Qual a diferença de TI Rads e Birads?

Perguntado por: imodesto . Última atualização: 27 de maio de 2023
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A categorização ultrassonografica ACR Ti-rads é um sistema de classificação de nódulos da tireoide que pretende, à semelhança da categorização Birads, utilizada nos nódulos mamários avaliar o risco de malignidade do nódulo baseado nas características observadas.

O grupo TIRADS 2 é considerado como risco de malignidade próximo de zero e inclui os quistos simples, os nódulos “espongiformes” os “white knights”, as macrocalcificações isoladas e nódulos isoecogênicos confluentes.

Por outro lado, a categoria ACR TI-RADS 5 é reservada para nódulos que têm características altamente sugestivas de câncer e que geralmente requerem biópsia (punção aspirativa por agulha fina).

A classificação ACR TI-RADS é uma classificação ultrassonografica que prediz o risco que determinado nódulo tem de ser maligno. O nódulo classificado como TI-RADS 4 tem um risco de cerca de ser câncer de 5-20 %. E é o tamanho desse nódulo que irá definir se este nódulo precisara ser biopsiado ou não.

Nódulos sólidos maiores que 1 cm, hipoecóicos (mais escuros), com margens irregulares, mais altos que largos e com microcalcificações internas foram considerados suspeitos. O exame Doppler, se mostrar que o fluxo sanguíneo no centro do nódulo é maior do que na periferia, aumenta a suspeita de malignidade.

BIRADS 3: foram encontradas alterações na mama com acima de 98% de chances de serem benignas. BIRADS 4: foram encontradas lesões na mama que possuem entre 2 e 95% de chances de serem malignas. BIRADS 5: foram encontradas lesões na mama com mais de 95% de chances de serem malignas.

Cerca de 50% têm ou terão um ou mais nódulos. Mas o problema pode afetar homens e mulheres em qualquer fase da vida, inclusive na infância. Baixa Imunidade. Tireoidite de Hashimoto, doença autoimune em que o próprio organismo ataca as células da tireoide.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), os nódulos na tireoide ocorrem em 60% da população. É comum associá-los com riscos de algo mais grave, como câncer, mas cerca de 90% desses casos são benignos. Ou seja, a maioria dos nódulos normalmente não apresentam grande perigo.

Um dos passos mais importantes do diagnóstico é determinar se o nódulo na tireoide é benigno ou maligno. Para isso, o endocrinologista deverá solicitar testes de imagem como ultrassonografia e cintilografia. Além disso, uma biópsia será capaz de identificar a gravidade da lesão.

Quando um nódulo na mama é preocupante? Todo nódulo palpável na mama deve ser analisado. Nódulos espessos, endurecidos e de bordas irregulares são mais preocupantes e merecem uma atenção especial, devendo ser avaliados prontamente por profissional médico e realizados os exames necessários.

Pessoas com histórico de complicações no órgão e suspeita de nódulos podem ter a indicação de realizar a biópsia da tireoide. Por meio do procedimento é feita a análise histopatológica de nódulos tireoidianos. Após a análise, um especialista irá indicar se tais nódulos são malignos ou não.

TIRADS 6: nódulos malignos comprovados por biópsia. Os fatores relacionados ao risco aumentado para malignidade incluem: faixa etária abaixo de 20 ou acima de 60 anos; crescimento acelerado do nódulo; consistência endurecida; entre outros.

O nódulo na tireoide é mais preocupante quando caracterizado por nódulos com bordas irregulares, pacientes com alterações na voz, pacientes com nódulos que já possuem casos de câncer na família e pacientes que já foram submetidos a sessões de radioterapia, principalmente na região da cabeça e do pescoço.

Dor na parte anterior do pescoço, às vezes, irradiando para a região dos ouvidos. Rouquidão ou outras alterações na voz que não desaparecem. Dificuldade para engolir. Problemas respiratórios.

Para nódulos com TI-RADS 5, a ultrassonografia deve ser feita a cada ano por até cinco anos. Já para lesões TI-RADS 4, o exame deve ser realizado nos anos um, dois, três e cinco; com a classificação TI-RADS 3, recomenda-se avaliação a cada dois anos.

A indicação clássica de cirurgia é para nódulos benignos maiores de 4,0cm. Mas na prática diária, nós cirurgiões vemos que quem tem nódulos benignos que passam dos 3,0cm dificilmente vai escapar de uma cirurgia na tireoide.