Qual a diferença de Exu e pomba-gira?

Perguntado por: lcamilo5 . Última atualização: 24 de maio de 2023
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Exu é representado pela liberdade, força e, principalmente, pelo trabalho. Pomba-Gira é representada através de atributos considerados típicos do sexo feminino, como beleza e sensualidade, e também pelo trabalho.

Oferendas:

  1. Pombagira: flores vermelhas, vinhos, espumantes, perfumes, batom vermelho e jóias.
  2. Exu: conhaque, cachaça, gim e whisky.

O Exu é um Orixá trabalhor, defensor e conhecido como o mensageiro e o Guardião dos terreiros, das aldeias, das cidades, das casas, do axé e do comportamento humano. Além disso, ele representa a comunicação, a paciência, a ordem e a disciplina.

Ela atua como mensageira dos Orixás, cumprindo sua tarefa de evoluir através da ajuda aos outros. Suas cores são o vermelho e o preto, e ela é representada com saias rodadas, blusas rendadas, colares, flores e muitos enfeites. Suas oferendas são o champanhe, o vinho, as bijuterias e os batons.

Segundo Barbosa (2014), Exu e Pomba-Gira realizam o trabalho considerado pesado dentro da Umbanda, como desmanches de demandas, policiamento e proteção de templos. Estas entidades são os conselheiros, protetores, orientadores, exercendo inúmeras funções que podem ser resumidas em uma palavra: guardiões.

Atua no caos para que a ordem prevaleça. Não gosta de displicência e de injustiça. Exu é o orixá que entende como ninguém o princípio da reciprocidade. Exu é também o guardião do mercado, do comércio.

"Laroyê, Exu", que também pode ser escrito como "Laroiê, Exu", é uma expressão usada como saudação à entidade Exu. Ela pode ser traduzida como "Salve, mensageiro", com uso sendo comum em rituais do Candomblé e da Umbanda.

Exu na Umbanda
Trabalha conduzindo energias pesadas, desfazendo demandas e é responsável pela abertura de caminhos, como preconiza a tradição Iorubá. Costuma ser cultuados geralmente no primeiro dia do mês, ou no primeiro dia de abertura dos trabalhos, para proteger os templos de energias perversas e malignas.

Nosso exu tem que comer sangue, pois o sangue é vida e energia. Quanto mais ele se alimentar com sangue, mais forte ele vai ficar.

As Pombagiras são cultuadas nas segundas-feiras, quando seus devotos as ofertam homenagens. Na Umbanda, esses seres se dividem em linhas dos Orixás, suas manifestações se darão de acordo com o poder que manifesta cada um e o que elas têm para ensinar aos seus filhos.

Cada um deles tem sua bebida e comida preferida, indo desde a já famosa farofa, cachaça e a cerveja, até vinhos e uísques refinados. Velas, charutos ou cigarros são sempre bem-vindos. Para as Pombagiras, itens mais delicados agradam mais, como brincos, pulseiras, colares, perfumes, rosas, champanhe, anis, vinho rosé.

Os exus mais evoluídos são chamados de "exus cabeças de legião", e comandam uma legião espiritual. São eles: Exu Lalu - serventia direta de Oxalá. Exu Tiriri - serventia direta de Ogum.

Santo Antônio

A data faz com que, no sincretismo com a religião católica, Exu seja representado por Santo Antônio.

Relativamente aos exus, o fator de movimento preponderante é o peso (intencionalidade). São intensamente "pesados" (muito relaxados). O caminhar dos exus, seja em pé, seja com a ajuda dos joelhos, não tem tensão muscular, não resiste ao peso, é passivo diante do seu corpo, que parece ter um "peso" grande.

Nos terreiros, é comum ouvir que a gargalhada da Pomba-gira limpa, descar- rega a energia acumulada abrindo caminho para o novo que vem, ou para que os caminhos de quem a procura fiquem abertos. A crença nesta competência do riso reflete a crença no próprio feminino e em seu poder.