Quais são as drogas usadas em uma parada cardiorrespiratória?

Perguntado por: abotelho2 . Última atualização: 27 de maio de 2023
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A primeira droga a ser utilizada é a adrenalina ou epinefrina. Do ponto de vista farmacológico é classificada como uma substância adrenérgica tem forte atuação no sistema cardiorrespiratório. Nos vasos sanguíneos atua em receptores próprios chamados de receptores alfa 1 e beta 2.

Na sequência de drogas, a amiodarona é o primeiro antiarrítmico a ser utilizado (300 mg EV/IO), podendo ser aplicada a segunda dose (150 mg IV/IO), se não houver reversão da arritmia após o próximo choque.

Sulfato de Atropina é indicado para o bloqueio temporário de efeitos muscarínicos graves ou potencialmente letais, por exemplo, como um antisialogogo, um agente antivagal, um antídoto para intoxicação por organofosforados, carbamatos ou cogumelos muscarínicos, e para tratar bradicardia sintomática.

Administrar adrenalina 1 mg, seguida de flush de 20ml de solução fisiológica. (em intervalos de 3-5 min). Parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação súbita da atividade mecânica do coração.

Cloridrato de Amiodarona é indicado para os seguintes casos:
Distúrbios graves do ritmo cardíaco, inclusive aqueles resistentes a outras terapêuticas; Taquicardia ventricular sintomática; Taquicardia supraventricular sintomática; Alterações do ritmo associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Para quem a epinefrina é indicada? A epinefrina é indicada para pacientes que sofrem com crises asmáticas ou precisam controlar pequenas hemorragias cutâneas. Além disso, em situações de parada cardiorrespiratória, estados de choque, choque anafilático.

As indicações para o uso de Epinefrina na sala de emergência são: Parada cardiorrespiratória. Choque circulatório refratário. Anafilaxia e choque anafilático.

As ventilações devem ser realizadas para adulto em uma proporção de 2 ventilações para 30 compressões e crianças até 8 anos ou 25 quilos, 2 ventilações para 15 compressões com 2 socorristas e 2 ventilações para 30 compressões, com 1 socorrista.

Tipos de PCR

  1. Fibrilação Ventricular. Na fibrilação ventricular, é quando o ritmo cardíaco é desequilibrado e irregular, fora do ritmo sinusal, resultando na incapacidade do coração em manter uma circulação sanguínea adequada.
  2. Taquicardia ventricular. ...
  3. Assistolia. ...
  4. Atividade elétrica sem pulso.

Esta ação aumenta a pressão diastólica durante a parada cardiorrespiratória (PCR), melhorando assim o fluxo sanguíneo coronariano e a chance de um retorno da circulação espontânea.

A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) consiste em uma série de manobras realizadas por profissionais de saúde, ou por leigos, para reverter a parada cardiorrespiratória (PCR) e manter a oxigenação e perfusão tecidual adequadas.

O uso do bicarbonato de sódio se justifica por sua capacidade de aumentar o pH sérico, o que desencadeia a liberação de íons H+ pelo sistema tampão. Para que seja mantida a neutralidade elétrica, o potássio é movido para o meio intracelular.

Atualmente, recomenda-se administrar epinefrina o mais precocemente possível na PCR com ritmos não chocáveis. Administrá-la somente após o 2º choque na PCR com ritmo chocável.

A vasopressina pode substituir a primeira ou segunda dose de epinefrina. Muitos estudos não encontraram benefício de sobrevida com o uso da vasopressina em relação à adrenalina, mas alguns pesquisadores especulam que pode haver uma vantagem em pacientes com parada prolongada.

A adrenalina é o medicamento de eleição para o tratamento da anafilaxia. Administrada por via intramuscular, na face anterolateral da coxa, na dose indicada para a idade, apresenta grande eficácia e segurança comprovada desde que o seja tão logo quanto possível.

Interrupção das trocas gasosas pulmonares durante > 5 minutos pode lesar irreversivelmente órgãos vitais, especialmente o encéfalo. Parada cardíaca quase sempre ocorre a seguir, a menos que a função respiratória seja rapidamente restaurada.

Portanto, se seu paciente pesa 50 kg, você irá administrar 50 mcg/min (1mcg/kg/min), ou seja, 0,5 ml do soro glicosado a 5% em que você aplicou anteriormente a adrenalina; Como 1 hora tem 60 minutos, você irá ajustar a bomba para infundir 30 ml em 1 hora: 0,5 ml x 60 min = 30 ml/h.

O cloridrato de dobutamina é usado para aumentar a contratilidade cardíaca no tratamento de insuficiência cardíaca aguda resultante tanto de doença cardíaca orgânica como de procedimentos cirúrgicos cardíacos.