Qual a diferença entre fibroadenoma e câncer de mama?

Perguntado por: itavares . Última atualização: 20 de maio de 2023
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A única maneira de distinguir o fibroadenoma do câncer de mama é por meio do diagnóstico médico com a realização de mamografia e biópsia do nódulo. Existem diversas possibilidades de tratamentos para esse tipo de tumor.

O fibroadenoma é uma lesão benigna, mas sólida. Geralmente, tem entre dois e três centímetros de diâmetro, é indolor, lisa e móvel. Até mesmo por essas características, os médicos consideram uma das doenças da mama com diagnóstico fácil. Na maioria das vezes, o médico não precisa retirar o fibroadenoma.

A nodulectomia geralmente é indicada para a retirada de fibroadenomas, que são os nódulos benignos mais frequentes, ocorrendo em cerca de 30% das mulheres entre 15 e 25 anos. Felizmente, a maioria dos casos não necessita de cirurgia.

Se houver aumento de tamanho ou aparecimento de sintomas, é preciso realizar a extração cirúrgica para confirmar a benignidade do nódulo e o diagnóstico.

Recomenda-se fazer a biópsia da mama sempre que os exames de imagem apresentarem BIRADS 4 e 5. Nos casos de BIRADS 3, os médicos geralmente indicam controle com exames de imagem em 6 meses, e, em casos de BIRADS 1 e 2, o controle anual.

É importante ressaltar que a existência de fibroadenomas não possui potencial evolutivo para vir a se tornar um câncer de mama e nem indicam aumento de risco para desenvolvê-lo futuramente.

Os fibroadenomas da mama costumam aparecer em mulheres jovens, inclusive adolescentes. Desconhece-se a causa. Os fibroadenomas da mama em adultos podem diminuir de tamanho com o passar do tempo, mas em adolescentes eles tendem a continuar a crescer.

Normalmente este tipo de tumor não causa dor, mas pode ser sentido como uma bolinha de gude que se move facilmente embaixo da pele do seio quando pressionado. Fibroadenomas são diferentes no tamanho, e podem crescer ou até encolher sozinhos. Eles estão entre as causas mais comuns de nódulos mamários em mulheres jovens.

De acordo com estudo da American Cancer Society, é composto por células formadas por tecido glandular e tecido conjuntivo fibroso, responsável por sustentar a mama. Ainda, o fibroadenoma é uma condição mais comum em mulheres mais jovens, na faixa etária de 15 aos 35 anos.

Nesse caso são classificados como BIRADS 2 e o seguimento anual pode ser mantido. Caso os nódulos não apresentem calcificações, o risco de malignidade é de 2%, sendo indicado o acompanhamento desses nódulos categorizados como BIRADS 3.

Os fibroadenomas são geralmente causados pelos hormônios que naturalmente estão presentes no corpo de pacientes do sexo feminino. Quando a paciente que teve o diagnóstico de fibroadenoma confirmado atinge a menopausa, de modo geral, os nódulos costumam diminuir ou até mesmo desaparecer por completo.

O diagnóstico é predominantemente histológico, porém a ultrassonografia das mamas é uma ferramenta bastante útil. Ao ultrassom, pode ter a sua forma descrita como delimitada, dura ou elástica, de superfície lobulada (com irregularidades) e de tamanho variável.

Algumas medicações como análogos de GnRH e medicações antiestrogênicas mostraram reduzir o tamanho dos fibroadenomas em até 50%. O tratamento cirúrgico com a retirada do nódulo é o tratamento de escolha para pacientes acima de 25 anos.

A remoção do fibroadenoma pode ser realizada de três maneira: Lumpectomia ou biópsia excisional: este procedimento é uma cirurgia aberta que consiste na remoção da parte do tecido mamário onde encontra-se a lesão, com posterior envio do material para um patologista verificar se há sinais de câncer na amostra.