Qual é o mal que a cachaça faz?

Perguntado por: achaves . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Pressão alta e doenças cardíacas: o consumo excessivo de álcool prejudica o controle da pressão arterial, podendo levar à hipertensão e, consequentemente, ao risco de problemas cardíacos. Cirrose: é o resultado de constantes lesões e inflamações no fígado, causadas pela bebida, prejudicando as funções deste órgão.

Estudo publicado no JAMA Network Open mostrou que o consumo diário de álcool, mesmo que em poucas doses, não protege contra risco de mortalidade por todas as causas. Entenda. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe um padrão de consumo de álcool que seja absolutamente seguro.

Em um estudo realizado pelo meu grupo e recentemente publicado no jornal “Alcohol”, os bebedores de destilados demonstraram maior gravidade do alcoolismo, maior magnitude da fissura pela bebida e menor aderência ao tratamento médico proposto, em relação aos bebedores de cerveja.

A ingestão de três a seis doses por semana, nunca mais do que duas por dia, eleva de forma moderada os riscos. Do sétimo drinque em diante, o risco de vir a sofrer consequências na saúde é alto e aumenta a cada dose extra. A diretriz é a mesma para homens e mulheres e vale para qualquer tipo de bebida.

Entre eles, destacam-se a arritmia cardíaca, hipertensão, vômitos seguidos de broncoaspiração e até mesmo a parada cardiorrespiratória. Além disso, o consumo a longo prazo também é prejudicial à saúde.

Isso acontece porque o consumo constante de álcool vai criando lesões no órgão que, a longo prazo, prejudicam suas funções, podendo até levar à falência hepática, além de outras doenças, como cirrose hepática, hepatite alcoólica e até mesmo câncer.

3 horas

O álcool é metabolizado pelo fígado a uma taxa de cerca de 0,15 g/100mL/hora, ou seja, quase um quarto de cerveja por hora, dependendo da quantidade ingerida, pode levar de 30 minutos a 3 horas para ser completamente eliminado do organismo.

O álcool pode ser detectado por testes de sangue, urina, saliva, respiração e até cabelo! No sangue ele pode ser detectado em até 12 horas depois do consumo; na urina de 12 a 24 horas e, se o consumo for elevado, por mais de 72 horas; na saliva em até 12h e no cabelo por até 90 dias.

Está associado ao risco de desenvolvimento de problemas de saúde, tais como distúrbios mentais e comportamentais, incluindo dependência ao álcool, doenças não transmissíveis graves, como cirrose hepática, alguns tipos de câncer e doenças cardiovasculares, bem como lesões resultantes de violência e acidentes de trânsito ...

O corpo trabalhou duro para se livrar do álcool e, no processo, eliminou também água. A hidratação com água de coco, sucos e chás é a forma mais rápida de aliviar dor de cabeça, tontura e sede excessiva.

Além de danificar o equilíbrio e a coordenação, o álcool prejudica a força, potencia e resistência muscular e a resistência aeróbica.

O álcool e grandes quantidades dos produtos de sua metabolização (como acetaldeído, NADH e radicais livres1) podem causar alterações na função renal2,3. Eles fazem com que os rins se tornem menos capazes de filtrar o sangue, além de afetar sua capacidade de manter a quantidade certa de água no corpo.

A bebida alcoólica pode provocar diversos efeitos além da euforia, prazer e excitação. O excesso de álcool no cérebro leva a efeitos psíquicos como redução da concentração, da atenção, da memória recente e da capacidade de julgamento.

O que fazer para substituir o álcool? É possível fazer drinks sem álcool utilizando água com gás e limão ou refrigerante de limão para substituir a vodka ou a cachaça. Com essa alteração é possível fazer mojitos, caipirinha sem álcool e pina colada. A água de coco também é uma boa alternativa.

Algumas pesquisas apontam que o álcool colabora para o enrijecimento das artérias, prejudicando o bombeamento de sangue pelo corpo. Além disso, se a pessoa já consome bebidas alcoólicas e já tem a pressão alta, o cardiologista Francisco Flávio Costa Filho faz um alerta em relação à quantidade.