Qual a importância do esporte adaptado?

Perguntado por: efogaca . Última atualização: 20 de maio de 2023
4.9 / 5 19 votos

Segundo o Guia, os principais benefícios da prática de atividade física para pessoas com deficiência são: aumento da força muscular, da resistência, da coordenação motora, do equilíbrio, da flexibilidade e da agilidade.

Para pessoas com deficiência, a prática é ainda mais importante. As diversas modalidades melhoram a condição cardiovascular de quem as pratica, aprimora a força, a agilidade, a coordenação motora, o equilíbrio e o repertório motor.

O esporte tem sido uma importante ferramenta quando o assunto é inclusão social. Além de promover a convivência em grupo, atividades desse tipo ajudam no crescimento pessoal, na percepção da participação de cada um na sociedade, no aprimoramento da disciplina, do respeito ao próximo, entre diversos outros aspectos.

O esporte desempenha um importante papel na formação do homem e da vida em sociedade, matriz de socialização e transmissão de valores, forma de sociabilidade moderna, instrumento de educação e fonte de saúde, estes são alguns dos atributos do fenômeno esportivo.

Inclusão social. O esporte adaptado consegue dar um sentido para a vida de vários atletas, alem disso desempenha o papel de incluir a percepção de competência e identidade pessoal, identidade esta como atleta e não como deficiente físico.

Modalidades de esporte adaptado
Há modalidades esportivas praticadas por pessoas sem deficiência que são adaptadas para ser praticadas por atletas PcDs e outras desenvolvidas especificamente para pessoas com deficiência, a exemplo do Golbol, criado para ser praticado por atletas com deficiência visual.

Basquete

1. Basquete. O basquete adaptado surgiu nos Estados Unidos da América por volta de 1945, já no fim da Segunda Guerra Mundial. É um dos esportes adaptados mais antigos e esteve presente em todas edições dos jogos paraolímpicos realizados até hoje se consagrando como um dos esportes favoritos na competição.

No âmbito psicológico, o esporte eleva a autoestima e a autoconfiança, tornando as pessoas mais seguras e otimistas para alcançar objetivos pessoais. Já no aspecto social, ter esse hábito ajuda a promover a socialização e a aceitação.

Devido às especificidades da criança com deficiência física, os jogos precisam ser adaptados, pois conforme suas limitações, nem sempre o mesmo conteúdo servirá ou será assimilado por todos. Assim, as adaptações também são criações que favorecem o aprendizado, permitindo ao educando se apropriar também dos conteúdos.

Quatro categorias de objetivos foram desenvolvidas por Wheeler, Steadward, Legg, Hutzler, Campbell e Johnson (1999) em relação à iniciação ao esporte adaptado: reabilita- ção, oportunidade social, recrutamento e continuidade no esporte.

A prática de esportes afasta a criança e o adolescente das drogas, aumenta a capacidade cognitiva do aluno, traz benefícios consideráveis à saúde e gera cooperação e socialização entre os estudantes.

1. Basquete. No basquete, a altura da tabela, as dimensões da quadra e as regras gerais são iguais às do basquete tradicional.

O esporte praticado por pessoas com deficiência começou na Inglaterra, nos anos 40, como medida terapêutica, para dar mais qualidade de vida a militares que foram mutilados durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1960, foi realizada a primeira edição dos Jogos Paraolímpicos de Verão em Roma, na Itália.

Além de fazer bem para o corpo e a mente, a prática facilita a socialização, ajuda na disciplina, aumenta a autoconfiança, melhora a concentração, ensina a exercer a liderança e a lidar com a competitividade de forma positiva (aprender com a vitória e com a derrota), entre tantos outros benefícios.

Coordenação motora, concentração, raciocínio lógico e memória são algumas das habilidades cognitivas desenvolvidas e aprimoradas durante a prática do esporte.

O esporte colabora na formação do cidadão, pois o mesmo enquanto atividade social desenvolve princípios, valores morais e éticos, além de provocar uma intensa interação social. Através dele se aprende a ter espírito coletivo, companheirismo, solidariedade, conhecimento, respeito mútuo e educação.

São reconhecidas cinco categorias de deficiência para a participação em competições oficiais: paralisia cerebral, deficiência visual, pessoas em cadeira de rodas, amputados e les autres (pessoas com alguma deficiência locomotora).

O primeiro esporte adaptado praticado no Brasil foi o basquete em cadeira de rodas. Enquanto realizavam tratamento médico nos Estados Unidos, brasileiros com deficiência conheceram a modalidade e a trouxeram para o país.