Qual é a diferença entre religião e ensino religioso?

Perguntado por: icaldeira . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Embora o ensino religioso possa ser mais direcionado a uma religião específica, ele não visa doutrinar os estudantes ou convertê-los ao contexto. O objetivo é simplesmente repassar os ensinamentos das religiões cristãs, mas sem exigir que os alunos sigam tais fundamentos, respeitando as pluralidades religiosas e de fé.

A questão está no enfoque sobre o objeto: o Ensino Religioso visa a educação da religiosidade e a Catequese a educação da fé — a Catequese supõe a fé. A Catequese inspira-se no que é próprio da sua religião, objetiva desenvolver a formação na fé.

Segundo a Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), além do ensino religioso confessional, existem outros dois tipos, o interconfessional e o fenomenológico ou não-confessional.

O ensino religioso procura levantar e resolver questões relacionadas à ética, moral e, também, ao comportamento que envolve a sociedade. Além disso, ele abre espaço para que os alunos aprendam mais sobre paz, justiça, empatia e a importância do amor ao próximo.

Por mais que algumas pessoas não tenham crenças religiosas, a educação religiosa ainda é importante, pois oferece um senso de moral e ética. A religião ensina valores inquestionáveis, e imprescindíveis para o ser-humano, tais quais o respeito, a honestidade, a compaixão e a responsabilidade, por exemplo.

A religião constitui um sistema estruturado de percepções e conceitos sobre o mundo, fazendo assim um sistema de “estrutura estruturante”, sendo objeto de conhecimento e construção do mundo dos objetos, como formas simbólicas (BOURDIEU, 1998).

Há quatro grandes temas que fundamentam esse ensino. São eles: a compreensão da história, a interpretação da cultura, a busca de sentido e a compreensão da experiência religiosa.

O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.

A catequese virou aula; o catequista virou professor de catequese (ou pior, de catecismo, em alguns casos); o catequizando virou aluno; a transmissão da fé virou um conjunto de conteúdos a serem ensinados; a experiência pessoal com o Ressuscitado foi reduzida a um montão de fórmulas da fé a serem apreendidas, ...

A Etimologia de catequese nos reporta à Instrução, pois a palavra vem do grego, que significa fazer soar nos ouvidos, ensinar pela palavra que se escuta. Assim era no início das comunidades cristãs: a pregação oral.

Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos religiosos a partir de pressupostos éticos e científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou convicção. Isso implica abordar esses conhecimentos com base nas diversas culturas e tradições religiosas, sem desconsiderar a existência de filosofias seculares de vida.

No entanto, em 1931, devido à necessidade de apoio político Getúlio, Vargas cedeu às pressões da Igreja Católica e reincorporou o ensino religioso nas escolas públicas.

Para dar aulas de ensino religioso na rede estadual, o professor precisa ser aprovado em concurso público em teologia ou ciências da religião. "O currículo do ensino religioso é baseado na religiosidade humana e valores fundamentais universais, portanto, laico", diz a secretaria.

Religião dos brasileiros

  • Católica: 50%
  • Evangélica: 31%
  • Não tem religião: 10%
  • Espírita: 3%
  • Umbanda, candomblé ou outras religiões afro-brasileiras: 2%
  • Outra: 2%
  • Ateu: 1%
  • Judaica: 0,3%

De acordo com a Constituição e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o ensino religioso deve ser facultativo, precisa assegurar o respeito à diversidade de credos e não tentar impor um dogma ou converter alguém.

Todos os alunos devem ter a oportunidade de expressar a própria fé, já que o diálogo e o respeito à diversidade são pautas prioritárias na educação religiosa.

Igreja Católica

No entanto, no Brasil, as manifestações religiosas, sofreram modificações em sua base devido às influências culturais a que foram confrontadas, especificamente a Igreja Católica, que foi a primeira religião que chegou às terras brasileiras.