra" + sorok, "rasgar-se, romper-se" + a, sufixo nominal).

Um fenômeno geológico pode fazer desaparecer a cidade Buriticupu, que fica a 417 km de São Luís, no Maranhão. São enormes abismos provocados pela chamada "voçoroca", que acontece em áreas onde a vegetação é escassa e não mais protege o solo.

Também conhecida como boçoroca ou buracão, a voçoroca é definida como um fenômeno geológico. Ela ocorre no solo e está associada à erosão e até mesmo a deslizamentos, causados pela remoção de vegetação de pedaços de terra.

voçoroca chitolina

A maior delas é conhecida como voçoroca chitolina e já arrastou cerca de 17 milhões de m³ de areia para o leito do rio. A chitolina tem cinco quilômetros de extensão, por 70 metros de largura e 50 metros de profundidade.

Para cercar uma voçoroca, impedindo que ela se alastre, é necessário conjugar diversos instrumentos. Dentre eles, o chamado preenchimento de faxina. Galhos e vegetação rasteira que se encontram no solo são colocados dentro do vão central do enorme buraco. Outra possibilidade é um dique de contenção feito de madeira.

Sendo assim, para evitar a erosão é importante eliminar o fator “desagregamento do solo pela chuva” e aumentar a velocidade de infiltração da água no solo.

A erosão por ravinamento resulta exclusivamente da ação da chuva e do escoamento superficial concentrado, enquanto as voçorocas, podem ser oriundas de mecanismos mais complexos, no qual existe uma interconexão entre processos associados ao escoamento superficial, infiltração e a drenagem subsuperficial.

A erosão causada pelo vento se chama eólica, é a retirada superficial de fragmentos mais finos. É o desgaste físico das rochas através, principalmente, do impacto e/ou atrito de partículas transportadas pelo vento. O vento "esculpe" as rochas lhes atribuindo formas.

Voçoroca Olho d'Água: comporta dois braços, muito compridos e profundos. No braço direito, com mais de 800m de extensão e 30m de profundidade, o solo, na extremidade da cabeceira, é arenoso com até 1,90m de profundidade e argilo-arenoso a partir de 2,50m.

As voçorocas podem ser classificadas conforme seu grau de desenvolvimento em: ativa, inativa e paleovoçoroca. O grau de atividade pode ser definido pelo grau de suavização de suas bordas e pela presença de vegetação.

CONSEQUÊNCIAS DA DESERTIFICAÇÃO
A insegurança alimentar devido à perda de colheitas ou redução de renda. A perda da cobertura vegetal e, portanto, de alimento para o gado e os seres humanos. O aumento do risco do surgimento de doenças zoonóticas, como a COVID-19.

Na natureza, o processo erosivo ocorre pela ação natural do sol, de ventos e, principalmente, da água da chuva. No entanto, práticas do agronegócio podem contribuir para o processo ocorrer, como o desmatamento, plantio em terreno inclinado, queimadas, monocultivo, uso abusivo de fertilizantes e excesso de pastoreio.

É um dos tipos de erosão causados pelas chuvas, chamado de erosão pluvial. A erosão é um processo, e pode acontecer em três etapas. A primeira é quando a gota de chuva cai no solo e acaba por compactá-lo ao mesmo tempo em que desagrega parte da sua estrutura.

Redução da capacidade de retenção de água: A erosão causada pelas voçorocas resulta na remoção de camadas de solo que normalmente atuam como reservatórios naturais de água. Com a perda dessas camadas, a capacidade do solo de reter e armazenar água é reduzida.

A diferença básica de uma ravina e uma voçoroca está na forma da calha por onde escoa a água da chuva. Na ravina, essa calha tem a forma em V, e nas voçorocas essa calha tem a forma em U, não apresentando, portanto fundo plano (VIEIRA, 1998). Segundo OLIVEIRA et al.

Uma das soluções propostas pelos pesquisadores é a construção de ''paliçadas'', barreiras físicas feitas de bambu ou pneus velhos. ''Essas barreiras diminuem o impacto da água das chuvas na área já degradada'', diz Resende.