Qual o conflito da neurose?

Perguntado por: axavier . Última atualização: 26 de maio de 2023
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Na neurose, temos um conflito entre o ego e o id. A defesa utilizada na Neurose: Recalque: Tem como função manter a angústia e também o desejo no campo inconsciente.

As neuroses geralmente envolvem ansiedade, medo ou depressão que podem afetar negativamente o dia a dia da pessoa. As psicoses, por outro lado, são mais graves e podem causar alucinações e delírios. As pessoas com psicose podem ter problemas para se conectar com a realidade e podem se isolar socialmente.

Entende-se por conflito psíquico algo constitutivo do sujeito que pode ser descrito como a oposição de exigências internas contrárias. Freud procura, ao longo de suas construções teóricas, apresentar o conflito como um dualismo praticamente irredutível.

Cada uma dessas estruturas: neurose, psicose e perversão, possui, segundo Freud, um mecanismo de defesa específico. Esse mecanismo de defesa nada mais é do que uma forma inconsciente que a mente do indivíduo encontra para lidar com o sofrimento que advém do Complexo de Édipo.

Freud (1917/1996d) caracteriza os sintomas psíquicos neuróticos como atos prejudiciais ou inúteis à vida, dos quais a pessoa por vezes se queixa, por serem indesejados e causadores de desprazer e sofrimento.

Uma pessoa neurótica passa a ter reações e comportamentos diferentes: fica muito ansiosa, evita sair de casa para ir a determinados lugares, tem medo de certas situações, imagina situações que pode fazer mal, ficam deprimidos mais constantemente, são mais preocupados...

Neuroses são transtornos da afetividade que levam as pessoas a experimentar sentimentos e reações motoras incomuns e/ou incontroláveis, com perfeita conservação do juízo de realidade. Assim, um neurótico fóbico pode sentir intenso medo ante uma situação ou um objeto que ele saiba não representar nenhum perigo.

Ou seja, a neurose é um estado no qual se vê as situações de uma maneira distorcida, por conta dos conflitos da mente. Por exemplo, uma pessoa que popularmente está com uma “neura”, é quem está pensando ou fazendo algo aparentemente sem propósito porque não encontra base em dados objetivos da realidade.

Dentro do campo das neuroses há basicamente três grupos de categorias pelas quais os processos de defesa se desenvolvem: a histeria, a obsessão e a fobia.

Pode ser distinguida em três formas clínicas: neurose fóbica, neurose histérica, neurose obsessivo-compulsiva. O tratamento mais indicado é a psicoterapia. São utilizados medicamentos, como os ansiolíticos.

Já a pessoa neurótica, além de compartilhar a mesma preocupação, fica ansiosa e acredita que nunca conseguirá terminar o projeto a tempo mesmo que o prazo de entrega esteja a semanas ou a meses de distância.

Para Chiavenato (2004), existem vários tipos de conflitos: o conflito interno e o conflito externo. O interno, ou intrapessoal, envolve dilemas de ordem pessoal; o externo envolve vários níveis, como: interpessoal, intragrupal, intergrupal, intra-organizacional e interorganizacional.

Os conflitos são o oposto da cooperação e estão inerentes à natureza humana, sendo assim uma coisa é certa: eles acontecem e sempre irão acontecer! Quando há conflitos nas relações é porque acontecem divergências de objetivos, interesses e/ou recursos, podendo acontecer entre duas pessoas ou entre grupos.

Profunda falta de entendimento entre duas ou mais partes; o ato, estado ou efeito de divergirem acentuadamente ou de se oporem duas ou mais coisas” (HOUAISS, 2001).

Existem pelo menos quinze tipos de mecanismos de defesa conhecidos e explicados pelas teorias da psicologia. Entre eles, podemos citar: compensação, expiação, fantasia, formação reativa, identificação, isolamento, negação, projeção e regressão.

O neurótico obsessivo usa o mecanismo de defesa do isolamento, onde há uma separação entre a representação ideativa e a representação afetiva da pulsão, produzindo uma dissociação entre o discurso e o afeto.