Qual a diferença de araruta e polvilho doce?

Perguntado por: afernandes . Última atualização: 17 de maio de 2023
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A nutricionista explicou que a farinha extraída da planta contém menos amido que o polvilho doce e a diferença também está nos valores calóricos. “Em 50g de farinha de araruta tem 179 calorias, já a mesma quantidade de polvilho doce tem 355 calorias”.

A araruta é uma raiz que contém boas quantidades de fibras, que ajudam a aumentar o bolo fecal e regular a frequência das evacuações, podendo ser usada no tratamento de prisão de ventre, diarreia e síndrome do intestino irritável.

Tanto o doce quanto o azedo são fabricados a partir da decantação da mandioca, no entanto, o polvilho doce passa apenas pelos processos de secagem e moagem, enquanto o polvilho azedo passa por um processo de fermentação antes de ser moído, o que resultará em um sabor mais ácido e intenso.

Ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue
Quem tem diabetes pode se beneficiar do consumo, já que o amido resistente não eleva a glicemia, como os carboidratos de modo geral”, explica Haiek. Para essa ação, a nutricionista recomenda o consumo da araruta cozida.

Maranta arundinacea

Araruta não é só para amido
Quando cozida, amacia, sem ficar mole como batata. O sabor lembrou um coquinho cozido de pupunha sem cor. Aliás, um blend de pinhão e pupunha, não só no sabor, mas também na textura.

Significado de Araruta
substantivo feminino Fécula fácil de digerir, extraída do rizoma da maranta, e que permite o preparo de caldos e mingaus muito leves para bebês.

Da araruta, três são as cultivares de importância no Brasil: Comum, Creoula e Banana, sendo que as duas primeiras são predominantes, com a primeira sendo a mais difundida comercialmente.

Goma de tapioca - O amido de tapioca é o melhor substituto para o pó de araruta. Se você está indo para o pó de tapioca, você precisa usar a mesma quantidade do pó de araruta. Funciona bem em tortas, geléias etc. O amido de tapioca é o único substituto sem glúten.

Com relação aos aspectos funcionais, a farinha de araruta apresentou elevado teor de amido resistente (29,47%), baixo IG (41,8), além de potencial prebiótico contribuindo para o aumento da contagem de Lactobacillus casei.

Acredita-se que a farinha de araruta possa fornecer nutrientes como fibras, cálcio, manganês, potássio e vitaminas do complexo B. Ao mesmo tempo, ele pode ajudar a oferecer quantidades menores de cobre, ferro, fósforo, magnésio e zinco. Além disso, a farinha de araruta também é composta por carboidratos.

O polvilho azedo não contém gorduras e é livre de glúten, por isso, pode ser utilizado no dia a dia de pessoas com doença celíaca, ou que pretendem diminuir o consumo dessa proteína.

De sabor suave, o polvilho doce confere elasticidade aos pratos, funcionando como uma espécie de cola que dá liga aos demais ingredientes. Por isso, ele é indicado para o preparo de biscoitos, tapiocas e pães que necessitam de uma textura mais cremosa.

O polvilho doce, também conhecido como fécula de mandioca, é extraído a partir do líquido que sai do processo de prensa da massa de mandioca na hora da fabricação da farinha.

Confira, então, alguns bons exemplos de farinhas para quem tem diabetes:

  • 1 – Farinha de amêndoas. Além de possuir um baixo índice glicêmico, ela é livre de glúten — o que é ótimo para os celíacos. ...
  • 2 – Farinha de coco. ...
  • 3 – De grão-de-bico. ...
  • 4 – Farinha de aveia. ...
  • 5 – Farinhas para quem tem diabetes: de espelta.

A farinha de amêndoas, por exemplo, é uma rica fonte de energia, proteínas, vitaminas e nutrientes. Perfeita para substituir a farinha branca, criar bolos, doces e as mais variadas receitas. Ainda auxilia a baixar os níveis glicêmicos no sangue e é indicada para quem tem diabetes do tipo 2 por conter magnésio.