Qual é a ideia central de Bauman sobre a globalização?

Perguntado por: ebarros4 . Última atualização: 22 de maio de 2023
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Segundo Bauman, a Globalização é processo irreversível e tanto divide quanto une, ou seja, tem seus pontos positivos e negativos.

Bauman usa a ideia de fluidez, a qualidade de líquidos e gases, para fazer uma metáfora sobre o momento histórico em que vivemos. Nos tempos líquidos, as relações se tornam cada vez menos sólidas e estáveis. Vivemos mudanças nas instituições, na política e nas identidades.

Nessa obra, Bauman classificou os seres humanos que não conseguiram permanecer na dinâmica da modernidade, e nem conseguem se inserir no processo, e se tornam refugo humano. Assim, a globalização produz sua saga excludente, traiçoeira e eliminadora.

Bauman teve como centro de suas ideias a liquidez das relações sociais contemporâneas. Diferente de outros autores, ele não acreditava que a Modernidade havia acabado, mas que tinha entrado numa nova fase. Esta última seria caracterizada pela instabilidade. Por isso, a liquidez serve como metáfora.

Para Zygmunt Bauman, a sociedade atual pode ser classificada como uma modernidade líquida (que seria uma substituição do termo “pós-modernidade”, que se tornou muito mais uma ideologia do que um tipo de condição humana, como diz o autor), em contraposição à modernidade sólida que seria a modernidade propriamente dita, ...

Zygmunt Bauman (1925-2017) foi um sociólogo e filósofo polonês e britânico. Foi o autor do conceito modernidade líquida o qual expressa que estamos vivendo tempos de instabilidade e volatilidade.

Como usar Bauman na redação envolve uma boa relação entre o tema apresentado para a escrita e as teorias do autor. É possível utilizar a teoria para explicar a sociedade consumista, abordar problemáticas sociais como o preconceito étnico e a exclusão social, explicados pela professora.

A principal teoria de Bauman é a da modernidade líquida.
Para Bauman, as relações estabelecidas contemporaneamente são frágeis, incapazes de sustentar-se com segurança. Na sua obra, Bauman contrapõe a modernidade sólida, que foi a forma de vida ocidental até a primeira guerra Mundial, à modernidade líquida.

A posição do autor é crítica às relações sociais atuais. Se trata de começar com uma categorização nova: modernidade líquida e modernidade sólida. Uma que representa o novo mundo, a pós-modernidade, e o outro que define a modernidade, a sociedade industrial, a sociedade da guerra-fria.

Bauman destaca que este ambiente existencial tornou-se conhecido como “sociedade de consumidores” e distingue-se por uma reconstrução das relações humanas a partir do padrão, e a semelhança, das relações entre consumidores e os objetos de consumo.

Chamado de pessimista por suas críticas amargas ao pós-modernismo, Bauman se recusava a classificar as relações amorosas como união. Para o filósofo, as “relações líquidas” seriam experiências pessoais de cada um, sem a construção da identidade de um casal, da integração entre dois indivíduos.

A globalização é um processo complexo que envolve a interconexão de países, economias, culturas e pessoas em todo o mundo. Embora a globalização tenha diferentes interpretações, em geral, ela é caracterizada por um aumento da interdependência e da interação entre os países.

Críticas à globalização
A principal afirmação é de que esse processo ocorre de uma forma que beneficia apenas as elites econômicas e os países dominantes, em detrimento das populações pobres e regiões de todo mundo.

A primeira grande desvantagem do processo de Globalização, na visão de seus críticos, é a forma desigual com que ela se expande, beneficiando, quase sempre, as localidades economicamente mais desenvolvidas e chegando “atrasada” ou de forma “incompleta” a outras regiões, tornando-as dependentes economicamente.

As principais características da modernidade líquida, segundo Z. Bauman (2005, 2001, 2000, 1998) são desapego, provisoriedade e acelerado processo da individualização; tempo de liberdade, ao mesmo tempo, de insegurança.

O amor líquido é aquele amor descartável, que pode ser substituído a qualquer momento, sem nenhum compromisso real com o parceiro- que pode ser trocado num piscar de olhos se aparecer “algo melhor”. É o amor que escorre por entre as mãos. Não tem forma e nem firmeza.

Para Zygmunt Bauman, educadores precisam estimular características prejudicadas com a utilização da tecnologia: "É preciso trabalhar a capacidade de se manter focado."

Para Bauman (2008, p. 38), a revolução consumista é aquela caracterizada por um “volume e uma intensidade de desejos sempre crescentes”, em que o consumismo coloca-se no lugar do consumo sólido e, ainda, é destinado à promoção de segurança do consumidor (sociedade de produtores).

A metáfora do “líquido” de Bauman traduz nosso atual momento, onde tudo está sob inquietante mudança. O avanço da tecnologia, por exemplo, nos impõe uma nova condição em que desvirtuamos a perspectiva do tempo e transformamos o novo em algo velho de forma tão rápida que nem sequer percebemos.

Zygmunt Bauman, filósofo polonês, analisa o que considera a dicotomia da liberdade, com base no psicanalista Sigmund Freud: a civilização é sempre uma troca - ao escolher a liberdade, é preciso abrir mão de certa segurança; ao escolher a segurança, é preciso abrir mão de certa liberdade.

O conceito central que Bauman (2001) afirma em seu ensaio sobre o entendimento da contemporaneidade é o da "liquidez". Bauman argumenta que vivemos em uma sociedade líquida, caracterizada pela fluidez, instabilidade e falta de estruturas sólidas.